Cultura e Lazer
Maricá recebe Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz em dia de destaque da FLIM 2026
Foto: Bernardo Gomes Encontro entre escritoras, estreia pública de documentário, atividades estudantis, teatro infantil e atrações tecnológicas marcaram a programação desta sexta-feira na Orla do Parque Nanci A literatura, a memória e as diferentes manifestações culturais deram o tom do oitavo dia da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM 2026), realizado nesta sexta-feira (6/11), na Orla do Parque Nanci. Com uma programação diversificada e gratuita, o evento reuniu escritores, estudantes, artistas e famílias em uma jornada que aproximou o público dos livros, do cinema, da tecnologia e das expressões culturais brasileiras. Um dos momentos mais aguardados aconteceu na tenda Papo FLIM, que recebeu as escritoras Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz para o encontro “Escreviventes”. Mediado por Estevão Ribeiro, o debate trouxe reflexões sobre a presença das narrativas afro-brasileiras no mercado editorial, a importância da preservação da memória e o papel da literatura na construção e afirmação das identidades. Durante a conversa, as autoras também interagiram com o público, respondendo a perguntas e ressaltando a leitura como um direito fundamental e um instrumento de transformação social. Logo depois, os participantes acompanharam a primeira exibição pública do filme “Escreviventes”, ampliando as discussões iniciadas no encontro. Literatura, educação e música dividem espaço na programação As atividades começaram pela manhã com a Mostra Pedagógica, que apresentou projetos e trabalhos desenvolvidos por alunos da rede pública municipal de ensino. A programação também reservou espaço para o diálogo com outros nomes da literatura e da música. Às 15h, o escritor Eduardo Spohr participou de uma conversa com os visitantes. Mais tarde, às 17h, a música tomou conta do espaço com a apresentação de André Abujamra e Marcos Suzano, proporcionando ao público uma experiência que ultrapassou as páginas dos livros. Crianças encontram diversão e criatividade na FLIMzinha Os pequenos também tiveram uma programação especial. Na FLIMzinha, o teatro e a imaginação ganharam destaque com os espetáculos “Super Mario” e “Guerreiras do K-pop”. As crianças ainda participaram de momentos de descontração com as intervenções da Companhia Títeres da Magela, conduzidas pelo artista Sérgio Biff. Já os admiradores dos jogos eletrônicos encontraram na Arena E-sports um espaço dedicado à cultura gamer, com computadores disponíveis para partidas livres e torneios de Free Fire. Estudantes e cultura urbana movimentam a arena jovem A participação da juventude foi outro destaque do dia. Desde as primeiras horas da manhã, estudantes se reuniram na Arena do Estudante para o Congresso da União Maricaense dos Estudantes (UMES), que promoveu discussões sobre educação pública, participação social e cidadania. O espaço também recebeu a roda de conversa “Além do Cosplay: profissão, mercado e criatividade”, abordando as possibilidades profissionais e criativas desse universo. Dança urbana e manifestações da cultura popular completaram a programação, com apresentações de Identidade Preta, Carimbó com Artes e Boi Cunhã Geledés. FLIM amplia o acesso à cultura e ao conhecimento Para o presidente da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), Antonio Grassi, a diversidade de atrações demonstra a capacidade da festa de reunir diferentes públicos e estimular o contato com a produção artística e intelectual brasileira. Segundo ele, a FLIM representa um espaço de valorização cultural, incentivo à leitura e intercâmbio de experiências, aproximando a população de grandes nomes da cultura e ampliando as oportunidades de acesso à arte e ao conhecimento. Organizada pela Secretaria de Educação, em parceria com a MARÉ, a 11ª Festa Literária Internacional de Maricá segue até domingo (8/11), na Orla do Parque Nanci. Com entrada gratuita, o público ainda pode aproveitar os estandes de livros, palestras, atividades tecnológicas e intervenções artísticas que fazem da FLIM um dos principais encontros culturais do município. Fotos: Bernardo Gomes
