Mostra de Dança Inclusiva de Maricá abre inscrições até 30/11 para PCDs

Foto: Irma Lasmar Evento, que acontece no dia 3/12, convoca bailarinos de qualquer cidade fluminenseVão até o dia 30 de novembro as inscrições gratuitas para participar da Mostra de Dança Inclusiva de Maricá, que acontecerá no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) de Maricá a partir das 15h de 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Podem se inscrever PCDs de qualquer cidade, e não apenas maricaenses, em solo ou grupo, até 23h59 do próximo domingo. O link de inscrição (https://forms.gle/VSv4Zc4mkfwLaW7p8) está na bio do Instagram do renomado Grupo Inclusivo de Dança Expressar, responsável pela Mostra e também a atração de abertura. Fundado há cinco anos em Niterói e formado por bailarinos fluminenses com e sem deficiência, o grupo representará o Brasil em um festival na Argentina no final deste mês. “Esse projeto nasceu do meu desejo de ver a inclusão acontecendo de verdade. Escolhi esse formato de evento porque acredito que a arte é um grande instrumento de transformação. Como cadeirante e ativista na luta da pessoa com deficiência, venho levantando a bandeira da inclusão e atravessando todo arquétipo e capacitismo que ainda insistem em limitar e invisibilizar a nossa existência. Quero que cada pessoa que participe sinta que a dança é um espaço de encontro, liberdade e pertencimento, onde o corpo fala, o coração escuta e todos têm o mesmo direito de estar em cena”, explica Daniel Rangel, idealizador do projeto, aprovado no Edital de Cultura de Maricá. Diretor do Grupo Inclusivo de Dança Expressar e bailarino cadeirante, Daniel também é atleta de Pararremo Olímpico, sendo o segundo do Brasil na categoria Single Skiff PR1 e o primeiro do estado do Rio de Janeiro e de Maricá, além de atleta de corrida de rua. “Trago no corpo e na alma o movimento, seja nas águas, na dança ou nas pistas”, exclama. Os artistas inscritos deverão levar o laudo de comprovação da deficiência no dia da apresentação. A programação também contará com roda de conversa e intérprete de libras. “A intenção é oportunizar aos PCDs para que apresentem sua arte da melhor forma, proporcionando a eles e ao público uma tarde de inclusão, equidade e empatia”, afirma Thayrine Mesquita, também fundadora e coreógrafa do grupo. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp 21 97634-8661. Fotos: Irma Lasmar

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Maricá fortalece integração da nova companhia MARÉ com áreas de Turismo e Cultura

Foto: Bernardo Gomes Visitas a espaços culturais e turísticos marcaram o encontro, que alinhou ações conjuntas para o fortalecimento das políticas culturais da cidade A Prefeitura de Maricá deu mais um passo na consolidação da Maricá, Arte, Roteiros e Experiências (MARÉ), companhia voltada à gestão de projetos culturais e turísticos do município. Nesta terça-feira (25/11), representantes da empresa reuniram-se com as secretarias de Cultura; Utopias; e Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, estreitando a articulação institucional para futuras ações integradas. A agenda também incluiu visitas a equipamentos culturais estratégicos, como o museu Casa Darcy Ribeiro, em Cordeirinho, o Cine Henfil e o Mercado do Produtor, no Centro. A movimentação reforça uma das principais propostas da MARÉ: trabalhar de forma complementar às secretarias para ampliar as entregas culturais e turísticas da cidade. Uma companhia para somar, não substituir Presidente da nova companhia, Antônio Grassi destacou que a MARÉ chega para fortalecer — e não sobrepor — a estrutura já existente na gestão cultural. “A MARÉ não vem para desmontar nada. Atuamos como um braço executivo das secretarias, ampliando a capacidade de ação e a captação de recursos. Diferentemente das pastas, podemos propor projetos em leis de incentivo e operar bilheterias, o que cria novas possibilidades de financiamento. O importante é ressaltar que somos parceiros”, afirmou. O encontro marcou o segundo dia de trabalho da diretoria, que tem realizado diálogos com áreas estratégicas e visitas técnicas para mapear demandas e potencialidades. Turismo e Cultura alinhados ao desenvolvimento da cidade Durante a reunião, o secretário de Turismo, José Alexandre Almeida, reforçou a relevância da nova companhia no ecossistema cultural e turístico de Maricá. “Compartilhamos a experiência acumulada ao longo dos anos para que a MARÉ impulsione projetos que colocam a cidade em posição de destaque no Brasil e no exterior. A companhia já nasce com entregas expressivas, como o Natal Brasilidade, a Feira das Yabás e o Festival Somos Latinos. Cultura e turismo são pilares do desenvolvimento local, e a MARÉ nos ajudará a dar velocidade a esse crescimento”, avaliou. A comitiva também esteve no Cine Henfil, onde foi recebida pela equipe da Secretaria de Cultura e das Utopias, liderada pelo secretário Sady Bianchin. Sady destacou que a aproximação com a MARÉ reforça uma visão estratégica sobre identidade cultural. “Recebemos a equipe com entusiasmo. Essa parceria valoriza o saber local, mas também abre portas para o diálogo com o saber global que chega ao município. A cultura é um dos poucos campos onde deixamos de ser colônia, por isso sua valorização é fundamental”, pontuou. O que é a MARÉ e como ela atuará em Maricá A companhia nasce com um escopo abrangente, que engloba áreas como: Durante o encontro, foram apresentados o organograma e os fluxos internos que vão orientar a execução das políticas culturais e turísticas. A MARÉ também passa a absorver iniciativas antes conduzidas pela Codemar e pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), unificando esforços e ampliando a capacidade operacional do setor. Com esse alinhamento inicial, Maricá começa a estruturar um novo ciclo para o turismo e a cultura, apostando em gestão integrada, captação de recursos e fortalecimento da identidade local. Fotos: Bernardo Gomes

