51ª Festa da Pesca em Maricá: Tradição que Une Gerações à Beira-mar

Evento celebra o Dia Municipal do Pescador com competição, solidariedade e muito entretenimento na orla de Itaipuaçu O final de semana em Maricá foi embalado pelo barulho das ondas e pela expectativa dos mais de 300 pescadores que se reuniram na orla de Itaipuaçu para a tradicional Festa da Pesca. Já em sua 51ª edição, o evento não é apenas uma competição, mas uma verdadeira celebração cultural que marca o Dia Municipal do Pescador, comemorado em 3 de maio. Uma tradição que resiste ao tempo Quem passa pela Avenida Benvindo Taques Horta, na esquina com a Rua Professor Cardoso de Menezes, encontra um cenário que remete às origens de Maricá. Homens e mulheres de todas as idades, munidos de varas, iscas e muita disposição, mantêm viva uma tradição que atravessa gerações. “Isso aqui representa a nossa Maricá, a nossa origem, do nosso povo tradicional”, compartilhou emocionado o Secretário de Pesca, Xandy de Bambuí. “Maricá fomenta muito a pesca e a agricultura. Então, temos essa festa aqui há 51 anos. É um orgulho saber que a nossa tradição está viva”, completou. Mais que uma competição, um encontro de amigos A Festa da Pesca não se resume apenas à disputa por quem fisga o maior exemplar. Para muitos participantes, o evento é uma oportunidade de confraternização e de compartilhar histórias à beira-mar. Foi o que contou Glauber Marinho Martins, competidor vindo de São Gonçalo, que trouxe consigo 27 amigos para participar da festa. “Isso para gente é muito prazeroso. A competição é apenas algo a mais que temos. Fazemos por amor e por hobby”, explicou o integrante do Grupo de Pesca de Itaipuaçu. Mesmo com o mar agitado dificultando um pouco a pescaria, ele comemorou ter fisgado “um pampo e uma guaivira”. Enquanto isso, Márcio Carpanedo, morador de Itaipuaçu de 53 anos, garantiu que não perde uma edição sequer. “É prazeroso demais. Estamos fazendo o que gostamos junto com os amigos. É uma festa tradicional que não podemos faltar”, disse o pescador, que integra o Grupo Amigos e Pesca de Niterói. Mulheres conquistam espaço nas águas salgadas A presença feminina na Festa da Pesca vem crescendo a cada edição, mostrando que a pescaria não tem gênero. Angélica Andrade, de 47 anos, moradora de Inoã e integrante do grupo Real Lazer, foi uma das destaques ao fisgar um pampo-galhudo. Com apenas três anos de experiência na pesca, inspirada pelo incentivo de amigos, Angélica já domina técnicas importantes. “Usei como isca uma sardinha para pescar um pampo-galhudo. Se for para pegar um peixe pequeno, é bom usar anzol menor. Estou colocando uma isca maior para chamar um pampo”, explicou ela, demonstrando conhecimento adquirido em pouco tempo. Diversão para além da pescaria A programação da Festa da Pesca vai muito além da competição em si. No sábado, o público pôde conferir os concursos de sereia baby, kids e tritão, enquanto no domingo aconteceu o concurso de rainha da Festa da Pesca. Além disso, o talento local ganhou espaço com shows de artistas da região. No sábado, Thiago Dantas e Rhoan Victor fecharam a noite com chave de ouro. No domingo, foi a vez de Betinho Bahia e Ismayer Alves, com participação especial do cantor Léo Pereira, animarem os presentes. Solidariedade em primeiro lugar Uma característica marcante da Festa da Pesca de Maricá é seu caráter solidário. Após pesados e premiados, os peixes frescos são doados para igrejas, comunidades carentes e instituições filantrópicas. Seguindo o mesmo espírito, os organizadores arrecadam alimentos não perecíveis como forma de inscrição para a competição. Somente no sábado, cerca de 500 kg de alimentos foram recolhidos. Categorias para todos A competição é dividida em várias categorias, incluindo juvenil, master, sênior e feminina, permitindo que pescadores de diferentes idades e experiências tenham chance de mostrar seu talento. O prêmio vai para quem consegue fisgar o maior exemplar, em peso. Cultura e economia local fortalecidas A festa também serviu de vitrine para expositores artesanais, que puderam apresentar seus trabalhos feitos à mão, valorizando a cultura local. A gastronomia variada foi outro ponto alto, atraindo visitantes e movimentando a economia da região. No domingo, o evento incluiu ainda uma campanha de educação para o trânsito, promovida pela Secretaria de Trânsito, além da distribuição de brindes para os pescadores participantes. Entre varas de pesca, iscas, risadas e histórias compartilhadas, a 51ª Festa da Pesca de Maricá mostrou que, mais do que uma competição, trata-se de um patrimônio cultural vivo que conecta o passado e o presente da cidade, sempre de olho no futuro e na preservação dessa tradição cinquentenária que já faz parte da identidade maricaense. Fotos: Bernardo Gomes