Maricá transforma a FLIM 2026 em encontro de educação, tecnologia e cultura geek
Foto: Julios Costa Quinto dia da Festa Literária Internacional reuniu olimpíada escolar, campeonato de inglês, debates sobre inovação na educação, games e atrações culturais para crianças e adolescentes A Orla do Parque Nanci voltou a ser palco de uma intensa programação cultural e educativa nesta quarta-feira (4/11), durante o quinto dia da Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM 2026). Com atividades que aproximaram literatura, conhecimento, tecnologia e entretenimento, o evento mostrou que a formação cultural também pode dialogar com as novas linguagens e os interesses das diferentes gerações. Realizada pela Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), em parceria com a Secretaria de Educação, a festa presta homenagem à filósofa, escritora e professora Marilena Chauí. Ao longo do dia, estudantes, educadores, especialistas e famílias participaram de uma programação diversificada, distribuída pelos espaços temáticos montados na orla. Educação e tecnologia no centro dos debates A Arena do Estudante concentrou parte importante das atividades. Durante a manhã, o espaço recebeu uma disputa da Olimpíada de Matemática, envolvendo alunos da rede municipal. Já no período da tarde, o assunto foi a gamificação no ambiente escolar, com uma conversa sobre como jogos e recursos digitais podem contribuir para tornar o processo de aprendizagem mais dinâmico e participativo. O professor Miguel Lucena, articulador de tecnologias educacionais e robótica da rede municipal, destacou a importância do acompanhamento familiar na relação dos jovens com o universo digital. Para ele, os responsáveis precisam participar desse processo, conhecendo os conteúdos acessados pelos filhos e aproveitando os jogos como oportunidades de interação e desenvolvimento. O educador também ressaltou que as transformações tecnológicas exigem atualização permanente, sem deixar de lado os vínculos afetivos e as experiências construídas fora das telas. Ainda na Arena do Estudante, especialistas participaram da roda de conversa “A potência do SUS: ciência, tecnologia, saúde mental e soberania nacional”. O encontro ampliou a programação para além do ambiente escolar, colocando em pauta a importância da saúde pública e sua contribuição para o desenvolvimento científico e socioeconômico do Brasil. Inglês ganha destaque em competição entre estudantes Outro momento de destaque foi a grande final do “Papo FLIM – Spelling Bee”, campeonato de soletração em língua inglesa promovido pela rede pública de ensino de Maricá. A competição reuniu estudantes divididos em quatro categorias e contou com uma banca externa de avaliação. Além de estimular a ampliação do vocabulário e o aprimoramento da pronúncia, a iniciativa proporcionou aos participantes uma oportunidade de desenvolver a autoconfiança e a comunicação em público. O secretário de Educação, professor Dr. Rodrigo Moura, ressaltou que a competição integra um conjunto de ações voltadas à ampliação do ensino de idiomas e à preparação dos alunos para um mundo cada vez mais conectado. Segundo ele, programas como Educação Trilíngue e Maricá Interfronteiras contribuem para ampliar as oportunidades dos estudantes e fortalecer a internacionalização da rede municipal. FLIM aproxima diferentes linguagens e públicos A diversidade de atividades também foi destacada pelo presidente da MARÉ, Antonio Grassi. Para ele, a programação representa a proposta de uma festa literária que ultrapassa os limites dos livros e cria oportunidades de encontro entre diferentes formas de expressão. Grassi observou que a participação de estudantes, educadores, artistas e famílias fortalece a troca de experiências, estimula a criatividade e amplia o acesso ao conhecimento. Ele também mencionou o projeto Língua ao Mar como uma iniciativa que aproxima Maricá de outras culturas, promovendo intercâmbios entre territórios e manifestações artísticas. FLIMzinha transforma o espaço infantil em palco de diversão Enquanto os adultos acompanhavam debates e atividades educativas, as crianças também encontraram uma programação especialmente