Maricá promove caminhada do Outubro Rosa e Novembro Azul com serviços gratuitos de saúde e bem-estar

Foto: Bernardo Gomes Evento reúne ações de prevenção, vacinação e autocuidado para toda a população neste sábado (1º de novembro) A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, realizou neste sábado (1º/11) a Caminhada do Outubro Rosa e Novembro Azul 2025, um evento que celebra a conscientização sobre a importância da prevenção e do cuidado com a saúde de mulheres e homens. A concentração aconteceu a partir das 7h, na Praça Orlando de Barros Pimentel, no Centro, onde os participantes inscritos poderão retirar suas camisas até as 8h40. Em seguida, o grupo seguiu em caminhada até a Praça Tiradentes, em Araçatiba. No ponto de chegada, os moradores teve acesso a uma ampla oferta de serviços de saúde e atividades de bem-estar, reforçando o compromisso da gestão municipal com a promoção de uma vida mais saudável. As equipes da Secretaria de Saúde estarão aplicando vacinas do calendário nacional, incluindo as doses contra Hepatite B, Influenza, HPV, dT, dTpa, ACWY e Tríplice Viral. A programação do evento contou ainda com ações de sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, com o plantio de mudas de ipê-rosa, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Haverá também atividades físicas e de relaxamento, além de uma animada aula de zumba, conduzida pela Secretaria de Esportes, incentivando a prática regular de exercícios e o autocuidado. A Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres marcou presença com uma tenda informativa, oferecendo orientações e acolhimento. O Projeto Empoderadas também participará da caminhada, proporcionando serviços gratuitos de beleza e bem-estar, como maquiagem, tranças, corte de cabelo, design de sobrancelhas e atendimento psicológico, em um espaço dedicado à autoestima e ao cuidado com o corpo e a mente. Embora as inscrições para o evento já estava encerradas, a caminhada foi aberta a toda a população. Os participantes compareçam vestindo camisas nas cores rosa ou azul, em apoio às campanhas de conscientização. O percurso será um ato simbólico em defesa da vida, da prevenção e do equilíbrio entre corpo e mente. O secretário de Saúde, Dr. Marcelo Velho, destacou o propósito da iniciativa como uma união entre informação, prevenção e cuidado com o próximo. “Mais do que um ato simbólico, esta é uma mobilização em prol da vida e da saúde. Queremos aproximar os serviços da população e incentivar o autocuidado. Prevenir é o melhor caminho para viver com mais qualidade e bem-estar”, afirmou. Fotos: Bernardo Gomes

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Maricá reúne escritores e músicos para debater poesia em festival internacional

