Foto: Divulgação
Novo espaço amplia a estrutura de atendimento ao público e reúne iniciativas educativas para aproximar visitantes da conservação das tartarugas marinhas e dos ambientes costeiros e oceânicos.
O Projeto Aruanã inaugurou, no dia 6 de outubro, seu novo Centro de Visitação, localizado na Rua Osvaldir Vicente Siqueira, 144, em Itaipu, Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Com uma estrutura maior e recursos voltados à acessibilidade, o espaço amplia as oportunidades de contato do público com informações sobre as tartarugas marinhas e a importância da conservação dos ambientes costeiros e marinhos.
Criado em 2010, a partir de uma parceria entre estudantes e pescadores da região de Itaipu, o projeto desenvolve ações de pesquisa, monitoramento, educação ambiental e conservação. A mudança de endereço representa mais uma etapa desse trabalho, com a proposta de tornar o conhecimento sobre o meio ambiente acessível a diferentes públicos, respeitando as diversas formas de interação e aprendizagem.
Segundo a coordenadora-geral do Projeto Aruanã, Dra. Suzana Guimarães, a inauguração vai além da ampliação física da estrutura e acompanha uma transformação que vem sendo construída pela equipe.
“Essa mudança de endereço representa muito mais do que uma mudança física para o projeto. Ela acompanha uma transformação que já vem sendo construída por nós, a de tornar a educação ambiental cada vez mais acessível e fazer com que ela chegue a diferentes públicos e de diferentes maneiras. Afinal, nem todo mundo aprende ou se relaciona com o meio ambiente da mesma forma, e nosso espaço também precisa acolher essas diferentes experiências e formas de interação”, destacou.
Acessibilidade amplia as formas de aprendizagem
Com 16 anos de atuação, o Projeto Aruanã é patrocinado pela Petrobras desde 2022, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Suas atividades abrangem diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, com iniciativas voltadas à proteção das tartarugas marinhas e à preservação dos ecossistemas costeiros.
Desde 2025, o projeto mantém uma parceria com o Laboratório de Libras, Linguística e Divulgação (LiLinDiv), da Universidade Federal Fluminense (UFF), e com a Escola de Inclusão. A colaboração tem como objetivo ampliar a acessibilidade da exposição permanente do Centro de Visitação.
Entre as ações previstas estão a adaptação dos conteúdos para Língua Brasileira de Sinais (Libras), Braille e audiodescrição, além da produção de materiais acessíveis para as publicações e os conteúdos disponibilizados nos canais digitais do projeto.
Bruna Santiago, representante do LiLinDiv, ressaltou a importância da iniciativa para ampliar o acesso ao conhecimento e possibilitar que mais pessoas participem das experiências oferecidas pelo espaço.
“Essa parceria em andamento é uma oportunidade de construir, juntos, novas possibilidades de acesso ao conhecimento e às experiências proporcionadas pelo espaço, pensando na diversidade e nas diferentes formas de participação. Ficamos muito felizes em poder fazer parte desse momento e contribuir para que a acessibilidade esteja presente nos espaços de visitação e também nas redes sociais, ampliando o acesso e possibilitando que mais pessoas possam conhecer, participar e se sentir pertencentes”, explicou.
Livro infantil ganha versão em áudio com músicas inéditas
A proposta de apresentar a conservação marinha por meio de diferentes sentidos também aproximou o Projeto Aruanã dos artistas Glorinha e Renato, que acompanham e admiram o trabalho desenvolvido pela iniciativa há alguns anos.
A dupla produziu uma versão em áudio do livro infantojuvenil do projeto, A Aventura da Tartaruga Naná. O audiobook apresenta a história narrada e inclui diversas músicas inéditas, criadas especialmente para essa edição.
Disponível gratuitamente no canal oficial do Projeto Aruanã no YouTube, o material oferece uma nova forma de interação com a obra e amplia as possibilidades de acesso ao conteúdo educativo.
Glorinha também destacou a importância da música na aproximação do público com o universo das tartarugas marinhas.
“Uma das nossas intenções é promover a inclusão e a acessibilidade para públicos diversos, ampliando as informações sobre o Projeto Aruanã. Além disso, tem a música Aruanã que traz alegria, diversão e ritmo marcante, aproximando os personagens da realidade vivida pelas tartarugas-verdes em todo o planeta”, afirmou, ao lembrar do single Aruanã, produzido especialmente para o projeto.
Parceria com a comunidade de Itaipu
A nova localização do Centro de Visitação também reforça os vínculos históricos do Projeto Aruanã com a comunidade e as instituições que atuam na região.
O espaço está situado na mesma rua da sede da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex Itaipu), parceira importante nas atividades de conservação e monitoramento desenvolvidas na área.
A proximidade fortalece a integração entre as iniciativas que trabalham pela proteção dos ambientes marinhos e costeiros, valorizando a participação comunitária e a educação ambiental como instrumentos de conscientização e preservação.
Sobre o Projeto Aruanã
O Projeto Aruanã atua na conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio de pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e ações de sensibilização social, a iniciativa busca envolver a sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos e costeiros.
Desde sua criação, o projeto desenvolve um trabalho colaborativo com pescadores e diferentes instituições, contribuindo para a construção de ações e políticas públicas voltadas à conservação ambiental.
A iniciativa conta com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.
Serviço — Centro de Visitação do Projeto Aruanã
- Funcionamento: de terça-feira a domingo
- Horário: das 10h às 17h
- Entrada: gratuita
- Endereço: Rua Osvaldir Vicente Siqueira, 144, Itaipu, Niterói (RJ)
- Agendamento para grupos com mais de 15 pessoas: [email protected]
- WhatsApp: (21) 98603-0297
Site do Projeto Aruanã: https://projetoaruana.org.br/
Fotos: Divulgação