preparada para elas. No espaço FLIMzinha, a manhã foi marcada por contação de histórias e apresentações teatrais. À tarde, as atividades ganharam ainda mais cores com oficinas de pintura facial, espetáculo inspirado na Barbie e a apresentação das Guerreiras do K-Pop, que animou crianças e adolescentes. A agenda cultural também contou com o espetáculo “Super Cidadãozinho”, além das intervenções itinerantes do Circo da Silva e das apresentações de dança do grupo Carimborinas, levando arte e movimento a diferentes pontos da festa. Arena E-Sports atrai fãs de jogos eletrônicos A tecnologia também ganhou espaço no entretenimento. Na Arena E-Sports, os visitantes puderam experimentar jogos gratuitamente, em um ambiente no formato free-to-play, equipado com computadores de alto desempenho. Entre as atrações, as partidas de Free Fire movimentaram o público e atraíram especialmente os jovens interessados no universo dos games e das competições eletrônicas. A estrutura reforçou a proposta da FLIM de reunir diferentes linguagens em um mesmo ambiente, mostrando que literatura, educação, cultura digital e entretenimento podem compartilhar espaços e dialogar com os interesses de públicos variados. Visitantes destacam estrutura e novidades da festa A dimensão da estrutura montada na Orla do Parque Nanci também chamou a atenção de quem passou pelo evento. Moradora de Cordeirinho, Thaiane Mendes elogiou a organização e a variedade de atividades oferecidas nesta edição. Para ela, a cada ano a festa apresenta novidades e amplia as possibilidades de participação dos visitantes. Thaiane comparou a estrutura a uma pequena cidade, com diferentes espaços e atrações, e destacou a evolução do evento em relação à edição anterior. Com uma programação que combina conhecimento, criatividade, inclusão e novas tecnologias, a FLIM 2026 segue consolidando Maricá como um espaço de encontro entre literatura e múltiplas manifestações culturais, onde crianças, jovens e adultos encontram diferentes maneiras de aprender, descobrir e compartilhar experiências.
FLIM 2026 abre as portas em Maricá com homenagem a Marilena Chauí e debate sobre literatura negra
Foto: Cintia Chermont Décima primeira edição da Festa Literária reúne escritores, educadores, artistas e leitores na Orla do Parque Nanci; evento gratuito segue até 8 de novembro, com atrações para todas as idades A literatura ganhou destaque em Maricá nesta sexta-feira (30/10), com a abertura da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM 2026). Realizado na Orla do Parque Nanci, o evento começou com uma homenagem à filósofa, escritora e professora Marilena Chauí, além de debates sobre representatividade, educação e o papel dos livros na construção de uma sociedade mais consciente e inclusiva. Com entrada gratuita e programação até o dia 8 de novembro, a festa reúne diferentes expressões culturais e oferece ao público uma oportunidade de aproximação com o universo literário. Entre os destaques do primeiro dia estiveram a participação remota de Marilena Chauí, o encontro da jornalista Aline Midlej com a professora Bárbara Carine e as atividades voltadas ao público infantil. Marilena Chauí recebe homenagem na abertura A cerimônia de abertura teve como um de seus momentos especiais a participação, por videoconferência, de Marilena Chauí, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP) e referência nacional no pensamento filosófico. Ao longo de sua trajetória, a intelectual desenvolveu importantes reflexões sobre democracia, liberdade, cultura, conhecimento e cidadania. Em sua manifestação, a homenageada agradeceu o reconhecimento e destacou a emoção de participar da celebração dedicada aos livros e à leitura. “Obrigada por me darem essa alegria, diante disso que eu chamo ‘o esplendor do livro’”, declarou. Durante a solenidade, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, ressaltou a importância de estimular o contato das novas gerações com a literatura e criar oportunidades para que a população desenvolva suas próprias experiências culturais. “Temos que levar a leitura para as nossas crianças e para o nosso povo, incentivar o hábito de escrever e fazer com que nossa cabeça ganhe