Maricá celebra cultura indígena na Aldeia Mata Verde Bonita com shows, oficinas e tradições

Foto: Anselmo Mourão Maricá viveu, na última sexta-feira (08/08), um dia de imersão na cultura e nas tradições indígenas durante a Festa na Aldeia Mata Verde Bonita. O evento, que contou com o apoio da Prefeitura — por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, Secretaria de Segurança Cidadã, Secretaria de Trânsito e da Empresa Pública de Transporte (EPT) — reuniu atividades ao ar livre, apresentações artísticas e encontros que celebraram a diversidade. Durante o dia, o público pôde acompanhar apresentações do coral da aldeia, participar do plantio de mudas e prestigiar a mostra de cinema infantil indígena. A programação incluiu ainda feira de artesanato, exposições fotográficas e oficinas sobre ervas medicinais e culinária tradicional. O espírito esportivo também esteve presente com o torneio de futebol indígena, oficinas de arco e flecha, pintura corporal e o encontro de dança das aldeias. Ao cair da noite, o palco foi dominado por grandes nomes: a cantora Sandra de Sá encerrou a sexta-feira com um show vibrante, acompanhada pelas apresentações da Banda Dive, Banda Dinucci e Rozelaine Souza. Autoridades marcaram presença, como a secretária de Cultura do Estado do Rio, Danielle Barros; o coordenador do Ministério da Cultura, Eduardo Nascimento; a diretora de Promoção da Diversidade Cultural, Karina Gama; e o secretário municipal de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin, que destacou a importância do evento: “A Festa na Aldeia Mata Verde Bonita é mais do que um evento, é um encontro de saberes e afetos. É a reafirmação do nosso compromisso com a valorização da cultura indígena e com a diversidade que forma a identidade de Maricá”, declarou. As atividades continuam neste fim de semana, com destaque para o show de Gabriel O Pensador neste sábado (09), às 21h, e para o tradicional Rito de Batismo Indígena no domingo (10). Confira a programação: 📅 Sábado – 09/08 | 10h às 23h 📅 Domingo – 10/08 | 9h às 16h Fotos: Anselmo Mourão

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Bienal da UMES leva reflexão sobre bullying e inclusão à escola de Inoã

Foto: Clarildo Menezes Ontem, quarta-feira dia 07, foi diferente na Escola Municipalizada de Inoã, em Maricá. Ao invés da rotina tradicional de aulas, os corredores foram tomados por debates, reflexões e expressões culturais. A instituição recebeu a 2ª Bienal da União Maricaense dos Estudantes (UMES), que reuniu alunos, educadores e convidados para discutir um tema urgente e atual: o bullying nas escolas. Sob o lema “Bullying não é brincadeira: onde está o limite entre bullying e brincadeira?”, o evento propôs uma conversa aberta e honesta com os jovens sobre respeito, inclusão e os desafios da convivência escolar. A roda de conversa foi o ponto alto da programação. Participaram nomes importantes da cidade, como Daniel Rangel, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão; Adrian Aguiar, coordenador da Juventude e dirigente da UMES; Rosiane Kelly, gerente de apoio pedagógico da Secretaria de Educação; além da presidente do grêmio estudantil da escola. Durante o bate-papo, surgiram relatos marcantes. Estudantes compartilharam vivências de superação frente ao preconceito e à violência verbal, trazendo à tona temas como racismo, homofobia, capacitismo e saúde mental — questões ainda sensíveis no ambiente escolar, mas que precisam ser enfrentadas com coragem e empatia. Para Adrian Aguiar, a bienal representa um avanço necessário na formação cidadã dos jovens: “Essas discussões não faziam parte da minha realidade quando eu era estudante da rede pública. Hoje, ver os jovens participando ativamente desse diálogo é sinal de que estamos evoluindo.” Daniel Rangel, por sua vez, reforçou o impacto social de eventos como esse: “A escola precisa ser um lugar seguro e acolhedor para todos. Incentivar o respeito à diversidade desde cedo é essencial para construirmos uma sociedade mais justa.” Ao final da programação, a reflexão cedeu espaço à cultura. O grupo ABC Capoeira – Arte Brasileira Cultural comandou uma roda animada de capoeira, encerrando a bienal com energia e alegria. O momento também serviu para reforçar a importância da arte como ferramenta de resistência, identidade e valorização das raízes brasileiras. A 2ª Bienal da UMES nas Escolas mostrou que, quando escutados e estimulados, os estudantes são capazes de promover mudanças reais em seu entorno. E, mais do que isso, revelou que o diálogo ainda é o caminho mais potente para construir pontes dentro e fora da sala de aula. Fotos: Clarido Menezes

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Fotógrafos de Maricá expõem na Expo 2025 em homenagem ao Dia Internacional da Fotografia