Foto: Clarido Menezes Arnaldo Antunes, Jorge Israel, Milton Cunha, Xico Chaves e outros importantes nomes passaram pela tenda e pelo palco montados na praça central da cidade A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, deu continuidade ao Festival Rio de Versos, nesta sexta-feira (31/10), recebendo grandes nomes da poesia, seja ela declamada, cantada, visual ou até carnavalizada: Arnaldo Antunes, Jorge Israel, Milton Cunha, Xico Chaves e outros importantes nomes passaram pela tenda e pelo palco montados na praça central da cidade. “Manoel de Barros dizia que a poesia não se descreve, se descobre. Saúdo todos que estão descobrindo e redescobrindo a poesia. Estão também descobrindo Maricá, essa cidade que acredita na poesia social e na utopia. A nossa secretaria, não à toa, é de Cultura e das Utopias. Para Darcy Ribeiro, a utopia é inventar seu país, e nós temos esse desafio de inventar Maricá”, disse o secretário da pasta e poeta Sady Bianchin. Poesia e músicaO Rio de Versos está em sua 30ª edição e, pela primeira vez, acontece fora da capital fluminense. Na mesa mais aguardada do dia, Arnaldo Antunes e Jorge Israel – que também fez o show da noite – falaram sobre poesia e música, seus encontros e desencontros. “A poesia desestabiliza os padrões rígidos da sensibilidade. Ela tira a gente da estagnação e nos nutre de surpresa. Hoje pouca gente lê poesia, mas ela continua sendo um alimento necessário num mundo brutalizado. A poesia ressensibiliza as pessoas, sobretudo em tempos de barbárie, de falta de empatia e de humanidade”, disse o poeta e cantor Arnaldo Antunes. Jorge Israel, que além da carreira solo participa do Kid Abelha, destacou a palavra como essência da canção e celebrou a confluência entre música e poesia. “A matéria-prima da música também é a palavra. Minha geração teve a sorte de crescer cercada de grandes letristas e poetas na música. Estar aqui, cercado de poesia, é voltar ao lugar onde tudo começa. A arte que emociona, que faz pensar, é a que abre caminhos. Ver Maricá colocar a poesia como centro da vida cultural é inspirador”, garantiu Jorge. Poesia é tudoA mesa de abertura, com o tema “A poética e a estética nas linguagens artísticas”, mostrou a amplitude do que é poesia e onde ela está. O carnavalesco e pesquisador Milton Cunha refletiu sobre o afastamento do estado poético na vida cotidiana e lamentou que o “mainstream” só permita a fruição da libertação pela arte e poesia em pontos específicos do ano, como o carnaval.  “A vida vai nos empurrando para longe da poesia. Boletos, horários, cansaço… Tudo vai nos arrancando dessa sensibilidade que nos torna humanos. A escala 6×1 onde no um você está tão cansado que não consegue viver a sua humanidade. E aí tem o carnaval, que é quando a pessoa pode extravasar. Viver sem poesia é negar a nossa grandeza. A poesia não pode ser algo reservado a poucos: poesia é para as famílias, para as ruas, para o cotidiano”, avaliou Milton Cunha. O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, reforçou a poesia como base civilizatória e como direito social. “A poesia é a primeira das artes. Sem ela, não haveria escrita, não haveria memória, não haveria sequer a matemática ou a engenharia. Ela nasce antes do papel, nasce da oralidade e da necessidade da transmissão de saberes. A política cultural é um instrumento de humanidade que, mesmo se não gerasse emprego e renda, já seria essencial, porque garante o direito de existir como humanos”, disse Márcio Tavares. Poesia visualA artista Regina Vater levou para a mesa a sua própria experiência com seu percurso pioneiro na arte e na poesia visual, destacando sua crítica à cultura do consumo. “Eu vivi o estranhamento de ser mulher artista. Sou de uma época que a família não gostava disso e eu tive que me esquivar pelas bordas para seguir o meu caminho. Um caminho que me levou a experimentar a poesia e a partir dela a arte visual. Juntar a palavra à arte e, depois, ao audiovisual. Ferramenta que usei para questionar o lixo e a substituição dessa fruição, da nossa humanidade, pelo consumo”, disse Regina. Pioneiro na videoarte e na poesia em imagens, Bill Lundbergh mostrou trechos de suas obras e outras que considera verdadeiras poesias em vídeo. O artista estadunidense se mudou para Itaipuaçu há mais de 10 anos.O poeta Xico Chaves celebrou o protagonismo cultural de Maricá e o fim das fronteiras rígidas entre gêneros artísticos. “Eu vejo uma cidade se tornar o centro do poema, não só da poesia, mas do poema como gesto vivo, que pode ser feito com palavra, com pedra, com carnaval, com vídeo, com o corpo, com o silêncio”, resumiu Xico. Poesia e homenagemEm momento simbólico, o secretário Sady Bianchin convidou Márcio Tavares (Ministério da Cultura) para entregar a Medalha Darcy Ribeiro à presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A executiva foi representada pela gerente setorial de Relacionamento Institucional da Petrobras, Caroline Vollu. Uma homenagem em reconhecimento ao apoio ao festival e à retomada dos investimentos culturais da empresa. “A poesia tem um poder transformador. Ela nos conecta com nossas raízes, com nossa identidade e nos inspira a construir um futuro mais justo, diverso e inclusivo. É uma linguagem que fala diretamente ao coração e à alma das pessoas, capaz de unir diferentes culturas e gerações. Petrobras, temos orgulho de apoiar a cultura brasileira, pois entendemos que o desenvolvimento do país deve caminhar lado a lado com o fortalecimento de sua identidade cultural”, disse Caroline Vollu. Poesia é comidaO Rio de Versos tem apoio da Alimentos Maricá (Amar). O presidente da empresa, Marlos Costa, prestigiou o evento nesta sexta-feira. “Este é o primeiro apoio institucional que a Amar faz. Esta é uma das mais novas empresas da cidade, focada em alimentação saudável. Poesia é também alimento, mas para a alma, para a mente. Então é muito significativa a nossa presença aqui”, ressaltou Marlos. Realizado com patrocínio da Petrobras e apoio do Governo Federal, o

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Festival Rio de Versos movimenta escolas e espaços culturais de Maricá com poesia, arte e mensagens de esperança em evento internacional que celebra a cultura e a educação.