o mundo através da leitura. A FLIM e o Maricá Games precisam ser a culminância desse trabalho ao longo do ano, um espaço para que crianças, jovens e idosos apresentem seus livros, suas poesias e suas histórias”, afirmou. O secretário de Educação, professor Rodrigo Moura, também destacou o fortalecimento das políticas de incentivo à leitura. Nesta edição, o valor do benefício disponibilizado pelo FlimCard foi ampliado para R$ 300, permitindo que estudantes e profissionais da educação contemplados tenham mais possibilidades de escolha na aquisição de livros. “Queremos que todos tenham acesso ao livro e à leitura. A liberdade é algo muito caro para nós”, declarou. A língua portuguesa como elo entre culturas Outro destaque da programação é o projeto “Língua ao Mar — A arte que fala português”, iniciativa que aproxima manifestações culturais de diferentes países e comunidades que compartilham o idioma português. A proposta reúne literatura, poesia, música e audiovisual, valorizando especialmente as conexões culturais entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa. O presidente da Companhia de Cultura e Turismo de Maricá (MARÉ), Antônio Grassi, destacou a importância de levar o projeto para dentro da festa literária. “É muito especial trazer o nosso projeto Língua ao Mar para esta edição da FLIM. A MARÉ desenvolve essa iniciativa desde o ano passado, com a proposta de valorizar a arte que fala português. Temos um olhar atento para os povos que compartilham a nossa língua, especialmente os dos países africanos”, explicou. Primeiro dia registra venda de 15 mil livros O interesse do público pela feira também apareceu nos primeiros números divulgados pela organização. De acordo com o balanço parcial apresentado pela presidente do Banco Mumbuca, Manuella Mello, aproximadamente 15 mil livros foram comercializados já no primeiro dia da FLIM. As vendas movimentaram cerca de 600 mil mumbucas desde o início da manhã, resultado que demonstra a adesão dos participantes à iniciativa de incentivo à leitura. O Banco Mumbuca é responsável pela operacionalização do FlimCard, benefício que disponibiliza R$ 300 para a compra de livros aos estudantes e profissionais da educação contemplados. Além de estimular a circulação de obras literárias, a iniciativa permite que cada beneficiário escolha os títulos de sua preferência, aproximando o leitor de diferentes autores, gêneros e histórias. Aline Midlej e Bárbara Carine discutem literatura, representatividade e liberdade Antes mesmo da abertura oficial, o espaço Papo FLIM/Língua ao Mar recebeu um encontro que trouxe importantes reflexões sobre diversidade, identidade e transformação social. Às 14h30, a jornalista Aline Midlej e a professora Bárbara Carine participaram da conversa “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”, mediada pelo secretário de Educação, Rodrigo Moura. O diálogo abordou a literatura como instrumento de transformação, destacando a importância de ampliar a presença de autores negros e permitir que diferentes experiências e perspectivas encontrem espaço nas páginas dos livros e no cotidiano da sociedade. Durante o encontro, Bárbara Carine chamou atenção para a capacidade da leitura de modificar a maneira como as pessoas interpretam o mundo e compreendem as experiências alheias. “Uma mesma palavra pode ter um significado muito diferente para cada um de nós. O livro nos dá a oportunidade de revisitar essa palavra e de ter tempo para compreendê-la de outra forma. Quando lemos sobre a dor, seja numa ficção ou num livro de reportagem, como essa dor chega até nós? Como essa experiência nos ajuda a compreender a dor do outro? A cada leitura, as palavras ganham novos significados para o leitor”, comentou. Aline Midlej, por sua vez, ressaltou a necessidade de construir espaços mais democráticos, nos quais diferentes vozes e histórias possam ser reconhecidas. “Como é que a gente constrói espaços onde possam caber todas as assinaturas possíveis? As palavras estão aí como instrumento para a gente se reumanizar como país”, afirmou a jornalista. FLIMzinha leva diversão e cultura para as crianças A programação de abertura também reservou espaço para os pequenos leitores e suas famílias. Na FLIMzinha, as crianças participaram de atividades de pintura facial, acompanharam uma apresentação teatral e se divertiram com o espetáculo das Guerreiras do K-pop. Já a Arena do Estudante recebeu a apresentação de Muriquinho Pequenino, ampliando as opções de entretenimento e contato com manifestações artísticas. A
