Foto: Elsson Campos
Campanha destaca a importância da denúncia e evidencia os serviços de acolhimento disponíveis para mulheres vítimas de violência no município
O Agosto Lilás representa um importante momento de conscientização sobre o enfrentamento da violência contra a mulher em todo o país. No entanto, a realidade enfrentada por muitas vítimas mostra que o problema não tem data nem período específico para acontecer. Por isso, a rede de proteção criada em Maricá funciona durante todo o ano, oferecendo acolhimento, orientação e atendimento especializado.
Além de promover campanhas educativas, o município mantém uma estrutura voltada para garantir segurança e assistência às mulheres que precisam de ajuda para romper o ciclo da violência.
Grupamento Maria da Penha atua no atendimento e na prevenção
Em Maricá, uma das principais ferramentas de combate à violência contra a mulher é o Grupamento Maria da Penha (GMAP), da Guarda Municipal. A equipe atua no atendimento das ocorrências, no acompanhamento das vítimas e no desenvolvimento de ações preventivas.
Os números registrados em 2026 demonstram a importância desse trabalho. Somente no primeiro semestre, o grupamento realizou 376 atendimentos, prestando assistência a 299 mulheres e conduzindo 19 agressores à delegacia.
Em 2025, o total de ocorrências atendidas chegou a 638.
Segundo a comandante do GMAP, Ana Aretuza, o trabalho desenvolvido pela equipe vai muito além da resposta imediata às denúncias.
“O nosso trabalho não termina quando a ocorrência é encerrada. Existe um acompanhamento contínuo, com orientação e acolhimento. A principal mensagem é que nenhuma mulher está sozinha e que a rede de proteção está preparada para ajudá-la”, destacou.
Além disso, durante o Agosto Lilás, as equipes intensificam as ações educativas em escolas, unidades de saúde e espaços públicos, ampliando o diálogo sobre a prevenção da violência e os direitos das mulheres.
Casa da Mulher oferece apoio jurídico, psicológico e social
Outro importante ponto de acolhimento em Maricá é a Casa da Mulher Heloneida Studart, localizada na região central da cidade.
No local, as vítimas encontram atendimento jurídico, psicológico e assistência social. O objetivo é garantir um acompanhamento completo, oferecendo informações sobre os direitos das mulheres e orientando cada etapa do processo de proteção.
Ao mesmo tempo, a Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres coordena diferentes iniciativas para fortalecer a rede de atendimento e ampliar o acesso aos serviços especializados.
Sala Lilás amplia o atendimento humanizado em Inoã
No bairro de Inoã, a Sala Lilás, instalada na Unidade de Saúde da Família Inoã 2, oferece um atendimento humanizado para mulheres, crianças, adolescentes e pessoas da comunidade LGBTQIA+ que tenham sofrido algum tipo de violência.
O espaço foi criado para proporcionar um acolhimento mais sensível e adequado, inclusive durante procedimentos relacionados à perícia médica.
De acordo com a secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, Ingrid Bastos, o fortalecimento dessa rede é fundamental para garantir proteção e autonomia às vítimas.
“A Lei Maria da Penha representa um grande avanço, e nosso trabalho é fortalecer diariamente essa estrutura para que cada mulher encontre o apoio necessário para reconstruir a própria vida e romper definitivamente com a violência”, afirmou.
Saiba onde pedir ajuda em Maricá
Grupamento Maria da Penha (GMAP)
Telefone: 153
Atendimento: 24 horas
Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP)
WhatsApp: (21) 96809-1516
Central de Atendimento à Mulher
Telefone: 180
Atendimento nacional e anônimo
Casa da Mulher Heloneida Studart
Endereço: Rua Vereador Luiz Antônio da Cunha, nº 50, Centro
Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Telefone: (21) 99107-9691
Outros pontos de atendimento
As mulheres também podem procurar o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e qualquer unidade de saúde do município.

