Vigilância Sanitária de Maricá reforça canais para denúncias e promove ações educativas nos comércios locais

Moradores podem colaborar com a fiscalização sanitária usando WhatsApp ou e-mail, fortalecendo a segurança alimentar e o bem-estar coletivo Você sabia que qualquer cidadão pode ajudar a manter Maricá mais segura e saudável? A Vigilância Sanitária, ligada à Secretaria Municipal de Saúde, está de portas abertas para receber denúncias sobre irregularidades em comércios da cidade. É um trabalho conjunto, que só ganha força quando conta com a participação ativa da população. Se você presenciar ou desconfiar de alguma infração sanitária — como alimentos mal armazenados, falta de higiene ou qualquer outro problema — pode acionar o órgão por dois canais diretos: o WhatsApp (21) 99898-3419 ou o e-mail [email protected]. A partir daí, a equipe técnica inicia a apuração do caso e toma as medidas cabíveis. Fiscalização que protege A rotina da Vigilância Sanitária é intensa: diariamente, os profissionais percorrem os quatro distritos do município para garantir que as normas sanitárias estejam sendo cumpridas. Esse trabalho inclui desde o licenciamento de estabelecimentos até o monitoramento de boas práticas no preparo e na conservação de produtos. O principal objetivo? Reduzir riscos à saúde pública e promover qualidade de vida. Para isso, não basta apenas fiscalizar. Informar e orientar também fazem parte da missão. Educação como ferramenta de prevenção Além das fiscalizações, a Vigilância Sanitária tem investido em ações educativas voltadas aos comerciantes e à população em geral. Recentemente, por exemplo, o órgão marcou presença nas Feiras da Agricultura Familiar em Araçatiba e Itaipuaçu, onde distribuiu materiais informativos e conversou diretamente com os feirantes sobre boas práticas de higiene e manipulação de alimentos. Essas atividades têm o intuito de conscientizar, não apenas punir. Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária de Maricá, William Lima, o papel do órgão vai além da fiscalização. “Nosso trabalho é garantir que os produtos oferecidos à população estejam dentro dos padrões de qualidade e segurança. Mais do que apontar erros, queremos prevenir problemas e levar informação que possa transformar hábitos”, destacou. Participação que faz a diferença O secretário de Saúde, Marcelo Velho, reforçou que a contribuição dos moradores é essencial. “Cada denúncia recebida é uma oportunidade de agir antes que um problema se torne algo mais grave. A Vigilância Sanitária tem esse papel de proteger, orientar e fiscalizar, mas o apoio da comunidade é o que torna esse trabalho realmente efetivo”, afirmou. Como denunciar? Se você notar qualquer irregularidade sanitária em um estabelecimento comercial de Maricá, entre em contato pelos canais oficiais: 📱 WhatsApp: (21) 99898-3419📧 E-mail: [email protected] Sua participação é fundamental para uma cidade mais segura, saudável e consciente.

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Com empatia e respeito, Maricá intensifica apoio a pessoas em situação de rua

Ações integradas entre secretarias buscam garantir o retorno seguro de cidadãos aos seus lares, com acolhimento, escuta qualificada e preservação da dignidade Entre os dias 1º e 8 de maio, a Prefeitura de Maricá deu um importante passo no cuidado com pessoas em situação de rua. Em uma força-tarefa que envolveu as secretarias de Assistência Social e Cidadania, Governo e Segurança, 17 pessoas foram encaminhadas de volta às suas cidades de origem, num movimento que vai muito além da simples locomoção: trata-se de um gesto de escuta, acolhimento e dignidade. Dessas 17 pessoas, quatro retornaram a Brasília, três para São Paulo, duas para Minas Gerais, uma para o Espírito Santo, uma para o Rio Grande do Sul, uma para a Paraíba e outras cinco para municípios do próprio estado do Rio de Janeiro. Cada caso foi tratado com atenção individualizada, respeitando o desejo e a história de vida de cada pessoa envolvida. “O que realizamos é um trabalho profundamente humano. Ninguém é forçado a retornar. O que fazemos é ouvir, compreender e oferecer caminhos para que essas pessoas possam, se quiserem, recomeçar com o apoio da família ou de uma rede de acolhimento em sua cidade natal”, explicou o secretário de Assistência Social e Cidadania, José Carlos Azevedo. Um recomeço possível Um desses casos é o de Matheus dos Prazeres, de 26 anos. Desempregado, sem documentos e vivendo nas ruas, ele expressou o desejo de reencontrar a família em Brasília. Com o apoio das equipes sociais, um boletim de ocorrência foi registrado para resolver a questão da documentação. A partir disso, Matheus pôde passar uma noite no abrigo e, no dia seguinte, embarcou com destino à capital federal. “A família o aguardava com ansiedade. É emocionante ver esse tipo de reencontro se concretizando”, relatou Dayse Almarindo, subcoordenadora do Centro Pop. A política pública que transforma realidades Para Rebeca Azevedo, coordenadora de Alta Complexidade da secretaria, a ação vai muito além da logística. “O recambiamento é um instrumento técnico que permite, com planejamento e responsabilidade, reinserir essas pessoas em um novo ciclo de vida. Antes de qualquer deslocamento, há um processo de escuta e preparação, além da articulação com os serviços de assistência social no destino. Não se trata de apenas colocar alguém num ônibus, mas sim de dar suporte para um verdadeiro recomeço”, afirmou. Em todas as etapas do processo, o princípio é o mesmo: respeito à vontade da pessoa atendida. “Cada decisão é tomada junto com ela, nunca por ela”, completou a coordenadora. Um exemplo de cuidado público A atuação da Prefeitura de Maricá mostra que é possível desenvolver políticas públicas eficazes, humanas e respeitosas. A cidade tem demonstrado que lidar com a vulnerabilidade social exige mais do que ações emergenciais – requer empatia, escuta e compromisso com a dignidade de cada ser humano.