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Escravidão e Famílias Escravizadas em Maricá: um estudo de caso

Foto: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news Mulher de turbante, 1870. (imagem ilustrativa)Alberto Henschel – Brasiliana Fotográfica No artigo deste mês da Revista Aconteceu Maricá, o historiador Paulo César Pereira de Oliveira, membro do IGHAM, aborda um aspecto importantíssimo da escravidão do município de Maricá: a formação e a trajetória das famílias negras – tema, durante muito tempo, negligenciado pela historiografia nacional e internacional. O recorte temporal do estudo compreende o período de 1835 a 1850, momento em que Maricá vivenciou profundas transformações, marcadas por um expressivo crescimento econômico e aumento demográfico.A presença africana e crioula escravizada foi determinante desde os primórdios da colonização da região, intensificando-se ao longo do século XIX. Somente entre 1835 e 1850, a população negra cativa representava entre 47% e 50,5% de todos os habitantes de Maricá, alcançando, em 1850, seu ponto mais alto: 8.819 pessoas escravizadas. Esses números evidenciam a força do trabalho compulsório na estrutura produtiva local e a centralidade das experiências negras na construção da sociedade maricaense.O estudo deste artigo destaca a família da africana Rosa, escravizada pelo major e fazendeiro João José Pacheco. Veja o organograma da família. Como mostra o organograma acima, Rosa era mãe de seis filhos — Cândido, Ignacia, Maria, Antônio, Pedro e Francisca — todos batizados entre 1836 e 1843. A partir dos registros paroquiais, foi possível reconstruir não apenas essa estrutura familiar, mas também as relações de compadrio formalizadas durante o período.O organograma detalha a escolha cuidadosa de padrinhos e madrinhas: homens livres, alguns com posição social destacada, aliados à devoção às santas protetoras Nossa Senhora e Nossa Senhora do Amparo. Longe de um gesto aleatório, essa rede de alianças foi estrategicamente construída por Rosa para garantir proteção, apoio e, em certos casos, possibilidades futuras de alforria para seus filhos, projeto que concretizou nos batizados de seus seis filhos.No cativeiro, as mulheres — como Rosa — desempenharam papel central na manutenção da vida familiar e comunitária. Muitas reuniam pecúlio, negociavam com seus senhores e articulavam redes de solidariedade e proteção. Em inúmeros casos, eram elas que convenciam padrinhos, compadres e figuras influentes a interceder pelas crianças ou a contribuir em processos de libertação. A história de Rosa e de seus filhos é exemplo vivo dessa capacidade de organização, resistência e agência negra no interior de Maricá oitocentista. SOBRE O AUTOR:Paulo César Pereira de Oliveira é graduado em História pela Universidade Federal Fluminense, membro do IHGAM, com pesquisa sobre Escravidão e Famílias Negras, com foco no Município de Maricá.FONTESLivro de Batismo Misto (livres, libertos e cativos) da Freguesia de Nossa Senhora do Amparo de Maricá, 1835-1849.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASFREIRE, Jonis. Escravidão e Família Escrava na Zona da Mata Mineira Oitocentista. Tese (Doutorado em História), Unicamp, Campinas, São Paulo, 2009.FREITAS, Dermeval Marins de. Famílias Escravas na Freguesia de Santo Antônio de Sá/RJ, (1750-1808). Dissertação (Mestrado em História), UFF, Niterói, 2018.SLENES, Robert W. Na Senzala uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava, Brasil Sudeste, século XIX. São Paulo, editora Unicamp. 1999. Fotos: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news Fotos: Marc Ferrez/Colección Gilberto Ferrez/Acervo Instituto Moreira Salles) Vale do Paraíba 1885 site BBC news

