acinação cresce 41% em Maricá e marca avanço histórico na saúde pública

Mais de 140 mil doses foram aplicadas no primeiro semestre de 2025; ações descentralizadas e ampliação de horários garantiram maior cobertura vacinal A cidade de Maricá deu um salto significativo na área da saúde preventiva. No primeiro semestre de 2025, o município registrou um crescimento de 41% no número de doses de vacinas aplicadas em comparação ao mesmo período do ano anterior. De janeiro a junho, foram administradas 142.217 doses, contra 100.633 no mesmo intervalo de 2024. Esse resultado expressivo é fruto de uma série de medidas adotadas pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, que intensificou a cobertura vacinal nos quatro distritos da cidade. A estratégia passou pela descentralização do serviço, ampliação dos horários de atendimento e pela oferta de vacinas tanto de rotina quanto de campanhas específicas. Mais acesso, mais proteção A Vigilância em Saúde de Maricá coordenou uma série de mobilizações que incluíram ações itinerantes e a aplicação de vacinas previstas no Calendário Nacional, além daquelas voltadas para a gripe e a Covid-19. Servidores municipais também foram contemplados pelas campanhas, que ajudaram a aumentar a adesão à imunização. Atualmente, todas as Unidades de Saúde da Família (USF) oferecem vacinação de segunda a sexta-feira. Como reforço, quatro unidades passaram a funcionar também aos sábados, das 8h ao meio-dia, com a aplicação de vacinas de rotina, contra Influenza e Covid-19. As unidades com atendimento aos fins de semana estão localizadas nos bairros de Flamengo, Jardim Atlântico, Inoã e Cordeirinho. Compromisso com a prevenção O secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, destacou o empenho coletivo que resultou no avanço dos números. Segundo ele, o aumento nas aplicações não é apenas estatístico, mas representa um avanço no cuidado à população. “Esse crescimento de 41% mostra o quanto estamos comprometidos com a prevenção. É resultado do trabalho incansável das nossas equipes da Vigilância em Saúde e das unidades de atendimento. São números que traduzem proteção e qualidade de vida”, afirmou. A superintendente da Vigilância em Saúde, Daniella Bittencourt, reforçou que o marco alcançado reflete uma gestão eficiente e próxima da população. “Mais de 142 mil doses aplicadas em apenas seis meses mostram que as estratégias estão funcionando. Isso fortalece a confiança da população no SUS e na vacinação como uma ferramenta essencial de proteção coletiva”, pontuou. Onde se vacinar em Maricá A vacinação está disponível em diversas unidades espalhadas por todo o município. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, e em quatro USFs também aos sábados. Confira os endereços e horários: Atendimento de segunda a sexta-feira (majoritariamente das 8h às 17h ou até 19h em algumas unidades): Atendimento aos sábados (8h às 12h):

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Maricá amplia acesso à saúde ocular com mais de 19 mil atendimentos no Hospital Che Guevara em apenas 50 dias

Foto: Julio Silva Novo serviço oferece exames e cirurgias oftalmológicas com tecnologia avançada e acolhimento humanizado A cidade de Maricá tem dado um salto significativo na saúde pública, especialmente no cuidado com a visão. Em apenas 50 dias de funcionamento, o novo serviço de oftalmologia do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, localizado em São José do Imbassaí, já realizou mais de 19 mil atendimentos. Foram 16.128 exames oftalmológicos e 3.209 procedimentos entre cirurgias e tratamentos ambulatoriais — números que demonstram o impacto direto e imediato na vida dos moradores. Inaugurado em 13 de maio, o serviço surgiu como resposta à crescente demanda por cuidados especializados com os olhos, incluindo casos de catarata, pterígio e calázio. Os agendamentos são realizados exclusivamente por meio da Central de Regulação do município, garantindo organização e priorização dos casos mais graves, conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os exames oferecidos estão procedimentos de alta precisão, como ceratometria, tonometria, biometria ultrassônica, paquimetria, microscopia especular da córnea e testes de potencial de acuidade visual. Tudo isso aliado a uma abordagem técnica moderna e, ao mesmo tempo, calorosa e acolhedora — marca registrada da atual política de saúde do município. Atenção humanizada e acesso democratizado A porta de entrada para esse atendimento é a Unidade de Saúde da Família (USF) da área de residência de cada paciente. Ao identificar a necessidade de acompanhamento oftalmológico, a equipe insere a solicitação no sistema da Central de Regulação. Assim, cada caso é analisado com atenção, respeitando os critérios de urgência e a ordem de chegada. Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, o avanço representa mais do que números: é qualidade de vida. “Esse serviço vem mudando a realidade de quem precisa do SUS. Estamos oferecendo dignidade, acesso e cuidado. É a saúde pública cumprindo seu papel de forma eficiente e humana.” A diretora-geral do hospital, por sua vez, destaca o cuidado em cada etapa do atendimento. “Aqui, os pacientes não são apenas números em uma fila. Nosso foco é oferecer uma experiência acolhedora, com estrutura de ponta e profissionais preparados. Tudo isso graças ao compromisso da gestão municipal em manter a excelência no atendimento à população.” Projeto Cidade da Saúde: o futuro já começou Os investimentos no Hospital Che Guevara não param por aí. A Prefeitura já deu início às obras da primeira etapa da “Cidade da Saúde Dr. Ernesto Che Guevara”, um projeto ambicioso que vai transformar ainda mais a rede pública municipal. A ideia é ampliar a capacidade de atendimento com a inclusão de serviços como hemodiálise e hemodinâmica — fundamentais para pacientes renais e com problemas cardiovasculares. Entre as novas estruturas previstas estão: Além disso, está no planejamento a construção do Hospital da Mulher e da Criança, com maternidade, e a implementação de serviços de medicina nuclear, que trarão tecnologia de ponta para diagnósticos genéticos e individualizados. Vale destacar que o Hospital Che Guevara não realiza atendimentos por demanda espontânea. Todos os pacientes chegam por agendamento via Central de Regulação, em transporte sanitário terrestre ou aéreo. As unidades responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência por livre procura continuam sendo o Hospital Conde Modesto Leal (Centro), a UPA de Inoã e a UPA Municipal de Santa Rita (Itaipuaçu). Fotos: Julio Silva