Saúde
Maricá amplia acesso à saúde com atendimentos gratuitos em Itaipuaçu
Foto: Matheus Couto Caravana da Saúde está na Praça do Ferreirinha até quarta-feira (28/10), com consultas, vacinação, exames preventivos e orientações para os moradores Os moradores de Itaipuaçu contam com uma oportunidade de cuidar da saúde sem precisar se deslocar para longe de casa. A Prefeitura de Maricá iniciou, nesta segunda-feira (26/10), mais uma edição da Caravana da Saúde, levando diferentes serviços médicos e ações preventivas à Praça do Ferreirinha. A estrutura ficará no local até quarta-feira (28/10), com atendimento das 8h às 17h. Coordenada pela Secretaria de Saúde, a iniciativa reúne profissionais da Unidade de Saúde da Família (USF) São Bento da Lagoa e busca facilitar o acesso da população aos cuidados básicos, incentivando a prevenção de doenças e o acompanhamento regular da saúde. Serviços variados para atender à população Durante os três dias de atividades, os moradores podem receber atendimento médico e de enfermagem, verificar a pressão arterial, realizar testes de glicemia e acessar a vacinação. Também estão disponíveis testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de exames preventivos direcionados à saúde da mulher. A programação inclui ainda o acompanhamento de uma equipe multiprofissional e atividades de promoção da saúde, com orientações voltadas à prevenção e à adoção de hábitos mais saudáveis. Ao concentrar diferentes serviços em um espaço público de fácil acesso, a Caravana busca aproximar os profissionais de saúde da comunidade e ampliar as oportunidades de atendimento, especialmente para quem enfrenta dificuldades para comparecer às unidades de saúde durante a rotina. Atenção Primária mais próxima dos moradores O secretário de Saúde, Marcelo Velho, destacou a importância das ações itinerantes para fortalecer a Atenção Primária e aproximar os serviços públicos das comunidades. Segundo ele, a proposta é reduzir as distâncias entre a população e o atendimento, priorizando o acolhimento, a prevenção e a agilidade na assistência. “A Caravana da Saúde é uma ferramenta fundamental para encurtar distâncias e levar o cuidado preventivo para mais perto da casa das pessoas. Levar essa estrutura para Itaipuaçu reforça nosso compromisso de acolher a população com agilidade e promover um atendimento humanizado para todos os moradores da região”, afirmou. Confira os detalhes da Caravana da Saúde Local: Praça do Ferreirinha, na Rua Dom Pedrito, entre a Avenida Carlos Marighella e a Rua das Perpétuas, em Itaipuaçu, Maricá. Data: de segunda-feira (26/10) a quarta-feira (28/10). Horário: das 8h às 17h. Serviços oferecidos: Documentos necessários: documento oficial com foto e caderneta de vacinação, caso possua. Fotos: Matheus Couto
Maricá mobiliza equipes de saúde para doação de órgãos que pode transformar vidas
Foto: Divulgação Captação realizada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara garantiu fígado, rins e pulmão para pacientes que aguardam transplantes pelo SUS, com apoio de transporte aéreo para agilizar a operação. A solidariedade de uma família, em um momento de profunda dor, tornou possível renovar a esperança de pacientes que aguardam por um transplante. Na sexta-feira (23/10), o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí, em Maricá, realizou uma nova captação múltipla de órgãos, que disponibilizou fígado, rins e pulmão para pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A operação foi organizada pela Secretaria de Saúde de Maricá após a confirmação de morte encefálica do doador e a autorização dos familiares. O procedimento mobilizou profissionais de diferentes áreas, que atuaram de forma integrada para garantir a preservação dos órgãos e viabilizar o encaminhamento aos pacientes compatíveis. Trabalho integrado para garantir a