Maricá fortalece integração da nova companhia MARÉ com áreas de Turismo e Cultura

Foto: Bernardo Gomes Visitas a espaços culturais e turísticos marcaram o encontro, que alinhou ações conjuntas para o fortalecimento das políticas culturais da cidade A Prefeitura de Maricá deu mais um passo na consolidação da Maricá, Arte, Roteiros e Experiências (MARÉ), companhia voltada à gestão de projetos culturais e turísticos do município. Nesta terça-feira (25/11), representantes da empresa reuniram-se com as secretarias de Cultura; Utopias; e Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, estreitando a articulação institucional para futuras ações integradas. A agenda também incluiu visitas a equipamentos culturais estratégicos, como o museu Casa Darcy Ribeiro, em Cordeirinho, o Cine Henfil e o Mercado do Produtor, no Centro. A movimentação reforça uma das principais propostas da MARÉ: trabalhar de forma complementar às secretarias para ampliar as entregas culturais e turísticas da cidade. Uma companhia para somar, não substituir Presidente da nova companhia, Antônio Grassi destacou que a MARÉ chega para fortalecer — e não sobrepor — a estrutura já existente na gestão cultural. “A MARÉ não vem para desmontar nada. Atuamos como um braço executivo das secretarias, ampliando a capacidade de ação e a captação de recursos. Diferentemente das pastas, podemos propor projetos em leis de incentivo e operar bilheterias, o que cria novas possibilidades de financiamento. O importante é ressaltar que somos parceiros”, afirmou. O encontro marcou o segundo dia de trabalho da diretoria, que tem realizado diálogos com áreas estratégicas e visitas técnicas para mapear demandas e potencialidades. Turismo e Cultura alinhados ao desenvolvimento da cidade Durante a reunião, o secretário de Turismo, José Alexandre Almeida, reforçou a relevância da nova companhia no ecossistema cultural e turístico de Maricá. “Compartilhamos a experiência acumulada ao longo dos anos para que a MARÉ impulsione projetos que colocam a cidade em posição de destaque no Brasil e no exterior. A companhia já nasce com entregas expressivas, como o Natal Brasilidade, a Feira das Yabás e o Festival Somos Latinos. Cultura e turismo são pilares do desenvolvimento local, e a MARÉ nos ajudará a dar velocidade a esse crescimento”, avaliou. A comitiva também esteve no Cine Henfil, onde foi recebida pela equipe da Secretaria de Cultura e das Utopias, liderada pelo secretário Sady Bianchin. Sady destacou que a aproximação com a MARÉ reforça uma visão estratégica sobre identidade cultural. “Recebemos a equipe com entusiasmo. Essa parceria valoriza o saber local, mas também abre portas para o diálogo com o saber global que chega ao município. A cultura é um dos poucos campos onde deixamos de ser colônia, por isso sua valorização é fundamental”, pontuou. O que é a MARÉ e como ela atuará em Maricá A companhia nasce com um escopo abrangente, que engloba áreas como: Durante o encontro, foram apresentados o organograma e os fluxos internos que vão orientar a execução das políticas culturais e turísticas. A MARÉ também passa a absorver iniciativas antes conduzidas pela Codemar e pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), unificando esforços e ampliando a capacidade operacional do setor. Com esse alinhamento inicial, Maricá começa a estruturar um novo ciclo para o turismo e a cultura, apostando em gestão integrada, captação de recursos e fortalecimento da identidade local. Fotos: Bernardo Gomes

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Escravidão e Famílias Escravizadas em Maricá: um estudo de caso

Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news Mulher de turbante, 1870. (imagem ilustrativa)Alberto Henschel – Brasiliana Fotográfica No artigo deste mês da Revista Aconteceu Maricá, o historiador Paulo César Pereira de Oliveira, membro do IGHAM, aborda um aspecto importantíssimo da escravidão do município de Maricá: a formação e a trajetória das famílias negras – tema, durante muito tempo, negligenciado pela historiografia nacional e internacional. O recorte temporal do estudo compreende o período de 1835 a 1850, momento em que Maricá vivenciou profundas transformações, marcadas por um expressivo crescimento econômico e aumento demográfico.A presença africana e crioula escravizada foi determinante desde os primórdios da colonização da região, intensificando-se ao longo do século XIX. Somente entre 1835 e 1850, a população negra cativa representava entre 47% e 50,5% de todos os habitantes de Maricá, alcançando, em 1850, seu ponto mais alto: 8.819 pessoas escravizadas. Esses números evidenciam a força do trabalho compulsório na estrutura produtiva local e a centralidade das experiências negras na construção da sociedade maricaense.O estudo deste artigo destaca a família da africana Rosa, escravizada pelo major e fazendeiro João José Pacheco. Veja o organograma da família. Como mostra o organograma acima, Rosa era mãe de seis filhos — Cândido, Ignacia, Maria, Antônio, Pedro e Francisca — todos batizados entre 1836 e 1843. A partir dos registros paroquiais, foi possível reconstruir não apenas essa estrutura familiar, mas também as relações de compadrio formalizadas durante o período.O organograma detalha a escolha cuidadosa de padrinhos e madrinhas: homens livres, alguns com posição social destacada, aliados à devoção às santas protetoras Nossa Senhora e Nossa Senhora do Amparo. Longe de um gesto aleatório, essa rede de alianças foi estrategicamente construída por Rosa para garantir proteção, apoio e, em certos casos, possibilidades futuras de alforria para seus filhos, projeto que concretizou nos batizados de seus seis filhos.No cativeiro, as mulheres — como Rosa — desempenharam papel central na manutenção da vida familiar e comunitária. Muitas reuniam pecúlio, negociavam com seus senhores e articulavam redes de solidariedade e proteção. Em inúmeros casos, eram elas que convenciam padrinhos, compadres e figuras influentes a interceder pelas crianças ou a contribuir em processos de libertação. A história de Rosa e de seus filhos é exemplo vivo dessa capacidade de organização, resistência e agência negra no interior de Maricá oitocentista. SOBRE O AUTOR:Paulo César Pereira de Oliveira é graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, membro do IHGAM, com pesquisa sobre Escravidão e Famílias Negras, com foco no Município de Maricá.FONTESLivro de Batismo Misto (livres, libertos e cativos) da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo de Maricá, 1835-1849.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASFREIRE, Jonis. Escravidão e Família Escrava na Zona da Mata Mineira Oitocentista. Tese (Doutorado em História), Unicamp, Campinas, São Paulo, 2009.FREITAS, Dermeval Marins de. Famílias Escravas na Freguesia de Santo Antônio de Sá/RJ, (1750-1808). Dissertação (Mestrado em História), UFF, Niterói, 2018.SLENES, Robert W. Na Senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava, Brasil Sudeste, século XIX. São Paulo, editora Unicamp. 1999. Fotos: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news Fotos: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news

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Maricá abre Natal Brasilidade 2025 com show de cores, luzes e águas