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Qual a melhor dieta para perder peso de forma segura e saudável?

Imagens da Internet Dra Claudine Castro (Nutricionista) Quando falamos em emagrecimento e alimentação saudável, muitasvezes pensamos em planos alimentares rígidos, cheios de regras e restrições,porém a prática clínica e científica nos mostra que a realidade é bem diferente.A maioria das pessoas acham que para perder peso, basta fechar a bocae praticar mais exercício físico. Isso pode funcionar por um curto período, masnão a longo prazo.Quando alguém quer perder peso, deseja que isso aconteça rapidamente.Acredita que vai precisar passar fome e vê essa situação sob uma perspectivanegativa, fazendo com que opte por uma dieta que cause maior perda de pesoem menos tempo. As chamadas dietas restritivas.Essas dietas causam muito mais prejuízos do que se pode imaginar, tantono aspecto físico, fisiológico e psicológico, fazendo acreditar que a culpa por nãoperder peso é da própria pessoa e que ela não tem força de vontade.Porque dieta restritiva não é a melhor opção?Para realizarmos atividades básicas como caminhar, subir escadas,realizar atividades físicas, respirar, pensar, dormir, digerir, bombear sangue, seaquecer, nosso organismo queima energia, que chamamos de calorias.Ou seja, necessitamos de uma quantidade mínima de energia (calorias) que ocorpo gasta em repouso para manter funções vitais, como respiração,batimentos cardíacos e temperatura corporal, que chamamos de TMB ( taxametabólica basal).A TMB é o gasto energético necessário para manter o corpo vivo emrepouso absoluto.Ao seguir uma dieta restritiva, ingerindo menos do que necessita,deixando de fornecer ao corpo as calorias que ele precisa, ele entrará no modo“economia de energia”. Ele se ajustará para economizar energia e preservarreservas, tonando mais difícil o processo de emagrecimento.Isso se chama adaptação metabólica.O que é adaptação metabólica?Ao optar por dietas restritivas, o corpo se torna preguiçoso e se adapta aviver com menos energia (calorias), paralisando processos naturais de rotina,causando problemas de sono, cansaço, sente-se mais frio e sem disposição, etc.Acontece que, quando o indivíduo volta a ingerir as calorias na proporçãoanterior, o organismo enlouquece: sobram calorias, porque o corpo já estavaacostumado a viver com pouca energia. Assim, as calorias que sobram sãoarmazenadas em forma de gordura, gerando um ganho de peso muito maior.Além disso, todo esse tempo passando fome, sem ingerir os nutrientesessenciais e sem energia necessária, qualquer indivíduo se torna ansioso porcomer alimentos com alta carga energética, por ex. doces, ultraprocessados,frituras, a fim de preencher o vazio, o chamado efeito rebote. Recuperação dopeso perdido e com brinde de mais alguns Kg, pelos danos causados ao corpoe pela inflamação desencadeada.Consequências das dietas restritivas:Portanto com esse tipo de dieta, entramos num ciclo, do qual é difícil desair. Imagens da Internet

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Maricá abre Natal Brasilidade 2025 com show de cores, luzes e águas

