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Artista plástico e escultor, referência da cultura fluminense, deixa uma trajetória marcada pela criatividade, sustentabilidade e contribuição à vida cultural de Maricá
A cidade de Maricá se despediu nesta terça-feira de um de seus mais queridos e admirados moradores. O escultor e artista plástico Osias Silveira, reconhecido por sua contribuição à arte e à cultura popular brasileira, faleceu deixando um legado que ultrapassa fronteiras e permanece vivo em suas obras e na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Figura respeitada no cenário cultural fluminense, Osias construiu uma trajetória singular, marcada pela criatividade, sensibilidade e capacidade de transformar materiais simples em verdadeiras expressões artísticas. Sua partida representa uma grande perda para Maricá, cidade que adotou como lar e onde recebeu diversas homenagens ao longo dos anos.
Uma vida dedicada à arte
Ao longo de sua carreira, Osias Silveira desenvolveu uma identidade artística própria por meio da técnica conhecida como Arte in Natura. Utilizando folhas de Palmeira Imperial e materiais recicláveis descartados, o artista dava nova vida a elementos da natureza, criando esculturas que chamavam atenção pela originalidade e riqueza de detalhes.
Antes de se consolidar como escultor, atuou como vitrinista e cenógrafo no Rio de Janeiro. Com o passar dos anos, também deixou sua marca nos universos da moda, do artesanato e do carnaval, demonstrando versatilidade e talento em diferentes áreas da criação artística.
Suas obras retratavam personagens expressivos, ícones da música e reflexões sobre a passagem do tempo, sempre carregadas de significado e identidade cultural.
Homenagem recente em Maricá
Recentemente, ao completar 80 anos, Osias foi homenageado com uma grande exposição individual realizada no Museu Casa Darcy Ribeiro, em Maricá. A mostra reuniu parte significativa de sua produção artística e permitiu que moradores e visitantes conhecessem mais profundamente sua trajetória.
A homenagem celebrou não apenas o artista, mas também o homem que dedicou décadas à valorização da cultura popular e ao incentivo das manifestações artísticas.
Forte ligação com a música e a cultura popular
Além das artes plásticas, Osias Silveira teve uma participação importante na cena cultural e musical do estado do Rio de Janeiro. Ele foi um dos fundadores do lendário Candongueiro, tradicional espaço cultural em Niterói que se tornou referência para sambistas e artistas de diferentes gerações.
No local, ajudou a construir a famosa Roda de Bambas, que recebeu nomes históricos da música brasileira, como a cantora Beth Carvalho e o sambista Nelson Sargento.
Sua trajetória também foi marcada pela proximidade com importantes movimentos culturais do país. Durante os anos de efervescência artística, conviveu com o movimento hippie e manteve amizade com Raul Seixas, um dos maiores nomes da música brasileira.
Legado que permanece vivo
A morte de Osias Silveira deixa uma lacuna na cultura de Maricá e do estado do Rio de Janeiro. No entanto, sua obra permanece como testemunho de uma vida dedicada à arte, à criatividade e à valorização das expressões populares.
Mais do que esculturas, Osias deixa um exemplo de dedicação, sensibilidade e amor pela cultura. Seu nome seguirá eternizado nas peças que criou, nos espaços culturais que ajudou a construir e na lembrança dos amigos, admiradores e moradores de Maricá, cidade que teve a honra de contar com sua presença e tal