Foto: Bernardo Gomes Primeira noite reuniu moradores entre Araçatiba, Itaipuaçu e Parque Nanci, com destaque para a Parada Iluminada Promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Maricá, Arte, Roteiro e Experiência (Maré), o Natal Brasilidade 2025 teve um primeiro dia de olhares encantados em um desfile temático e um show de cores, luzes e águas. Atividades e atrações foram realizadas em Itaipuaçu, Parque Nanci e Araçatiba. A abertura marca o início de uma das maiores celebrações natalinas do país, com um desfile temático, atrações culturais e um polo voltado ao artesanato maricaense e aos saberes tradicionais, valorizando produções locais e referências de origem indígena. A curadoria é de Milton Cunha. “Quero, antes de tudo, parabenizar e agradecer ao querido Milton Cunha por esse presente que ele entrega à cidade: um Natal que celebra a criatividade, a fé e a identidade brasileira”, avaliou o presidente da Maré, Antônio Grassi. Parada Iluminada e Águas DançantesO ponto alto do primeiro dia de atividades do Natal Brasilidades foi a Parada Iluminada, que lotou a orla de Araçatiba para ver o show com seis carros alegóricos e cerca de 600 moradores que compuseram uma apresentação baseada na história do Natal reinterpretada por elementos da cultura brasileira e das tradições maricaenses. “Era fundamental que Maricá apresentasse um Natal único no Brasil, capaz de mostrar ao país a criatividade, a força e a alegria do povo maricaense. Maricá não imita ninguém: é original, é singular. Quem visita o Natal Iluminado vem em busca justamente dessa energia que nasce do povo da cidade”, discursou Milton Cunha, antes de fazer uma explicação de todo o desfile. Em seguida, o público acompanhou o “Águas Dançantes”, espetáculo que transformou a lagoa em cenário cênico com combinações de luz, música, jatos d’água e efeitos visuais. Moradora do Parque Nanci, a professora Carla Menezes contou que todo ano assiste ao espetáculo, mas que ficou impactada com o show deste ano. “Eu venho ao Natal Iluminado todos os anos e sempre faço questão de assistir ao balé das águas. Mas, desta vez, está em outro nível, as telas na lagoa deram um ar mais moderno, tudo conversa: luz, música, água, os efeitos… ficou maravilhoso”, avaliou. Atividades em Itaipuaçu e Parque NanciA Casa do Papai Noel, montada na Praça dos Gaviões, funciona de quinta a domingo, das 14h às 22h, e ganhou uma leitura alinhada ao conceito do Natal Brasilidade. O espaço traz um Papai Noel negro e uma ambientação que remete a uma floresta tropical, com árvores, folhagens e flores coloridas, criando um cenário que se afasta do imaginário europeu tradicional e aproxima a decoração de referências brasileiras. Já no Parque Nanci, um parque de diversões instalado especialmente para o período reúne atrações para todas as idades, como carro bate-bate, roda-gigante, pista de patinação no gelo, carrossel e brinquedos variados. O local também abriga um palco em formato de navio, que receberá shows de artistas da cidade, os ‘Pratas da Casa’. A ideia é transformar o espaço em um dos pontos mais movimentados da programação. “Ter tudo isso aqui no Parque Nanci já é um presente de Natal! Minha filha adorou o parque. Com certeza, a gente vai voltar aqui muitas vezes. E tudo muito organizado. Foi bem fácil conseguir usar os brinquedos”, disse Thayná Souza, de 24 anos, na fila do carrossel com a filha de 4 anos. A programação segue até 6 de janeiro, sempre de quinta a domingo, das 14h às 21h. O acesso a brinquedos e demais ativações requer agendamento prévio pelo link disponibilizado pela organização: https://bit.ly/4obIirB/. Natal Brasilidade 2025O evento está distribuído por sete bairros – Araçatiba, Parque Nanci, Itaipuaçu, Flamengo, Ponta Negra, Centro e Camburi – com atividades para toda a família, incluindo desfiles, instalações imersivas, iluminação especial, pista de patinação, roda gigante, Casas do Papai Noel, parque temático no Parque Nanci e áreas interativas. A cenografia de 2025 é inspirada em elementos orgânicos ligados à água, pesca e artesanato tradicional. O Parque Nanci recebeu ambientação lúdica que dialoga com a história local e com o tema central do evento. Às quintas-feiras, das 9h às 12h, o espaço terá funcionamento exclusivo para turmas da rede municipal, oferecendo visitas guiadas como parte das ações sociais previstas. Fotos de: Bernardo Gomes, Clarildo Menezes e Julios Costa

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Maricá avança na ampliação de serviços do Hospital Dr. Ernesto Che Guevara

Foto: João Phellippe Projeto transforma estrutura da unidade e prevê novos atendimentos, como hemodiálise, hemodinâmica, ampliação do centro cirúrgico e a futura criação do Hospital da Mulher e da Criança A Prefeitura de Maricá segue dando passos importantes para fortalecer a rede municipal de saúde. Em São José do Imbassaí, as obras da Cidade da Saúde Dr. Ernesto Che Guevara avançam em ritmo constante e representam uma das maiores intervenções estruturais já realizadas no complexo hospitalar desde sua inauguração. A ampliação, conduzida pela Secretaria de Saúde, tem como foco qualificar o atendimento e ampliar a oferta de serviços essenciais à população. Com a conclusão das adaptações físicas, o hospital passará a oferecer hemodiálise — fundamental para substituir a função dos rins — e serviços de hemodinâmica, voltados a diagnósticos e tratamentos cardiovasculares. O projeto também contempla a construção de novas salas cirúrgicas, uma enfermaria coronariana e um prédio administrativo totalmente renovado. O centro de imagem será ampliado, e a unidade ganhará mais leitos destinados à enfermaria cirúrgica, respondendo à crescente demanda por atendimentos especializados. Entre as iniciativas planejadas para uma etapa futura, está a criação do Hospital da Mulher e da Criança, além de uma nova maternidade. Outro destaque é a previsão de implementar serviços de medicina nuclear, que permitirão diagnósticos mais precisos, seguros e individualizados — um avanço significativo para o município. Inaugurado em 2020 para atender exclusivamente pacientes com Covid-19, o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara passou por um processo de transformação ao longo dos últimos anos. Hoje, é uma das principais referências da cidade em cirurgias de diversas especialidades e no atendimento ao trauma. A expectativa da Prefeitura é concluir as obras do setor de hemodiálise até o fim de 2025. Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, a modernização reforça o compromisso do município com um atendimento mais robusto e de qualidade. “Esses investimentos consolidam uma rede de saúde mais forte e preparada para atender os moradores de Maricá. A Cidade da Saúde Dr. Ernesto Che Guevara passa a oferecer serviços fundamentais, como hemodiálise e hemodinâmica, o que garante um cuidado mais completo e próximo da população”, afirmou. A diretora-geral do hospital, Ana Paula Silva, destaca que a nova estrutura permitirá ampliar a capacidade de atendimento sem perder a qualidade que marca o trabalho da equipe. “A determinação do prefeito Washington Quaquá em expandir os serviços representa um salto importante para toda a rede municipal. Com as novas instalações e a chegada de atendimentos como a hemodiálise, teremos condições de acolher um número maior de pacientes, garantindo um cuidado humanizado e eficiente”, ressaltou. Com as obras em andamento, a Cidade da Saúde Dr. Ernesto Che Guevara se prepara para inaugurar uma nova fase, marcada pela ampliação de serviços, modernização de espaços e pela promessa de um atendimento cada vez mais resolutivo para a população de Maricá. Reprodução Rede social