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Vereadora Adriana Costa: Uma trajetória dedicada à educação e ao serviço público em Maricá

Foto: Anselmo Mourão Educadora apaixonada e liderança política, Adriana transforma sua experiência em ações concretas pela cidade. Natural de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, Adriana Luiza da Costa nasceu no dia 30 de dezembro de 1964 e construiu uma história marcada pela dedicação à educação e ao desenvolvimento social. Com um olhar atento às necessidades da comunidade, ela uniu sua formação acadêmica à paixão por ensinar e servir. Formada em Matemática, Adriana foi além. Conquistou o título de Mestra em Educação e especializou-se em Administração e Supervisão Escolar, aprofundando seu compromisso com a qualidade do ensino. Sua carreira na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro é sólida e respeitada: atua diretamente na formação de jovens do Curso Normal de Nível Médio e também como professora de Matemática no Ensino Médio Regular. Sempre valorizando o pensar crítico e a pesquisa, tem sido uma referência no incentivo ao protagonismo estudantil. Em 2024, seu comprometimento com a educação e a comunidade ganhou novos horizontes. Adriana foi eleita vereadora pelo PDT em Maricá, recebendo a expressiva marca de 4.584 votos. Esse reconhecimento popular reflete sua forte atuação como Secretária Municipal de Educação, cargo que exerceu com responsabilidade e visão transformadora. De origem humilde, Adriana Luiza da Costa representa com orgulho a mulher brasileira que vence pelos seus próprios méritos. Com vasta experiência e um currículo exemplar, ela segue abrindo caminhos, construindo pontes entre o saber e o fazer, sempre com o propósito de melhorar a vida das pessoas por meio da educação e da política pública de qualidade.

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Emoção e Goleada Marcam a Estreia da Categoria Master na Taça Cidade Maricá 2025