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Julho Amarelo: Maricá amplia ações de prevenção às hepatites virais com testagens, vacina e orientação nas unidades de saúde

Campanha destaca os cuidados essenciais contra doenças silenciosas que afetam o fígado e promove atividades informativas durante todo o mês O mês de julho chegou com um importante alerta para a saúde pública: a luta contra as hepatites virais. Em Maricá, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, reforça o compromisso com a prevenção, diagnóstico precoce e orientação à população sobre essas doenças que, muitas vezes, se desenvolvem de forma silenciosa, mas podem causar sérias complicações, como cirrose e câncer no fígado. Durante a campanha do Julho Amarelo, os moradores podem contar com uma série de serviços gratuitos, como testes rápidos para hepatites B e C, oferecidos nas Unidades de Saúde da Família (USF) e no Serviço de Atendimento Especializado (SAE), ao lado do aeroporto de Araçatiba. Já no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Hospital Municipal Conde Modesto Leal, os testes estão disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana. Vacinação é aliada fundamental na prevenção Além da testagem, as unidades também estão aplicando vacinas contra as hepatites A e B. A dose contra a Hepatite A é indicada para crianças de 15 meses a até 4 anos, 11 meses e 29 dias, especialmente aquelas que ainda não foram imunizadas. Já a vacina contra a Hepatite B está disponível para todas as faixas etárias, sendo especialmente importante para quem ainda não completou o esquema vacinal. A iniciativa faz parte da estratégia de enfrentamento da doença, promovendo o acesso à imunização e incentivando a prevenção desde a infância até a vida adulta. Como se proteger das hepatites virais? A prevenção vai muito além das vacinas. Algumas formas de transmissão – como nas hepatites C, D e E – não contam com imunização, por isso, os cuidados diários são indispensáveis. Entre as práticas recomendadas estão: Essas medidas simples podem fazer toda a diferença para evitar a contaminação. Um olhar atento à saúde coletiva Para o secretário municipal de Saúde, o Julho Amarelo é mais do que uma campanha: é um chamado à consciência e ao cuidado com o outro. “A prevenção e o diagnóstico precoce são nossas principais armas contra as hepatites virais. Testar, vacinar e orientar a população são atitudes que salvam vidas. Quando nos protegemos, protegemos também quem está ao nosso redor”, destacou. Mobilização nas unidades de saúde Ao longo do mês, todas as USFs e o SAE estarão envolvidos em uma programação especial, com salas de espera temáticas, rodas de conversa, esclarecimento de dúvidas e outras atividades voltadas à conscientização. As ações são direcionadas tanto aos pacientes das unidades quanto à população atendida regularmente por esses serviços. Para participar ou buscar mais informações, os moradores devem procurar a USF de referência de sua região.