Foto: blog.alboompro.com Evento destacará talentos locais e promoverá reflexão sobre o papel da fotografia na memória e na identidade de Maricá No dia 19 de agosto, a Expo Maricá 2025 se transforma em um verdadeiro espaço de celebração à arte de fotografar. A partir das 17h, o Auditório 03 será palco de um evento especial em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, uma data simbólica que reconhece, internacionalmente, o poder das imagens na preservação da história, da cultura e da identidade dos povos. Com o tema “Lentes que Contam Histórias”, o encontro reunirá fotógrafos renomados, artistas visuais, entusiastas da imagem e o público em geral para uma programação rica em trocas, aprendizados e homenagens. Talentos maricaenses em destaque Um dos grandes destaques do evento será a exposição coletiva de fotógrafos da cidade, que apresentará olhares únicos sobre vários temas e suas múltiplas realidades. A partir do dia 19, o público poderá conferir duas obras de cada profissional convidado, expostas em ambientação especial nos auditórios da Expo. Estarão expondo os fotógrafos: Anselmo Mourão, Hermínio Lopes, Zé Almeida, Araujo Jornalista, Ana Paula Monsores, Ulysses Soares, Julios Costa, Gabriela Serodia, Angélica Rodolfo, Ivson Gomes, Gui Caldas, Edina Freitas, Renata Gama, Ivanil Ribeiro, Paulo Ávila e Jorge Júnior — todos com trajetórias marcantes na fotografia local e regional. Suas imagens, registradas ao longo de anos de trabalho, compõem um verdadeiro mosaico da história visual de Maricá. Além disso, a exposição fotográfica do Coletivo de Fotógrafos de Maricá ficará aberta ao público durante todos os quatro dias da Expo, reforçando o compromisso do evento com a valorização da arte e da cultura local. Vale destacar que a Expo Maricá completa, neste ano, 21 anos de existência, consolidando-se como um dos eventos empresariais mais importantes da região. O idealizador e diretor do evento, Delfim Moreira, também atua como presidente da Associação Comercial de Maricá e é vice-presidente executivo da Federação das Associações Comerciais do Estado do Rio de Janeiro (FACERJ). Com forte atuação no fomento ao desenvolvimento econômico e cultural do município, Delfim tem papel fundamental na organização e realização da feira, que reúne diferentes setores da economia local com foco em inovação, negócios e integração com a comunidade. Empreendedorismo e inspiração no universo da imagem Abrindo a programação, às 17h, o fotojornalista Anselmo Mourão compartilha sua experiência de mais de 30 anos no segmento, com a palestra “Como empreender e ser bem-sucedido em fotografia”. Mourão, que atuou em veículos como O Globo, na Alerj e na Prefeitura de Maricá, abordará caminhos para quem deseja viver da fotografia com planejamento, técnica e paixão. Em seguida, às 19h, acontece um bate papo, apresentada pelo Jornalista efotógrafo Anselmo Mourão, que conversa com o Fotógrafo especialista emprodução de Conteúdos da TNB filmes e professor de fotografia. Que falará sobrefotografia aérea, equipamentos e suas tecnologias. Uma homenagem à memória coletiva A iniciativa busca não apenas celebrar a fotografia como arte, mas também valorizar quem registra o cotidiano com sensibilidade. “A fotografia é uma linguagem que eterniza memórias, amplia percepções e nos conecta à nossa própria história. Este evento é uma forma de reconhecer os fotógrafos que constroem, dia após dia, a identidade visual e suas. ”, ressalta a organização da Expo. Com entrada gratuita e aberta ao público, a Expo Maricá 2025 reafirma seu compromisso com a cultura, a arte e os talentos locais, transformando o Dia Mundial da Fotografia em um momento de reconhecimento, afeto e reflexão. Fotos: Arquivo Pessoal Ederson Porto Anselmo Mourão Angélica Rodolfo Gui Caldas Renata Gama Hermínio Lopes Ana Monsores Paulo Ávila Jorge Júnior Ulysses Soares Ivanil Ribeiro Jornalista Araujo Ivson Gomes Gabriela Serodio Julios Costa Zé Almeida Edina Freitas

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Maricá celebrará a cultura indígena com shows de Sandra de Sá e Gabriel o Pensador – Aldeia Mata verde

