História e devoção: Renata Gama lança obra sobre igreja de Niterói na Bienal 2025 no RJ

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Livro resgata a história da Igreja Nossa Senhora da Conceição, marco religioso e cultural de Niterói

A arquiteta urbanista, escritora e pesquisadora Renata Aymoré Gama é um dos destaques da Bienal do Livro 2025, com o lançamento do livro Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição — 350 anos de fé e bênçãos. A publicação narra a trajetória da histórica igreja localizada no Centro de Niterói, um dos mais antigos templos religiosos do Estado do Rio de Janeiro. A obra está disponível no estande do Grupo Gaia, no Pavilhão 4, Q48, no Riocentro.

O livro foi oficialmente lançado em 8 de dezembro de 2024, durante missa solene comemorativa dos 350 anos da Arquiconfraria, celebrada por Dom Paulo Alves Romão, bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói. A edição conta com prefácio de Dom Alano Maria Pena, arcebispo emérito da cidade, e apresentação de Bruno Gramigna, arquiteto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), especialista em igrejas históricas brasileiras.

Renata Aymoré Gama é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em Meio Ambiente pela Universidade Candido Mendes e pós-graduação em Educação Patrimonial em andamento, pelo IPN. Atua como servidora pública concursada na Prefeitura de Maricá desde 2011, e é a atual presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá (IHGAM).

Com uma trajetória dedicada à valorização do patrimônio histórico e ambiental do Leste Fluminense, Renata se destaca também como fotógrafa premiada, palestrante e professora de Arte Sacra. Foi responsável por importantes exposições, como “Maricá Natural”, na APA das Serras de Maricá, e “Caminhos de Darwin”, realizada na Fazenda Itaocaia em parceria com o biólogo Marcus Lacerda.

É cofundadora de diversos institutos históricos regionais, como o de Itaboraí, Rio Bonito e São Gonçalo, e desde 2021 integra o Conselho Estadual de Tombamento do INEPAC como membro de notório saber. Em 2023, fundou o IHGAM, primeiro instituto histórico do Brasil a incluir uma categoria mirim, presidida por Miguel Ângelo Padilha Marques, então com apenas 11 anos. Ambos foram agraciados em 2024 com a Medalha Ennio Candotti de Divulgação Científica, concedida pelo LABACIENCIAS da UFF e pela FAPERJ.

Renata também é coautora de diversas publicações acadêmicas e obras coletivas, como Itaboraí e a Independência do Brasil, Jardim Botânico de Niterói: um século de história e meio ambiente, Atlas Escolar de Maricá, Ciência para Ouvir (e Ler) e Maricá Cidade da Gente volumes 1 e 2. Sua produção inclui ainda artigos sobre memória, arquitetura e meio ambiente, publicados em revistas científicas e colunas fixas nos veículos Revista Maricá Já e Portal Aconteceu Maricá, ambos em parceria com outros pesquisadores e historiadores locais.

Ativa nas redes sociais, especialmente no Instagram, Renata compartilha registros fotográficos e vídeos de seu trabalho, promovendo o conhecimento histórico de forma acessível e envolvente. Seu engajamento a posiciona como uma importante voz na difusão da cultura e da preservação patrimonial no estado do Rio de Janeiro.

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