Foto: Bernardo Gomes Primeira noite reuniu moradores entre Araçatiba, Itaipuaçu e Parque Nanci, com destaque para a Parada Iluminada Promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Maricá, Arte, Roteiro e Experiência (Maré), o Natal Brasilidade 2025 teve um primeiro dia de olhares encantados em um desfile temático e um show de cores, luzes e águas. Atividades e atrações foram realizadas em Itaipuaçu, Parque Nanci e Araçatiba. A abertura marca o início de uma das maiores celebrações natalinas do país, com um desfile temático, atrações culturais e um polo voltado ao artesanato maricaense e aos saberes tradicionais, valorizando produções locais e referências de origem indígena. A curadoria é de Milton Cunha. “Quero, antes de tudo, parabenizar e agradecer ao querido Milton Cunha por esse presente que ele entrega à cidade: um Natal que celebra a criatividade, a fé e a identidade brasileira”, avaliou o presidente da Maré, Antônio Grassi. Parada Iluminada e Águas DançantesO ponto alto do primeiro dia de atividades do Natal Brasilidades foi a Parada Iluminada, que lotou a orla de Araçatiba para ver o show com seis carros alegóricos e cerca de 600 moradores que compuseram uma apresentação baseada na história do Natal reinterpretada por elementos da cultura brasileira e das tradições maricaenses. “Era fundamental que Maricá apresentasse um Natal único no Brasil, capaz de mostrar ao país a criatividade, a força e a alegria do povo maricaense. Maricá não imita ninguém: é original, é singular. Quem visita o Natal Iluminado vem em busca justamente dessa energia que nasce do povo da cidade”, discursou Milton Cunha, antes de fazer uma explicação de todo o desfile. Em seguida, o público acompanhou o “Águas Dançantes”, espetáculo que transformou a lagoa em cenário cênico com combinações de luz, música, jatos d’água e efeitos visuais. Moradora do Parque Nanci, a professora Carla Menezes contou que todo ano assiste ao espetáculo, mas que ficou impactada com o show deste ano. “Eu venho ao Natal Iluminado todos os anos e sempre faço questão de assistir ao balé das águas. Mas, desta vez, está em outro nível, as telas na lagoa deram um ar mais moderno, tudo conversa: luz, música, água, os efeitos… ficou maravilhoso”, avaliou. Atividades em Itaipuaçu e Parque NanciA Casa do Papai Noel, montada na Praça dos Gaviões, funciona de quinta a domingo, das 14h às 22h, e ganhou uma leitura alinhada ao conceito do Natal Brasilidade. O espaço traz um Papai Noel negro e uma ambientação que remete a uma floresta tropical, com árvores, folhagens e flores coloridas, criando um cenário que se afasta do imaginário europeu tradicional e aproxima a decoração de referências brasileiras. Já no Parque Nanci, um parque de diversões instalado especialmente para o período reúne atrações para todas as idades, como carro bate-bate, roda-gigante, pista de patinação no gelo, carrossel e brinquedos variados. O local também abriga um palco em formato de navio, que receberá shows de artistas da cidade, os ‘Pratas da Casa’. A ideia é transformar o espaço em um dos pontos mais movimentados da programação. “Ter tudo isso aqui no Parque Nanci já é um presente de Natal! Minha filha adorou o parque. Com certeza, a gente vai voltar aqui muitas vezes. E tudo muito organizado. Foi bem fácil conseguir usar os brinquedos”, disse Thayná Souza, de 24 anos, na fila do carrossel com a filha de 4 anos. A programação segue até 6 de janeiro, sempre de quinta a domingo, das 14h às 21h. O acesso a brinquedos e demais ativações requer agendamento prévio pelo link disponibilizado pela organização: https://bit.ly/4obIirB/. Natal Brasilidade 2025O evento está distribuído por sete bairros – Araçatiba, Parque Nanci, Itaipuaçu, Flamengo, Ponta Negra, Centro e Camburi – com atividades para toda a família, incluindo desfiles, instalações imersivas, iluminação especial, pista de patinação, roda gigante, Casas do Papai Noel, parque temático no Parque Nanci e áreas interativas. A cenografia de 2025 é inspirada em elementos orgânicos ligados à água, pesca e artesanato tradicional. O Parque Nanci recebeu ambientação lúdica que dialoga com a história local e com o tema central do evento. Às quintas-feiras, das 9h às 12h, o espaço terá funcionamento exclusivo para turmas da rede municipal, oferecendo visitas guiadas como parte das ações sociais previstas. Fotos de: Bernardo Gomes, Clarildo Menezes e Julios Costa

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