Foto: Bernardo Gomes Dominante Futebol Clube estreia com vitória impressionante de 5×0 sobre o Ubatiba, e clima de celebração contagia o público presente em Itapeba A manhã deste sábado (03/05) foi de festa, reencontros e muita bola na rede no campo do Amparo Esporte Clube, em Itapeba, durante a abertura da categoria Master da Taça Cidade Maricá 2025. Com atletas acima de 50 anos, o campeonato começou em alto nível com uma partida memorável entre Dominante Futebol Clube e Ubatiba Futebol Clube. E quem foi ao campo presenciou uma verdadeira exibição de futebol do time do Dominante, que venceu por 5 a 0 e saiu ovacionado pela torcida. A competição, organizada pela Prefeitura de Maricá por meio da Secretaria de Esportes, segue até o dia 26 de maio — quando a cidade comemora seu aniversário — e promete movimentar os campos e corações dos apaixonados por futebol amador da região. Futebol para todas as idades e paixões Enquanto os veteranos davam um show em Itapeba, a garotada da categoria sub-13 também mostrou talento e garra no Complexo Esportivo do Bananal, em Ponta Negra. O título ficou com o Esporte Clube Monte Castelo, que superou o Dominante em uma disputa emocionante. A competição contou ainda com a participação do Esporte Clube Taquaral, da Escolinha do Tio Dunga e do projeto Esporte + Educação. No domingo (04/05), a bola continua rolando com as quartas de final da categoria principal. A partir das 14h30, quatro partidas acontecem simultaneamente em diferentes campos da cidade. No Esporte Clube Taquaral, o Real Maré enfrenta o Areal; no centro, o Esporte Clube Maricá recebe o Santos Futebol Clube; em Guaratiba, o time da casa joga contra os Amigos do Bem; e, fechando a rodada, C.A. Bananal encara o Esporte Clube Monte Castelo. Mais do que um campeonato: uma celebração da comunidade Entre os que prestigiaram o jogo no campo do Amparo estava Marcos Antônio, de 59 anos, promotor de vendas e volante do time de Ponta Negra. Mesmo morando em São Gonçalo, ele não abre mão de vir assistir aos jogos em Maricá. “É um tipo de evento que não vemos por lá. Aqui, o futebol une os amigos e cria esse clima maravilhoso”, comentou, visivelmente empolgado. Geremias Martins, de 57 anos, assistia à partida da lateral do campo com um misto de alegria e saudade. Ele faz parte do elenco do Dominante, mas ficou de fora desta rodada por causa de uma lesão. “Esse campeonato é esperado o ano inteiro. A cidade vibra com isso. É mais do que futebol, é tradição”, destacou. Já Valmir Soares, de 64 anos, vive o futebol com a paixão de um verdadeiro torcedor raiz. “Ano passado acompanhei todos os jogos que pude. Sou nascido e criado aqui, e para mim é uma honra ver esse espetáculo. Enquanto tiver saúde, estarei em cada rodada”, disse com orgulho nos olhos. Uma tradição que se fortalece a cada edição A Taça Cidade Maricá já se consolidou como um dos maiores eventos esportivos da região. Em 2025, a categoria Master conta com nove equipes na disputa. Com a vitória de hoje, o Dominante já garantiu vaga para as quartas de final, se juntando a outros sete times que seguem na briga pelo título. A categoria principal começou ainda em março, com 28 equipes inscritas. A competição também abrange as categorias de base, como sub-11, sub-13, sub-15, sub-17, além do futsal feminino. Ao todo, mais de 2.500 atletas estão envolvidos — um reflexo do quanto o esporte tem mobilizado pessoas de todas as idades e transformado vidas em Maricá. Fotos: Bernardo Gomes

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Pagode, alegria e muita energia: Mumuzinho e grupo Intimistas agitam Maricá em noite imperdível

Foto: Divulgação Show acontece no Deck Mar, em Ponta Negra, com DJs convidados e open bar para garantir a festa completa Se você é fã de pagode e está em busca de uma noite cheia de música boa, diversão e aquela vibe contagiante, já pode marcar no calendário: no dia 9 de maio de 2025, a cidade de Maricá vai ferver ao som de Mumuzinho e do grupo Intimistas. A apresentação está marcada para às 21h, na recém-inaugurada casa de shows Deck Mar, localizada em Ponta Negra, em frente ao canal. E para completar a noite com muito alto astral, os DJs Anderson França, da FM O Dia, e Philipe Ricardo também comandam as pick-ups, trazendo um mix de ritmos para ninguém ficar parado. O Deck Mar, apesar de novo na cena, já está conquistando o público com sua estrutura moderna, ambiente acolhedor e excelente atendimento. O espaço oferece duas áreas de open bar, além de uma mix house que promete agradar os mais diversos gostos. E para quem gosta de curtir com conforto, há opções de pista e camarote, tudo planejado para que o público possa se divertir com segurança e tranquilidade. Os ingressos estão disponíveis online e podem ser adquiridos diretamente no link do site abaixo: www.guicheweb.com.br/deckmar Com a alta procura, a dica é garantir o seu o quanto antes! O endereço do evento é na Rua Beira do Canal de Ponta Negra, em frente ao canal — um dos pontos mais charmosos da cidade, perfeito para curtir uma noite memorável. Ainda tem ingressos, se apresse e não perca este grande show.