segurança dos órgãos A captação seguiu os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e pela Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro. Além dos cuidados clínicos necessários durante todas as etapas do procedimento, as equipes também ofereceram acolhimento e suporte aos familiares do doador. Médicos e profissionais de enfermagem participaram da operação, que exige precisão técnica, organização e agilidade. Cada etapa é fundamental para preservar a qualidade dos órgãos e aumentar as possibilidades de sucesso dos transplantes. Transporte aéreo agiliza o encaminhamento Para reduzir o tempo de deslocamento e favorecer a chegada dos órgãos aos hospitais responsáveis pelos transplantes, a ação contou com o apoio aéreo da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Durante a manhã, um helicóptero pousou duas vezes no heliponto do Hospital Che Guevara para realizar o transporte dos órgãos. A estrutura da unidade contribuiu para dar mais agilidade à operação, um fator essencial em procedimentos que dependem de prazos rigorosos para que os transplantes sejam realizados. A diretora-geral do hospital, Ana Paula Silva, ressaltou a importância da decisão familiar e da infraestrutura disponível para transformar a doação em novas oportunidades de vida. “Com um único doador, é possível salvar várias vidas. Neste caso, fígado, rins e pulmão vão dar uma nova chance a pessoas que esperavam por um transplante. O heliponto foi fundamental, favorecendo o atendimento de precisão, porque permite que o órgão saia daqui e chegue ao seu destino no menor tempo possível”, explicou. Acolhimento e cuidado em todas as etapas Além da complexidade técnica, o processo de doação de órgãos exige sensibilidade no relacionamento com os familiares, que enfrentam um momento delicado. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental, acompanhando tanto os cuidados clínicos relacionados ao doador quanto o suporte prestado à família. A diretora de enfermagem da unidade, Carla Moraes, destacou o comprometimento dos profissionais envolvidos e a importância de unir conhecimento técnico e atenção humanizada. “A enfermagem está presente em todos os momentos, desde a manutenção do potencial doador até o cuidado e o apoio à família. Foi um trabalho feito com muita técnica, mas também com muita sensibilidade. Ver a dedicação dos nossos profissionais nos enche de orgulho”, afirmou. A nova captação reforça a importância da integração entre as equipes hospitalares, os órgãos responsáveis pela organização dos transplantes e os serviços de transporte. Em Maricá, a estrutura do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara contribuiu para que o gesto de solidariedade de uma família pudesse representar uma nova perspectiva para pessoas que aguardam na fila de transplantes do SUS. Fotos: Divulgação
NOSTALGIA
Houve um tempo, que o amor era meus passos, houve uma época que a poesia ainda crescia em mim, descobertas, primazias da vida de um adolescente, vivacidade explodindo em meus olhos, a noite era apenas mais uma coisa a pensar, as músicas eram coesas, a melodia era linda, as composições atingiam os corações, esse era os anos 70 e 80. Acordávamos com o sol despontando, trazendo horizontes, sorrisos alegrias a serem vividas, descobertas, um sonho após o outro, a vida nos ensinando, a vida nos moldando, a então maior idade chegando. Tempo de infinitas indagações, de dúvidas e aprendizados.Paixões nascendo, amores crecendo, desilusões invadindo nossos caminhos e passos a serem tomados e continuados, tudo parte de dias que se tornaram belas lembranças, imagens de esperanças, anos de alegria que não voltam mais Nostalgia que ás vezes invade nossa alma, nosso coração, nossas vistas, recordando nossa infância, adolescência e juventude. Relembrar boas coisas, é reviver, é se alegrar, é se regojizar na alma, onde a vida é isso, aprender, superar, amar, ser feliz. Voltar ao passado é fortalecer seu presente e esperar um futuro ainda melhor. Apenas isto existir e vislumbar a vida que um dia viveu e que hoje você pode colher os frutos que plantou lá atrás no seu passado. ANSELMO MOURÃO
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