Foto: Fernando Silva/Secom Entre os dias 8,9 e 10 de agosto, a cidade de Maricá será novamente palco de uma celebração profunda da cultura, espiritualidade e resistência dos povos originários com a realização da Festa da Aldeia Mata Verde Bonita. A programação intensa e plural reunirá rituais sagrados, oficinas, rodas de conversa, competições tradicionais e shows de artistas como Sandra de Sá, Gabriel o Pensador e Moleques da Pisadinha, além de nomes expressivos da cena indígena contemporânea. Com entrada gratuita, o evento é realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, em parceria com o Instituto Terra do Saber, e conta com o apoio de órgãos como o Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A proposta é promover um espaço de reconexão com as raízes ancestrais do Brasil, dando protagonismo às vozes indígenas e visibilidade às suas expressões artísticas e espirituais. O dia 8 de agosto, primeiro da festa, será aberto às 10h30 com uma solenidade especial que contará com a presença da secretária de Estado de Cultura, Danielle Barros, além da emocionante apresentação do Coral da Aldeia Mata Verde Bonita. O dia segue com o plantio de mudas, a Mostra de Cinema Indígena Infantil por Carlos Tupiniquim e uma feira de artesanato coordenada por Luciana Para Poty. Exposições fotográficas também ganham destaque, com registros produzidos por jovens Guarani Mbya sob orientação de Suzana Parai, e imagens do Instituto Nhandereko que documentam os impactos de um incêndio criminoso no território indígena, sob o olhar de Tupã Darci Nunes. A culinária originária será celebrada ao meio-dia com a participação de Iracema Nunes, que apresenta pratos tradicionais como expressão viva de um legado ancestral. Durante a tarde, oficinas formativas abordam temas como o uso de ervas medicinais, pintura corporal, arco e flecha e práticas esportivas. Também haverá o torneio de futebol indígena entre aldeias, encontros de dança com grupos das aldeias Sapukai, Pataxó, Rio Pequeno e a anfitriã Mata Verde Bonita, além de apresentações da DJ Cris Pantoja, Banda Dinucci, Sandra de Sá e a cantora indígena Rozelaine Souza, encerrando o dia com espiritualidade e potência musical. No dia 9 de agosto, as atividades começam com oficinas de canto coral, pintura corporal e arco e flecha. À tarde, o público acompanha as emocionantes competições indígenas estaduais, incluindo provas como corrida de tora, luta corporal, cabo de guerra e campeonato de arco e flecha. Um dos momentos mais simbólicos ocorre às 15h, com a vivência espiritual na Casa de Reza, conduzida pela pajé Lídia e pelo pajé Cajanã, em um espaço de troca de saberes e espiritualidade aberta ao público. Na sequência, acontecem as finais do torneio de futebol, seguidas da roda de conversa “Vozes vivas contra o apagamento cultural”, que traz convidados para refletir sobre os desafios da preservação das identidades indígenas no Brasil contemporâneo. À noite, o público prestigia o desfile de moda indígena assinado por Iracema Nunes, além de apresentações de Kandu Puri, Lucas Kariri, e o aguardado show de Gabriel o Pensador, que promete unir música e consciência social. O grupo Moleques da Pisadinha encerra a noite com muito ritmo e energia. A programação se encerra no dia 10 de agosto, com rituais e atividades voltadas para a espiritualidade e o fortalecimento comunitário. Logo às 9h, será realizado o rito de batismo indígena, seguido, às 10h, pela prova de natação entre aldeias. Às 11h, ocorre o tradicional ritual do rapé na Casa de Reza, conduzido pelo povo Apurinã, com 200 vagas e contribuição simbólica de R$ 250. No mesmo horário, a artista Juliana Retê promove uma oficina de artesanato com base em técnicas tradicionais. Já no início da tarde, o clima é de celebração com o show da Banda da Diversidade. Para fechar a programação, às 16h, acontecem simultaneamente o show do Batidão dos Garotos e uma nova oficina de canto coral com Gilson Karai, promovendo um encerramento vibrante, coletivo e inspirador. A Festa da Aldeia Mata Verde Bonita é mais do que um evento cultural. É um ato político, espiritual e educativo. “A Festa da Aldeia é mais do que uma celebração — é um manifesto de vida, de luta e de pertencimento dos povos originários. É um convite para que todos se aproximem, respeitem e se conectem com a sabedoria ancestral que pulsa nesta terra”, afirmam os organizadores. Ao longo de três dias, Maricá reafirma seu compromisso com a diversidade, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das vozes indígenas no cenário cultural brasileiro. PROGRAMAÇÃO COMPLETA DIA 08 DE AGOSTO (quinta-feira)Das 10h30 às 23h DIA 09 DE AGOSTO (sexta-feira)Das 10h às 23h DIA 10 DE AGOSTO (sábado)Das 9h às 16h A Festa da Aldeia é, acima de tudo, uma vivência transformadora, que coloca o público em contato direto com a diversidade, a espiritualidade e os valores ancestrais que sustentam a história viva dos povos indígenas no Brasil. Maricá, ao sediar essa celebração, reafirma seu papel como um território de resistência cultural e inclusão. fotos: Reprodução Instagram Aldeia Mata Verde

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