Festival “Rio de Versos” leva poesia, cultura e mensagens positivas a estudantes e idosos em diferentes bairros de Maricá

Festival Rio de Versos movimenta escolas e espaços culturais de Maricá com poesia, arte e mensagens de esperança em evento internacional que celebra a cultura e a educação.

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Prefeitura de Maricá realiza evento “Amar-se é o Primeiro Tratamento” no Outubro Rosa, com palestras sobre prevenção, nutrição e amor-próprio para fortalecer o autocuidado feminino.

Prefeitura de Maricá realiza evento “Amar-se é o Primeiro Tratamento” e reforça a importância da prevenção e do amor-próprio na saúde das mulheres

Prefeitura de Maricá realiza evento “Amar-se é o Primeiro Tratamento” no Outubro Rosa, com palestras sobre prevenção, nutrição e amor-próprio para fortalecer o autocuidado feminino.

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LUIZ MANOEL FERREIRA O ÚNICO MARICAENSE QUE “TOMBOU” NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Por: Miguel Ângelo Padilha Marques – Pesquisador de História e Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá Mirim (IHGAM Mirim). Monumento aos Mortos da Segunda Guerra por Fernando Dall’Acqua A Segunda Guerra Mundial teve início no dia 1º de setembro de 1939, com a invasão alemã à Polônia, que pedia a devolução da zona denominada “Corredor Polonês”, conquistada durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No dia 15 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu suas relações com as potências de eixo (Alemanha e Itália). E no dia 22 de agosto do referido ano, após o afundamento de navios mercantes brasileiros, o Brasil declarou guerra contra a Alemanha nazista e a Itália fascista. Neste mesmo ano, o Brasil enviou muitos militares, efetivos e reservistas, além de mulheres que passaram a trabalhar nos hospitais de campanha e nas escolas. No dia 13 de novembro de 1943, por meio da Portaria Ministerial nº 4.744, foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Cerca de 25.334 homens e mulheres foram enviados para a guerra. O primeiro escalão embarcou na noite de 30 de junho de 1944, o segundo e o terceiro escalões embarcaram no dia 22 de setembro, o quarto escalão embarcou no dia 23 de novembro e o quinto escalão, no dia 8 de fevereiro de 1945.De Maricá foram convocados para a Segunda Guerra Mundial 13 “pracinhas”, todos eles incorporados à FEB. Dentre os treze, destacamos, neste artigo, o Expedicionário Luiz Manoel Ferreira, o único maricaense que não voltou vivo pra casa, pois faleceu numa das batalhas da Segunda Guerra Mundial.Luiz Manoel Ferreira nasceu na localidade de Pedregulho, bairro do Espraiado, no dia 9 de setembro de 1920. Era filho de Antônio Ferreira e Leonor Rosa de Jesus, ambos humildes lavradores. Já na adolescência, se mudou para o bairro do Flamengo, mais próximo do Centro de Maricá. Estudou somente o ensino primário, não prosseguindo seus estudos pela necessidade de ajudar aos seus pais na lavoura, visto que a falta de dinheiro era grande.Figura 1 – Expedicionário Luis Manoel Ferreira – Acervo Museu Histórico de Maricá.Figura 2 – Monumento aos Mortos da Segunda Guerra por Fernando Dall’AcquaAos 18 anos de idade, alistou-se no Exército Brasileiro, temendo ser nomeado para o corpo de cavalaria. No ano de 1944, recebeu a notícia de sua convocação para a Segunda Guerra Mundial, e recebeu nove dias de folga para ficar com a sua família. Incorporado ao 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro, embarcou no 2º escalão, em 22 de setembro, a bordo do navio General Meyghs. No dia 12 de dezembro de 1944, durante o segundo ataque ao Monte Castelo, na Itália, o Expedicionário Luiz Manoel Ferreira foi atingido por estilhaços de uma granada, o que tirou a vida do heroico filho maricaense, que com bravura e seriedade representou o município de Maricá e o Brasil nesta batalha.Luiz Manoel Ferreira foi sepultado no dia 14 de dezembro de 1944, no Cemitério Militar de Pistóia, na Itália. Em 1959, com a criação da Comissão de Repatriamento dos Mortos do Cemitério de Pistóia, por ordem do Exmo. Sr. Presidente da República Dr.Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), o Tenente-Coronel Valliki Erishen enviou uma carta à família de Manoel Ferreira, manifestando o desejo de trasladar seus restos mortais para o Rio de Janeiro. Autorizado pela família, o corpo do militar foi trazido para o Brasil e sepultado no Monumento aos Heróis da Segunda Guerra, localizado no Aterro do Flamengo.Por conta dos seus méritos e serviços prestados ao Brasil na Segunda Guerra Mundial, recebeu as medalhas da Campanha “Sangue do Brasil’ e “Cruz do Combate“ de 2ª Classe. Em 1971, por meio da deliberação nº 416 de 28 de junho de 1971, o Prefeito de Maricá, Wilson dos Santos Mendes, deu a um dos logradouros centrais da cidade o nome “Expedicionário Luiz Manoel Ferreira”, a partir da indicação legislativa do Vereador Nilton Renato Marins de Oliveira. Já no século XXI, em 2011, foi inaugurado um busto do expedicionário, na Praça Mirene Bittencourt, no bairro Boa Vista. Tal obra foi feita com recursos financeiros do sobrinho de Luiz Manoel.Fontes bibliográficas:LAMBRAKI, Alexandra. Personalidades Ilustres. In: LAMBRAKI, Alexandra. Compêndios da História de Maricá. Rio de Janeiro: Cop Editora e Gráfica Ltda, 2005.Revista Maricá já, nº 21 // ano 11, 2012.https://museuvirtualdafeb.eb.mil.br/linha-do-tempo/. Acesso em: 13 out. 2025