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Tradição e Criatividade: Festa do Artesão em Cordeirinho Celebra o Talento Local

Foto: Bernardo gomes Mais de 40 expositores levaram arte, histórias e emoção à orla de Maricá em uma celebração que uniu cultura, trabalho manual e muito carinho Em um sábado de sol e brisa leve na orla de Cordeirinho, a cidade de Maricá se encheu de cores, aromas e sons com a realização da Festa do Artesão. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura e das Utopias, foi muito mais do que uma simples feira: foi um verdadeiro encontro entre talento, tradição e a força criativa de quem transforma materiais simples em arte. O ponto de encontro foi a altura da Rua 90, onde cerca de 40 expositores montaram suas barracas, cada uma com um pedacinho da sua história. Tinha de tudo: bolsas artesanais, laços coloridos, porta-chaves feitos com capricho, chapéus estilosos, aromatizadores, crochês detalhados e até peças feitas com materiais recicláveis – mostrando que sustentabilidade e criatividade caminham juntas. Para Rafael Bilé, coordenador da feira Maricá Mostra Cultura, eventos como esse são fundamentais para dar visibilidade a esses artistas que, muitas vezes, trabalham em silêncio em suas casas. “A feira é um espaço de acolhimento e de reconhecimento. Ela fortalece o artesanato como parte essencial da cultura local. Temos artesãos tradicionais, como Dona Benedita da Taboa, que trabalha com fibras naturais, e outros talentos que precisam de espaço para brilhar”, explicou. Histórias que inspiram Entre as mãos habilidosas que expuseram na feira estava a de Ana Paula David, de 49 anos, que trouxe peças criativas feitas a partir de caixas de leite. “Aprendi a costurar vendo minha mãe. Fiquei desempregada, mas não desanimei. Hoje estou aqui, expondo pela primeira vez, e me sinto realizada”, contou, com um sorriso tímido e orgulhoso. Outro visitante encantado com a proposta da feira foi Ricardo Henrique, de 56 anos, morador de Bambuí, que aproveitou para comprar bonés artesanais. “Esse tipo de evento movimenta o bairro e atrai turistas. É uma vitrine para os artesãos e também para quem vive aqui”, destacou o aposentado. No setor de perfumaria, Sônia Mendes era só alegria. Seus sabonetes, velas aromáticas, body splash e incensos não só encantavam pelo aroma, mas carregavam uma história de superação. “Comecei a produzir para vencer a depressão. Hoje, cada item tem amor, cura e energia. Ver as pessoas se encantando com o que faço me enche de gratidão”, compartilhou emocionada. Já o engenheiro Wanderson Alves, de 45 anos, não resistiu aos aromas e levou incensos e perfumes para casa. “Sou frequentador assíduo da feira. É um evento que valoriza a cultura e dá vida ao bairro”, contou ele, enquanto escolhia as fragrâncias que levaria. Música, dança e boas vibrações Como toda boa festa merece, a música também esteve presente com força total. O DJ Codi comandou um set repleto de charme e funk das antigas, fazendo a galera dançar e reviver bons momentos. Ao cair da noite, o clima ficou ainda mais animado com uma roda de samba, o famoso bloco da 90 e um charmoso baile retrô, que transformou a orla em uma verdadeira pista de dança sob as estrelas. A Festa do Artesão de Cordeirinho não foi apenas um evento. Foi uma celebração do fazer com as mãos, do criar com o coração e do viver em comunidade. Uma mostra viva de que a cultura pulsa forte em Maricá – e que ela merece ser vista, ouvida e aplaudida. Fotos: Bernardo Gomes

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Feira da Agricultura Familiar em Araçatiba celebra a produção local e conquista moradores e visitantes

