Maricá colhe mais de 275 quilos de alimentos agroecológicos em uma semana

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Foto: Divulgação

Produção da Comuna Joaquín Piñero, no Espraiado, reúne 27 variedades cultivadas sem agrotóxicos e contribui para a alimentação de cerca de 200 pessoas

A produção de alimentos saudáveis em Maricá vai além do cultivo da terra: ela também representa um importante instrumento de solidariedade e segurança alimentar. Entre os dias 12 e 16 de outubro, a Unidade da Comuna Pública Joaquín Piñero, localizada no Espraiado, colheu mais de 275 quilos de hortaliças, legumes, frutas e temperos, distribuídos a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa, vinculada à Secretaria de Agricultura e Pecuária, contemplou a associação Movidade, organização sem fins lucrativos que atua na promoção da igualdade racial e no acolhimento de famílias em situação de vulnerabilidade, além da Secretaria de Direitos Humanos. Ao todo, aproximadamente 200 pessoas foram beneficiadas pela produção da semana.

Cultivo sem agrotóxicos garante variedade à mesa

A diversidade é uma das características do trabalho desenvolvido na Comuna Joaquín Piñero. Na colheita mais recente, foram reunidas 27 variedades de alimentos, cultivadas por meio de práticas agroecológicas, que dispensam o uso de agrotóxicos.

Entre os produtos colhidos estão banana-prata, com 34,3 quilos; repolho-roxo, com 27,6 quilos; alface-lisa, com 24,9 quilos; e alho-poró, que somou 23,2 quilos. A produção também incluiu cenoura, brócolis, espinafre, rabanete e banana-figo, além de outras folhosas, legumes e temperos.

O volume colhido acompanha o ritmo habitual da unidade, que costuma produzir entre 250 e 300 quilos de alimentos por semana. Entretanto, os resultados podem variar de acordo com as condições climáticas e a demanda das instituições atendidas.

Para o secretário de Agricultura e Pecuária de Maricá, Wagner Soares, os números refletem a importância de aliar a produção agrícola ao compromisso social.

“Colher mais de 275 quilos de alimentos em apenas uma semana e garantir comida de verdade no prato de centenas de pessoas de nossas instituições sociais mostra a força da agroecologia na nossa cidade. Ficar dentro do nosso patamar de produção demonstra o empenho diário de quem trabalha na terra com carinho e dedicação”, afirmou.

Projeto já distribuiu mais de 56 toneladas de alimentos

O trabalho realizado na Comuna Joaquín Piñero faz parte de uma política municipal de incentivo à agroecologia que vem ampliando o acesso a alimentos frescos em Maricá. Desde outubro de 2020, o projeto de Unidades Agroecológicas, desenvolvido em parceria com a COOPERAR, já colheu e distribuiu mais de 56,5 toneladas de alimentos livres de agrotóxicos.

A iniciativa reúne três espaços de produção: a Comuna Joaquín Piñero, no Espraiado; a Unidade Manu Manuela; e a Praça Emilton Santos. Juntos, os polos cultivam 125 variedades de alimentos e abastecem instituições socioassistenciais, aldeias indígenas, casas de acolhimento e o Restaurante Municipal Mauro Alemão.

Além de incentivar práticas agrícolas sustentáveis, o projeto contribui para aproximar a produção local das necessidades da população, fortalecendo ações de combate à insegurança alimentar e ampliando a oferta de alimentos frescos para diferentes públicos.

Agroecologia como instrumento de cuidado e cidadania

Cada unidade desempenha uma função dentro da política de produção e distribuição de alimentos do município. Enquanto a Comuna Joaquín Piñero e a Manu Manuela concentram parte das ações voltadas à assistência social, a Praça Emilton Santos também atua na entrega direta de alimentos aos moradores de Maricá.

Ao destacar o papel desses espaços, Wagner Soares ressaltou que a continuidade do projeto está diretamente relacionada ao cuidado com as pessoas e à garantia de melhores condições de vida.

“A Comuna Joaquín Piñero é o grande coração desse trabalho, liderando a produção que abastece quem mais precisa. Cada polo tem seu papel especial: enquanto a Comuna e a Manu Manuela cuidam da assistência social, a Praça Emilton Santos entrega o alimento direto para a nossa população maricaense. Cuidar desses espaços é cuidar das pessoas, garantindo saúde, dignidade e comida fresca para o nosso povo”, concluiu.

Com a produção agroecológica e a destinação dos alimentos a instituições e iniciativas sociais, Maricá reforça a integração entre agricultura sustentável, solidariedade e segurança alimentar, mostrando como o cultivo da terra pode gerar benefícios que ultrapassam a colheita e chegam diretamente à mesa de quem mais precisa.

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