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Maricá orienta a população sobre mudanças na vacinação contra a meningite

Foto: Reprodução da Internet Crianças com 12 meses de vida passam a receber uma dose da ACWY como reforço A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, informa a população sobre as modificações no esquema vacinal contra a meningite no município, que seguem as novas orientações do Ministério da Saúde. Com isso, as crianças, ao completarem 12 meses de vida, precisam receber a dose de reforço com a vacina ACWY, que oferece proteção aos principais sorogrupos da bactéria que provoca a doença, dos tipos A, C, W e Y. Anteriormente, essa faixa etária recebia o reforço com a vacina meningocócica C. A partir dessa alteração, o esquema de vacinação completo contra a meningite passa a ser composto por duas doses da vacina meningocócica C, aplicadas aos 3 e aos 5 meses de vida; além de um reforço com a ACWY aos 12 meses. Em outra frente, entre os 11 e 14 anos, é indicada a aplicação da vacina ACWY em dose única ou como um novo reforço, de acordo com o histórico vacinal da criança ou adolescente. A imunização contra a meningite segue em todas as Unidades de Saúde da Família (USF) da cidade. É importante lembrar que as crianças que receberam anteriormente duas doses da vacina meningocócica C e a dose de reforço desse imunizante não precisam receber a ACWY. Nesses casos, a vacinação contra a meningite é considerada completa, não sendo necessária outra dose. O secretário de Saúde, Marcelo Velho, ressaltou a importância do reforço com a vacina ACWY para fortalecer a proteção contra a meningite. “A aplicação da vacina ACWY para crianças aos doze meses é um avanço importante na proteção contra a meningite. Essa medida fortalece a imunidade dos pequenos em uma fase decisiva do desenvolvimento. Nosso compromisso é garantir que cada criança tenha acesso a cuidados de qualidade desde cedo e a vacinação faz parte disso, um ato que salva vidas”, afirmou. Vacinação fortalecida no município Em Maricá, a imunização de toda a população é uma prioridade, incluindo as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação e as relacionadas a campanhas específicas desenvolvidas na cidade. Somente entre março e junho de 2025, foram aplicadas mais de 70 mil doses de vacinas no município, o que é resultado do empenho contínuo para a prevenção de doenças entre os moradores. Em adição a isso, Maricá ampliou o acesso às vacinas com a abertura de quatro Unidades de Saúde da Família (USF) aos sábados, das 8h ao meio-dia: Elenir Umbelino de Mello (Flamengo), Marinelândia (Cordeirinho), Chácara de Inoã e Jardim Atlântico (Itaipuaçu). Com isso, os moradores podem receber vacinas de rotina e específicas, como contra a Influenza (gripe) e Covid-19, nos quatro distritos da cidade em um dia que facilita o comparecimento às unidades. Endereços das Unidades de Saúde da Família Segunda a sexta-feira: – USF Central: Rua Clímaco Pereira, 241, Centro. (8h às 19h) – USF Jardim Atlântico: Rua 36 (esquina com a Rua 53), lote 01, quadra 206. (8h às 19h) – USF Marinelândia: Rua 09, quadra 15, Cordeirinho. (8h às 17h) – USF Chácara de Inoã: Rodovia Amaral Peixoto, km 16, ao lado do Polo Mania, Inoã. (8h às 17h) – USF Inoã 1: Rua Caio de Figueiredo (travessa CIEP), s/n. (8h às 17h) – USF Inoã 2: Rodovia Amaral Peixoto, km 14 (ao lado do DPO). (8h às 19h) – USF Mumbuca: Rua Hipólito de Abreu Rangel, s/n. (8h às 19h) – USF Santa Paula: Estrada de Cassorotiba, s/n. (8h às 17h) – USF Carlos Alberto Soares de Freitas: Rua 23, quadra 29, lote 06, Bosque Fundo, Inoã. (8h às 17h) – USF Carlos Marighella: Rua Áustria, s/nº, condomínio MCMV de Itaipuaçu. (8h às 17h) – USF Santa Rita: Rua 36, quadra 433 (esquina com Rua 83), Jardim Atlântico Leste, Itaipuaçu. (8h às 17h) – USF Recanto: Rua Engenheiro Domingos Barbosa, s/n, Itaipuaçu. (8h às 17h) – USF São José 1: Rua 18, s/n, loteamento Jardim Ouro Mar. (8h às 17h) – USF São José 2: Estrada da Cachoeira, s/n. (8h às 19h) – USF Elenir Umbelino de Mello (Enfermeira Billú): Rua Ary Spindola, quadra A, lote 352, Flamengo. (8h às 17h) – USF Itaipuaçu (Barroco): Rua Getúlio Vargas (antiga Rua 2), lote 13, quadra 4, casa 2, Itaipuaçu. (8h às 17h) – USF Bambuí: Avenida do Contorno, s/n. (8h às 17h) – USF Retiro: Estrada do Retiro, s/n. (8h às 17h) – USF Ponta Grossa: Rua Irineu Ferreira Pinto, s/n. (8h às 17h) – USF Bairro da Amizade: Rua Eliete Rocha Santos (Rua 53), lote 31, quadra 91. (8h às 17h) – USF Guaratiba: Estrada Beira da Lagoa, s/n. (8h às 17h) – USF Barra: Rua Ernani Manoel Soares (antiga Rua 04), lote 03, quadra 0, Divineia. (8h às 17h) – USF Espraiado: Rua Gualberto Batista de Macedo, s/n. (8h às 17h) – USF Ubatiba: Avenida Niterói, s/n. (8h às 17h) – USF ACS Nathan da Silva Noronha Figueiredo (Saco das Flores): Rua 75 (esquina com a Rua 73), Saco das Flores. (8h às 17h) – USF Itaocaia Valley: Rua Tocantins, s/n, próximo à Escola Municipal Rita Sampaio Cartaxo, Itaipuaçu. (8h às 17h) – USF Ponta Negra: Estrada Um, s/n, Ponta Negra. Próximo à Ponte Senador Paulo Duque. (8h às 17h) – USF Josefa Xavier Leal – São Bento da Lagoa: Rua Alcides Francisco da Cruz (esquina com a Rua Dezessete de Novembro), s/n, loteamento Praia de Itaipuaçu (8h às 19h) Sábados: – USF Jardim Atlântico: Rua 36 (esquina com a Rua 53), lote 01, quadra 206. (8h às 12h) – USF Elenir Umbelino de Mello (Enfermeira Billú): Rua Ary Spindola, quadra A, lote 352, Flamengo. (8h às 12h) – USF Marinelândia: Rua 09, quadra 15, Cordeirinho. (8h às 12h) – USF Chácara de Inoã: Rodovia Amaral Peixoto, km 16, ao lado do Polo Mania, Inoã. (8h às 12h)–