Foto: Bernardo Gomes Evento em Maricá valoriza a cultura do campo com artesanato, gastronomia artesanal e produtos agroecológicos que fortalecem a economia da região. Neste sábado ensolarado (03/05), a Praça Agroecológica de Araçatiba, em Maricá, foi palco de mais uma edição acolhedora da Feira da Agricultura Familiar — um evento que, mais do que um simples espaço de vendas, tem se consolidado como um verdadeiro encontro entre a tradição do campo e o estilo de vida urbano. Promovida pela Secretaria de Agricultura e Pecuária da cidade, a feira reuniu uma variedade de barracas com produtos orgânicos, artesanatos feitos com carinho e delícias da gastronomia artesanal. Ao caminhar entre as tendas, o clima era de acolhimento e descoberta. Leonardo Moraes dos Santos, de 40 anos, produtor artesanal, estava lá com um sorriso no rosto e sua mesa repleta de molhos de pimenta e geleias — tudo feito sem conservantes, como manda a boa prática artesanal. “É gratificante participar. A gente consegue mostrar o que faz com tanto cuidado e ainda gerar renda com isso. É um espaço que dá voz para quem empreende de forma pequena, mas com muito coração”, contou Leonardo. A feira também atrai visitantes de fora. Felipe Peixinho, de 34 anos, veio do bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio, e aproveitou a passagem por Maricá para levar um pouco de novidade para casa: “Comprei hidromel! É difícil achar esse tipo de produto onde moro, então aproveitei. Esses eventos são ótimos para fortalecer quem produz aqui na região e também pra gente, consumidores, que queremos conhecer coisas novas”, contou ele, acompanhado da namorada, Alexia Carvalho, de 28 anos. Entre os frequentadores mais fiéis da feira está Rosana Amorim, de 55 anos, que visita o espaço há cerca de três anos. “Sempre tem coisa nova por aqui. Hoje levei substrato de cogumelo para minhas plantas e um pouco de shitake. Já fui em quase todas as barracas e é difícil sair sem comprar algo. Acho que investir em qualidade de vida começa por apoiar esse tipo de produção mais consciente. Maricá tem um potencial enorme para crescer com sustentabilidade”, afirmou. Mais do que uma feira, o evento tem sido um reflexo do quanto o consumo consciente e a valorização do pequeno produtor podem transformar comunidades. O sucesso da iniciativa mostra que, quando o poder público investe em projetos de base local, o retorno vem em forma de cultura, renda e bem-estar para todos. Fotos: Bernardo Gomes

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NOSTALGIA

Houve um tempo, que o amor era meus passos, houve uma época que a poesia ainda crescia em mim, descobertas, primazias da vida de um adolescente, vivacidade explodindo em meus olhos, a noite era apenas mais uma coisa a pensar, as músicas eram coesas, a melodia era linda, as composições atingiam os corações, esse era os anos 70 e 80. Acordávamos com o sol despontando, trazendo horizontes, sorrisos alegrias a serem vividas, descobertas, um sonho após o outro, a vida nos ensinando, a vida nos moldando, a então maior idade chegando. Tempo de infinitas indagações, de dúvidas e aprendizados.Paixões nascendo, amores crecendo, desilusões invadindo nossos caminhos e passos a serem tomados e continuados, tudo parte de dias que se tornaram belas lembranças, imagens de esperanças, anos de alegria que não voltam mais Nostalgia que ás vezes invade nossa alma, nosso coração, nossas vistas, recordando nossa infância, adolescência e juventude. Relembrar boas coisas, é reviver, é se alegrar, é se regojizar na alma, onde a vida é isso, aprender, superar, amar, ser feliz. Voltar ao passado é fortalecer seu presente e esperar um futuro ainda melhor. Apenas isto existir e vislumbar a vida que um dia viveu e que hoje você pode colher os frutos que plantou lá atrás no seu passado. ANSELMO MOURÃO

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Dalva Alves: Quando a Voz Madura Ecoa Libertação e Rock’n’Roll

