Reprodução Internet
Drª Claudine Castro Nutricionista

A gordura visceral é um tipo de gordura localizada profundamente na cavidade abdominal, depositada ao redor de órgãos vitais como fígado, coração e intestinos. Diferente da gordura subcutânea, que pode ser percebida ao toque, ela não é visível externamente e possui alta atividade metabólica, produzindo substâncias pró-inflamatórias que podem alterar o colesterol, aumentar a resistência à insulina e favorecer o surgimento de doenças.
Riscos à saúde associados ao acúmulo de gordura visceral
O excesso de gordura visceral está diretamente ligado ao aumento do risco para diversas doenças crônicas, entre elas:
- Diabetes tipo 2
- Doenças cardiovasculares (infarto, aterosclerose e AVC)
- Esteatose hepática (gordura no fígado)
- Câncer de mama e câncer colorretal
- Problemas cognitivos, como Alzheimer
- Apneia do sono
- Redução da fertilidade
O que causa o acúmulo de gordura visceral
O aumento da gordura visceral costuma estar associado ao estilo de vida e a fatores metabólicos e hormonais. Entre os principais elementos estão:
Estilo de vida
- Sedentarismo: a falta de atividade física reduz o gasto energético e favorece o armazenamento de gordura.
- Alimentação inadequada: dietas ricas em açúcares, ultraprocessados, frituras, gorduras saturadas e carboidratos refinados estimulam o acúmulo de gordura abdominal.
- Álcool em excesso: o consumo abusivo de bebidas alcoólicas está ligado ao aumento da gordura visceral.
- Estresse crônico: eleva os níveis de cortisol, hormônio que estimula a produção de glicose e favorece o depósito de gordura na região abdominal.
- Sono de má qualidade: prejudica os hormônios de fome e saciedade, aumentando o consumo alimentar e o acúmulo de gordura.
Outros fatores
- Genética: influencia tanto a quantidade quanto a distribuição da gordura corporal.
- Envelhecimento: o metabolismo torna-se mais lento com o passar dos anos; após a menopausa, mulheres têm maior tendência a acumular gordura visceral.
A avaliação da gordura visceral pode ser realizada por diferentes exames:
Exames de composição corporal
- Bioimpedância: método não invasivo que estima massa magra, gordura subcutânea e gordura visceral. É rápido e bastante usado por nutricionistas e educadores físicos.
Exames de imagem
- Tomografia computadorizada (TC): considerada o padrão-ouro para identificar e quantificar a gordura visceral, diferenciando-a da gordura subcutânea.
- Ressonância magnética (RM): fornece imagens detalhadas da distribuição de gordura ao redor dos órgãos.
Exames laboratoriais
Alterações metabólicas também podem indicar excesso de gordura visceral, como:
- Glicemia de jejum elevada
- Alterações na curva glicêmica
- Aumento de colesterol e triglicerídeos
Além disso, considera-se indicativo de risco:
- Circunferência da cintura acima de 88 cm em mulheres e 102 cm em homens
- Índice de gordura visceral na bioimpedância acima de 10
Como reduzir a gordura visceral
A eliminação da gordura visceral envolve mudanças consistentes no estilo de vida. Entre as principais recomendações estão:
- Adotar alimentação equilibrada, com mais fibras, alimentos naturais, proteínas magras e gorduras saudáveis
- Evitar ultraprocessados, excesso de açúcar, frituras e gorduras saturadas
- Praticar atividade física regularmente — exercícios como HIIT têm alta eficácia na redução da gordura visceral
- Dormir bem e evitar picos de estresse
- Acompanhar-se de profissionais, como nutricionistas e educadores físicos
O acompanhamento médico e nutricional é essencial para planejar hábitos adequados e controlar fatores de risco. A redução da gordura visceral melhora significativamente a qualidade de vida e diminui a probabilidade de doenças crônicas, contribuindo para uma maior longevidade.
Dra. Claudine Castro
Nutricionista
CRN 25106415
Instagram Drª Claudine: https://www.instagram.com/claudinecastro.nutri
Referência do artigo: https://doi.org/10.1590/S0004-27302006000200009
Imagens Internet