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Cuidado e autonomia: Maricá amplia acesso a métodos contraceptivos de longa duração para públicos prioritários

Foto: Thamyris Mello Implantes e DIU hormonal são oferecidos gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família, promovendo dignidade e saúde reprodutiva a quem mais precisa A Prefeitura de Maricá deu mais um passo importante na promoção da saúde reprodutiva ao oferecer gratuitamente métodos contraceptivos de longa duração a públicos prioritários atendidos pelas Unidades de Saúde da Família (USF). A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, foi celebrada com um evento no Centro Materno Infantil, que marcou oficialmente a inserção do implante contraceptivo (Implanon) e do DIU hormonal (SIU de Levonorgestrel, conhecido como Mirena) na rede pública municipal. A ação busca garantir autonomia e segurança para pessoas em situação de maior vulnerabilidade, seguindo os critérios técnicos estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quem pode receber os métodos? Os métodos são direcionados a grupos específicos, conforme avaliação clínica. O DIU hormonal, por exemplo, é indicado a mulheres e homens trans que tenham histórico de obesidade, tenham realizado cirurgia bariátrica, enfrentem sangramento uterino anormal em tratamento ou que não possam utilizar terapias hormonais à base de estrogênio. Já o implante subdérmico é voltado a adolescentes de 15 a 17 anos em vulnerabilidade social, mulheres e homens trans com transtornos mentais severos, pessoas vivendo com HIV ou que não tenham se adaptado a outros métodos contraceptivos. A proposta é assegurar um planejamento reprodutivo seguro e acessível para quem enfrenta barreiras no sistema de saúde privado. Um cuidado que transforma vidas Durante o evento, Maria Luiza Freitas, de 28 anos, moradora da Mumbuca, foi uma das primeiras a receber o implante gratuitamente. “Eu nunca conseguiria pagar por isso em uma clínica particular. Poder fazer aqui, de graça, e ainda com todo esse cuidado, foi maravilhoso. O procedimento foi rápido e indolor”, compartilhou, emocionada. O secretário de Saúde, Marcelo Velho, também esteve presente e destacou a importância da iniciativa. “Estamos falando de um avanço concreto na saúde pública. Os métodos de longa duração são altamente eficazes e proporcionam mais autonomia às pessoas sobre seus corpos. Estamos garantindo acesso e dignidade”, afirmou. Como acessar os métodos? Quem estiver dentro dos critérios estabelecidos deve procurar a Unidade de Saúde da Família da sua região. Lá, passará por atendimento com a equipe multiprofissional, que orientará sobre o planejamento reprodutivo e, caso haja indicação clínica, fará o encaminhamento para a inserção do método. Pessoas que já estejam cadastradas e na fila de espera serão chamadas para agendamento nas próximas semanas. Além do DIU hormonal e do implante, o município também oferece o DIU de cobre — método sem hormônio e indicado para o público em geral — disponível nas unidades básicas de saúde. Entenda como funcionam os métodos O DIU hormonal é um pequeno dispositivo em formato de “T” que libera continuamente o hormônio levonorgestrel no útero. Ele age reduzindo a espessura do endométrio, o que impede a gravidez. Tem duração de até 5 anos e pode ser retirado a qualquer momento. Além disso, auxilia no controle de cólicas e sintomas relacionados à endometriose, sem interferir nas relações sexuais. Já o implante subdérmico é um bastonete fino inserido sob a pele do braço, liberando gradualmente o hormônio etonogestrel. Sua eficácia se mantém por até 3 anos e, assim como o DIU, pode ser removido quando necessário. É uma excelente alternativa para quem não se adapta a pílulas diárias ou não pode usar estrogênio. Conclusão Com essa política de cuidado ampliado, Maricá reafirma seu compromisso com a saúde pública inclusiva, garantindo que mulheres, adolescentes e pessoas trans em condições vulneráveis tenham acesso a métodos eficazes, seguros e gratuitos. Um avanço que vai muito além da prevenção: trata-se de oferecer escolha, respeito e dignidade. Fotos: Thamyris Mello