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Maricá celebra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com experiências interativas e foco em sustentabilidade

Foto: Katito Carvalho Evento reuniu alunos, professores e moradores com oficinas, jogos e atividades voltadas à inovação e ao meio ambiente A Prefeitura de Maricá promoveu, nos dias 23 e 24 de outubro, uma edição especial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, levando conhecimento e diversão ao Território do Futuro, no bairro do Flamengo. A ação, organizada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia, reuniu cerca de 300 participantes apenas no primeiro dia, entre estudantes, professores e moradores, em uma programação repleta de oficinas, experimentos e atividades lúdicas. De acordo com a secretária de Ciência e Tecnologia, Sabrina Alves, o evento reforça o compromisso da cidade com o aprendizado e o desenvolvimento sustentável. “Maricá não poderia ficar de fora desse movimento nacional. Nossa programação está alinhada aos temas debatidos na COP 30, como sustentabilidade, energia e mudanças climáticas — assuntos fundamentais para o mundo e para o nosso município”, destacou. Entre as atrações, o público pôde participar de oficinas de pintura botânica, agroecologia, reciclagem de eletrônicos e jogos de neurociência, além de painéis artísticos, atividades de escavação de fósseis e demonstrações no Observatório Móvel do Planetário de Maricá e no Laboratório Móvel da Incubadora de Robótica. Também houve espaço para jogos digitais, experiências com inteligência artificial e dinâmicas sobre preservação ambiental. Para muitos professores e alunos, o evento representou uma oportunidade única de aprendizado fora da sala de aula. O professor Humberto Martins, da Escola Municipal Vereador João da Silva Bezerra, acompanhou os alunos do 6º ano e elogiou a iniciativa. “Fiquei impressionado com a diversidade de materiais. Trabalhei o sistema nervoso em sala, e aqui os alunos puderam vivenciar o conteúdo de forma divertida. Eles estão brincando, aprendendo e percebendo que também é possível fazer ciência em Maricá”, afirmou. As estudantes Isabela Vieira, Manoella Galvão e Sophie Carvalho, de 11 anos, também se encantaram com as experiências. “O evento está sendo tão legal que dá vontade de morar aqui! A gente aprende sobre várias coisas, como sedimentos e astronomia, de um jeito bem interessante”, contaram, animadas. A programação contou ainda com estandes de diversas secretarias e projetos parceiros, como a Farmacopeia Mari’ká, Secretaria de Agricultura e Pecuária, Projeto Lagoa Viva, Secretaria de Recursos Hídricos e Minerais, Codemar, Secretaria de Juventude e Participação Popular e Secretaria de Transição Climática e Resiliência Ambiental. Cada espaço apresentou produtos, maquetes, experimentos e tecnologias sustentáveis desenvolvidas no município. Moradora do Centro, Francine Quaresma visitou o evento com a família e elogiou a iniciativa. “Foi uma experiência incrível! Conhecemos o Observatório Móvel e aprendemos sobre os projetos da cidade, como a Fazenda Nossa Senhora do Amparo. As crianças adoraram”, contou. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Maricá mostrou, mais uma vez, que educação, inovação e sustentabilidade podem andar juntas — despertando a curiosidade científica e o senso de responsabilidade ambiental nas novas gerações. Fotos: katito Carvalho

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