Foto arquivo pessoal Da dor à potência — como a cantora fluminense transformou vivências difíceis em música e empoderamento feminino após os 50 anos Nem todo recomeço começa do zero. Às vezes, ele nasce de algo que estava ali o tempo todo, só esperando a coragem para florescer. É o caso de Dalva Alves, uma mulher cuja história pulsa em cada acorde que canta. Natural do bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, mas há anos moradora de Maricá, Dalva é dessas artistas que atravessam o tempo e se reinventam sem perder a essência. Sua jornada com a música começou cedo. Aos 19 anos, já interpretava clássicos da MPB com uma versatilidade admirável, passeando pela bossa nova, samba, reggae, blues, jazz e rock. Seu talento logo chamou atenção: em 1997, levou o primeiro lugar no prestigiado Fest Valda, na categoria cover, com uma versão reggae arrebatadora de “Como Nossos Pais”, de Belchior. Essa vitória abriu as portas para palcos no Rio e em São Paulo. Mas foi só depois dos 50 anos de idade que Dalva mergulhou de vez na criação autoral — e encontrou nela uma nova forma de existir. Não foi uma decisão ao acaso. As músicas que hoje emocionam plateias inteiras nasceram de páginas íntimas, escritas como desabafos após uma experiência dolorosa em um relacionamento abusivo. Transformar dor em arte é uma das formas mais bonitas de cura, e Dalva sabe disso como poucas. Seu refúgio foi o rock — aquele que ela ouvia desde sempre, com paixão, e que agora se tornou a base do seu discurso artístico. O resultado mais visceral desse processo é o projeto “Mama Rock”. Pensado especialmente para mulheres com 50 anos ou mais, o trabalho celebra a liberdade, a autenticidade e o poder de recomeçar com brilho nos olhos. Cada música é como um espelho para outras mulheres que viveram histórias semelhantes, mostrando que o palco da vida continua aberto, não importa a idade. E a trajetória musical de Dalva tem raízes profundas. O talento corre na família: sua mãe, sua irmã Simone (já falecida), e seu irmão baterista sempre estiveram presentes nesse universo sonoro. Até mesmo sua irmã que vive em Los Angeles trilhou um caminho artístico, como DJ. O avô materno, violinista, também deixou seu legado. Com tantas influências ao redor — de Joyce, Elis Regina e Gal Costa a Rita Lee, Janis Joplin, Djavan, Lenine, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque — não é de se estranhar que Dalva tenha construído uma identidade musical tão rica. Atualmente, ela se divide entre quatro projetos musicais: Banda Cult, que se apresentará no Maricá Musical (previsto para maio festa de aniversário da Cidade de Maricá), Mama Rock, Banda Bigorna e o Quinteto Nossa Bossa. Também faz apresentações mais intimistas, num formato acústico de voz e violão que toca fundo na alma. Dalva Alves não é apenas cantora. Ela é cronista da própria vida, mensageira da resistência feminina e símbolo de que a arte — quando feita com verdade — atravessa gerações. Em junho, ela lança oficialmente o álbum Mama Rock em todas as plataformas digitais. Um convite à reflexão, à emoção e, acima de tudo, à celebração de quem decide não se calar. Fotos: Arquivo pessoal

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Idosos de Maricá Descobrem os Sabores da Agroecologia em Experiência Única na Fazenda Joaquín Piñero