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Maricá amplia oferta de Tai Chi Chuan para idosos com foco em saúde, equilíbrio e bem-estar

Foto: Anselmo Mourão Aulas gratuitas estimulam respiração, concentração e fortalecimento físico e emocional na Casa da Terceira Idade A rotina de quem frequenta a Casa da Terceira Idade, em Inoã, ganhou um novo impulso com as aulas de Tai Chi Chuan oferecidas pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas para a Terceira Idade. Voltadas exclusivamente para pessoas com 60 anos ou mais, as atividades têm se destacado pela proposta de unir movimento, respiração e atenção plena como ferramentas para melhorar a saúde e a qualidade de vida. A modalidade, de origem chinesa, segue conquistando os alunos ao combinar movimentos lentos, postura corporal e técnicas de meditação. Segundo os profissionais responsáveis, o Tai Chi Chuan é uma prática especialmente recomendada para quem deseja fortalecer a musculatura, melhorar a flexibilidade e aliviar dores musculares ou articulares, tudo de maneira leve e sem impacto. O professor Thiago Mangas destaca que o método traz benefícios que vão além do condicionamento físico.“Trabalhamos respiração, equilíbrio e força, mas também estimulamos a visão espacial, a confiança e a clareza mental. Muitas pessoas relatam sensação de leveza e felicidade após as aulas. Por ser uma prática suave, é ideal para quem sofre com dores articulares ou limitações posturais. A procura é sempre grande e as turmas costumam ficar cheias”, explica. Entre os alunos, o retorno tem sido igualmente positivo. Taurita, de 76 anos, moradora de Maricá há mais de três décadas, conta que encontrou no Tai Chi um espaço de acolhimento e cuidado.“É uma aula maravilhosa. Venho principalmente para aliviar as dores no corpo. A Casa da Terceira Idade é um projeto que cuida da gente com muito carinho. Além do Tai Chi, temos acompanhamento de enfermagem, psicólogos, terapeutas e uma série de atividades. É um programa muito importante”, afirma. Além do Tai Chi Chuan, a Casa da Terceira Idade dispõe de outras 36 atividades gratuitas, como dança, alongamento, hidroginástica, artesanato e oficinas culturais. As ações incentivam não apenas o bem-estar físico, mas também reforçam a socialização e o compartilhamento de experiências entre os participantes. Idosos com 60 anos ou mais podem se inscrever presencialmente. Para o cadastro, é necessário apresentar: Locais de funcionamento da Casa da Terceira Idade Centro de MaricáRua Clímaco Pereira, 269 – Centro BambuíRua 38, Lote 20 – Quadra 50 InoãRua 04, Quadra 15 – Lote 16B ItaipuaçuRua General Emir (antiga Rua 10), Jardim Atlântico Santa PaulaRua E, 867 – Setor B – Condomínio Santa Paula Fotos: Anselmo Mourão Fotos: Secretria da Terceira Idade

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