Maricá mobiliza equipes de saúde para doação de órgãos que pode transformar vidas

Notícias de Maricá Saúde

Foto: Divulgação

Captação realizada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara garantiu fígado, rins e pulmão para pacientes que aguardam transplantes pelo SUS, com apoio de transporte aéreo para agilizar a operação.

A solidariedade de uma família, em um momento de profunda dor, tornou possível renovar a esperança de pacientes que aguardam por um transplante. Na sexta-feira (23/10), o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí, em Maricá, realizou uma nova captação múltipla de órgãos, que disponibilizou fígado, rins e pulmão para pessoas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A operação foi organizada pela Secretaria de Saúde de Maricá após a confirmação de morte encefálica do doador e a autorização dos familiares. O procedimento mobilizou profissionais de diferentes áreas, que atuaram de forma integrada para garantir a preservação dos órgãos e viabilizar o encaminhamento aos pacientes compatíveis.

Trabalho integrado para garantir a segurança dos órgãos

A captação seguiu os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e pela Central Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro. Além dos cuidados clínicos necessários durante todas as etapas do procedimento, as equipes também ofereceram acolhimento e suporte aos familiares do doador.

Médicos e profissionais de enfermagem participaram da operação, que exige precisão técnica, organização e agilidade. Cada etapa é fundamental para preservar a qualidade dos órgãos e aumentar as possibilidades de sucesso dos transplantes.

Transporte aéreo agiliza o encaminhamento

Para reduzir o tempo de deslocamento e favorecer a chegada dos órgãos aos hospitais responsáveis pelos transplantes, a ação contou com o apoio aéreo da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.

Durante a manhã, um helicóptero pousou duas vezes no heliponto do Hospital Che Guevara para realizar o transporte dos órgãos. A estrutura da unidade contribuiu para dar mais agilidade à operação, um fator essencial em procedimentos que dependem de prazos rigorosos para que os transplantes sejam realizados.

A diretora-geral do hospital, Ana Paula Silva, ressaltou a importância da decisão familiar e da infraestrutura disponível para transformar a doação em novas oportunidades de vida.

“Com um único doador, é possível salvar várias vidas. Neste caso, fígado, rins e pulmão vão dar uma nova chance a pessoas que esperavam por um transplante. O heliponto foi fundamental, favorecendo o atendimento de precisão, porque permite que o órgão saia daqui e chegue ao seu destino no menor tempo possível”, explicou.

Acolhimento e cuidado em todas as etapas

Além da complexidade técnica, o processo de doação de órgãos exige sensibilidade no relacionamento com os familiares, que enfrentam um momento delicado. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha um papel fundamental, acompanhando tanto os cuidados clínicos relacionados ao doador quanto o suporte prestado à família.

A diretora de enfermagem da unidade, Carla Moraes, destacou o comprometimento dos profissionais envolvidos e a importância de unir conhecimento técnico e atenção humanizada.

“A enfermagem está presente em todos os momentos, desde a manutenção do potencial doador até o cuidado e o apoio à família. Foi um trabalho feito com muita técnica, mas também com muita sensibilidade. Ver a dedicação dos nossos profissionais nos enche de orgulho”, afirmou.

A nova captação reforça a importância da integração entre as equipes hospitalares, os órgãos responsáveis pela organização dos transplantes e os serviços de transporte. Em Maricá, a estrutura do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara contribuiu para que o gesto de solidariedade de uma família pudesse representar uma nova perspectiva para pessoas que aguardam na fila de transplantes do SUS.

Fotos: Divulgação

Leave a Reply