Foto: Clarildo Menezes Atividade fora da sala de aula leva aprendizado e memórias afetivas aos alunos da Escola Municipal do Idoso Na manhã desta quarta-feira (30/04), um grupo de aproximadamente 50 alunos da Escola Municipal do Idoso, localizada em Itaipuaçu, teve a oportunidade de vivenciar uma aula diferente — e profundamente inspiradora. A experiência, promovida pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação, os levou até a Fazenda Joaquín Piñero, no bucólico bairro do Espraiado, para uma imersão no universo da agroecologia. O passeio integra o projeto “Plantando Saberes, Colhendo Memórias”, que une educação, sustentabilidade e vínculos afetivos com a terra. Durante a visita, os idosos — acompanhados também por bolsistas do programa Passaporte Universitário — puderam aprender sobre a importância do cultivo de alimentos sem o uso de agrotóxicos. As orientações vieram diretamente da equipe da Secretaria de Agricultura e Pecuária, responsável pela gestão da fazenda, um espaço que também guarda um valioso patrimônio histórico da cidade. Uma conexão com a terra e com as raízes A atividade foi dividida em dois momentos: o primeiro deles focou no reconhecimento da importância de preservar a natureza e valorizar o solo. Em seguida, o grupo explorou as hortas agroecológicas, onde ervas medicinais e hortaliças são cultivadas de forma totalmente sustentável. Para Sueli de Lima, de 63 anos e moradora de Itaipuaçu, o passeio teve um significado especial. “Sempre amei estar em contato com a natureza. Estar aqui hoje, aprendendo sobre plantas e a importância do cultivo sem veneno, me emocionou. Quero compartilhar isso com meus filhos e netos. Foi um presente”, contou, com brilho nos olhos. Música, afeto e sabores da terra Depois do passeio entre os canteiros, o grupo foi recepcionado na Escola Municipal do Espraiado com música ao vivo e um almoço preparado com ingredientes frescos da própria região — uma verdadeira celebração dos saberes e sabores locais. Para fechar o dia com chave de ouro, cada participante recebeu mudas de hortaliças e ervas como alface, coentro, tomilho, capim-limão e rabanete, todas cultivadas na própria fazenda. Educação que transforma em qualquer idade A Escola Municipal do Idoso é uma iniciativa que transforma vidas. Voltada a pessoas com 60 anos ou mais que não tiveram a chance de concluir o Ensino Fundamental, ela oferece uma proposta pedagógica inclusiva e adaptada à realidade dessa faixa etária. Mas vai além da sala de aula — experiências como essa visita mostram como o aprendizado pode ser afetivo, vivo e conectado à realidade. Com iniciativas assim, Maricá reforça seu compromisso com a valorização da terceira idade e o direito de todos à educação, ao bem-estar e à construção de memórias significativas. Fotos: Clarildo Menezes

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Ação rápida em Itaipuaçu: homem é preso após agredir mãe e filha

Parceria entre Guarda Municipal e Polícia Militar garante resposta imediata a mais um caso de violência doméstica em Maricá Uma manhã de sexta-feira começou com um desfecho importante em Itaipuaçu, distrito de Maricá, onde um homem suspeito de agredir mãe e filha foi preso graças a uma ação coordenada entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar. O caso aconteceu após uma denúncia feita pelas vítimas, que buscaram ajuda depois de serem agredidas dentro de casa, na noite da última quinta-feira (1º de maio). De acordo com informações da Secretaria de Segurança Cidadã, as mulheres foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Rita, onde receberam os primeiros cuidados. Foi lá que relataram à equipe do Grupamento Maria da Penha (GMAP) o que havia acontecido. Segundo as vítimas, o agressor, embriagado, iniciou uma discussão que terminou em agressão física à filha. Ao tentar proteger a jovem, a mãe também acabou sendo agredida. Mesmo após o atendimento médico, o caso não terminou por ali. A Guarda Municipal manteve o acompanhamento da ocorrência, orientando as vítimas sobre seus direitos e medidas de proteção. E foi essa atenção contínua que permitiu uma resposta rápida no dia seguinte, quando uma das vítimas avisou que o agressor havia retornado ao local. Imediatamente, agentes da GM e policiais militares organizaram uma operação nas redondezas. O suspeito tentou escapar por uma área de mata, mas foi alcançado e detido. Ele foi encaminhado para a 82ª Delegacia de Polícia (Maricá), onde os procedimentos legais foram realizados. Esse caso é mais um entre as 256 ocorrências já registradas pelo Grupamento Maria da Penha em Maricá, que também contabiliza 46 encaminhamentos à delegacia só neste ano. Os dados mostram que a cidade vem atuando com firmeza para proteger suas moradoras e combater com seriedade a violência doméstica. A Prefeitura de Maricá reforça que mulheres em situação de risco não estão sozinhas. O apoio está ao alcance, e a rede de proteção funciona todos os dias, com profissionais treinados e comprometidos em garantir segurança e dignidade a quem mais precisa.

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