Maricá anuncia Museu da Contribuição Africana ao Brasil com projeto de arquiteto africano

Maricá ganhará Museu da Contribuição Africana ao Brasil com projeto assinado por arquiteto africano

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Foto: Matheus Couto

Iniciativa inédita foi anunciada por Quaquá em Portugal e destaca a valorização da cultura africana na formação da identidade brasileira

Durante uma visita oficial a Lisboa, Portugal, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, anunciou um marco cultural histórico: a criação do Museu da Contribuição Africana ao Brasil. A proposta é um passo significativo no reconhecimento da importância do legado africano na construção da cultura e da identidade brasileira. O diferencial do projeto está na sua essência — será desenvolvido por um arquiteto africano, escolhido através de um concurso público internacional.

“Queremos que o museu seja pensado com o olhar africano, porque é dessa forma que valorizamos verdadeiramente a origem da nossa brasilidade”, afirmou Quaquá, destacando que Maricá será o berço dessa iniciativa.

Encontro na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

O anúncio foi feito em um evento com embaixadores e autoridades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Durante a reunião, o prefeito apresentou o projeto aos representantes diplomáticos e estendeu o convite para participarem do I Festival Internacional de Língua Portuguesa – “Língua ao Mar: a arte que fala Português”, que acontecerá em novembro deste ano, em Maricá.

Maricá como polo cultural da lusofonia

A proposta do festival e do novo museu caminham lado a lado: ambos têm como objetivo consolidar Maricá como referência no cenário da cultura lusófona e da economia criativa. Antônio Grassi, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), destacou a relevância do evento:

“Nosso sonho é transformar Maricá na Capital da Língua Portuguesa no campo da arte, da cultura e da criatividade. Este encontro foi o primeiro passo para isso.”

Diplomacia cultural e laços entre os povos

As autoridades presentes enfatizaram o papel fundamental da cultura como elo entre os países da CPLP. Juliano Féres Nascimento, embaixador do Brasil junto à CPLP, reforçou que a língua portuguesa é o elemento comum que une histórias, memórias e futuros possíveis.

A embaixadora de São Tomé e Príncipe, Esterline Gonçalves Género, destacou que o momento é propício para reforçar os laços culturais. Já a embaixadora de Moçambique, Stella Zeca, foi enfática:

“A cultura é uma arma poderosa da diplomacia. Por meio dela, quebramos fronteiras e afirmamos nossa essência.”

Presenças e articulações

Além do prefeito Quaquá, o encontro em Lisboa contou com a participação da secretária de Comunicação Social de Maricá, Danielle Oliveira, do secretário de Turismo, José Alexandre Almeida, e representantes de Cabo Verde. O diálogo entre os países reafirmou o potencial de Maricá como ponto estratégico de integração cultural entre África, Brasil e outros países lusófonos.

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