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Oficina fortalece acolhimento e aproxima agentes comunitários de saúde da população em Maricá

Capacitação oferecida pela Secretaria de Saúde busca aprimorar o atendimento nas Unidades de Saúde da Família e promover vínculos mais humanos entre profissionais e comunidade Na última terça-feira (3), a cidade de Maricá deu mais um passo importante para fortalecer sua rede de cuidados em saúde pública. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde, foi promovida uma oficina voltada para agentes comunitários de saúde, com o tema “Acesso e Acolhimento na Atenção Primária”. O encontro aconteceu no bairro Condado e reuniu profissionais dos quatro distritos do município. O objetivo principal foi qualificar ainda mais o trabalho desses profissionais que atuam na linha de frente das 28 Unidades de Saúde da Família (USF). Esses espaços são a primeira porta de entrada da população aos serviços oferecidos pela rede municipal, e contar com equipes preparadas faz toda a diferença no cuidado com cada morador. Além da capacitação técnica, a oficina reforçou a importância da escuta ativa, do acolhimento sensível e da valorização dos vínculos com a comunidade. Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, investir continuamente na formação dos agentes é essencial para uma atenção primária mais eficiente e humanizada. “É com profissionais bem preparados que conseguimos oferecer um cuidado mais próximo, humano e resolutivo. Essa qualificação constante ajuda a criar um elo de confiança com a população e torna nossos serviços mais acessíveis e efetivos”, destacou. A subsecretária de Promoção e Atenção Primária à Saúde, Regina Ferreira, também ressaltou que essa ação está entre as prioridades da gestão. Para ela, ouvir e acolher de forma qualificada é parte essencial do cuidado. “Capacitar nossos agentes é garantir que cada morador se sinta visto e bem recebido. São eles que estão todos os dias nos territórios, escutando, orientando e encaminhando. Esse trabalho precisa ser valorizado e fortalecido constantemente”, afirmou. Para Natália da Cruz, agente comunitária da USF Central, a oficina foi uma oportunidade de troca e crescimento profissional. “É nesses momentos que a gente aprende ainda mais. A escuta qualificada, o acolhimento, a empatia… tudo isso faz diferença no nosso dia a dia com os usuários. É uma forma de cuidar com mais carinho e atenção”, compartilhou. Transformações na Atenção Primária em Maricá A oficina integra um plano mais amplo de reestruturação e valorização da Atenção Primária em Saúde no município. Além das capacitações, as unidades estão passando por melhorias estruturais, ampliação de equipes e expansão da rede, com a criação de novos pontos de atendimento. Um exemplo disso é a recém-inaugurada Unidade de Saúde da Família Josefa Xavier Leal, no bairro São Bento da Lagoa, em Itaipuaçu. Entregue no final de maio, a unidade oferece uma infraestrutura completa com consultórios médicos, salas para vacinação, saúde bucal, curativos e procedimentos. Quatro equipes de saúde da família atuam no local de segunda a sexta-feira, junto com uma equipe multiprofissional composta por fisioterapeuta, psicóloga, educador físico e assistente social. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Maricá com a saúde pública de qualidade, acessível e centrada nas pessoas — começando pelo fortalecimento do vínculo entre quem cuida e quem é cuidado.

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