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Iniciativa de Maricá que ensina crianças a lavarem as mãos conquista reconhecimento internacional

Projeto desenvolvido no Centro Pediátrico de Maricá transforma a conscientização sobre higiene em um ato de carinho e é premiado por instituição global de saúde no México Quem diria que um gesto tão simples, como lavar as mãos, poderia cruzar fronteiras e emocionar pessoas ao redor do mundo? Foi exatamente isso que aconteceu com o projeto “Mãos Limpinhas”, uma iniciativa nascida no Centro Pediátrico Dr. Anísio Rangel Filho, em Maricá (RJ), que ganhou destaque em um concurso internacional promovido pela Fundación Academia Aesculap, no México. A ação, idealizada para sensibilizar crianças, familiares e profissionais de saúde sobre a importância da higienização das mãos, garantiu o segundo lugar no concurso “Higiene de Manos”. A premiação ocorreu na última quinta-feira (08) e consagrou uma fotografia feita por Bianca Farahon, que capturou a essência do projeto de forma tocante. A imagem será publicada em breve na revista ‘Horizontes del Conocimiento’, além de outros canais da fundação organizadora. Cuidado que se vê nos detalhes Criado com afeto e propósito por Flaviana de Castro Metello, coordenadora de enfermagem da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), o projeto teve o apoio fundamental do infectologista Vinícius Lins Costa Melo, do Hospital Municipal Conde Modesto Leal. A proposta vai além da técnica: ela envolve empatia, criatividade e a inclusão de todos que circulam pelo ambiente hospitalar. “Desde o início, pensamos em algo que despertasse o interesse das crianças e das famílias de forma leve, mas eficaz. Foi assim que nasceu o Mãos Limpinhas, como uma ferramenta lúdica e educativa para fortalecer a cultura de prevenção”, contou Flaviana, que também foi responsável por apresentar a iniciativa no concurso. Reconhecimento que inspira Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Velho, a premiação é a confirmação de que o caminho trilhado pela rede de saúde de Maricá está alinhado com os valores do cuidado humanizado. “O Mãos Limpinhas é um exemplo de como pequenas atitudes geram grandes impactos. A higienização das mãos é um gesto básico, mas crucial, e esse projeto consegue envolver todos – profissionais, pacientes e familiares – num compromisso com a saúde coletiva. Receber esse reconhecimento internacional mostra que estamos no rumo certo”, afirmou. Um varal cheio de arte e consciência Entre as ações criadas, uma delas chamou atenção logo de início: um varal colorido com desenhos e pinturas feitos pelas próprias crianças atendidas no centro pediátrico. A proposta era simples, mas poderosa – assim como as boas ideias geralmente são. Inspirado no clássico varal de roupas das casas brasileiras, o espaço exibe as obras dos pequenos artistas, que retratam o ato de lavar as mãos com sabão, torneiras, gotinhas de água sorridentes e até super-heróis da higiene. O resultado? Um cantinho que virou símbolo de participação e pertencimento. Além do varal, foi desenvolvido um livreto de atividades com desenhos para colorir, tudo voltado ao tema da higienização. Essas ações, ao mesmo tempo educativas e acolhedoras, contribuíram para a adesão dos pequenos e de seus responsáveis à prática diária da limpeza das mãos – um gesto fundamental para prevenir infecções hospitalares. Da rotina ao mundo Mais do que uma conquista simbólica, o reconhecimento da Fundación Academia Aesculap destaca a potência das iniciativas locais com impacto global. O Mãos Limpinhas começou como um projeto dentro de um hospital, mas se transformou em um exemplo de como a humanização pode ser o elo entre o cuidado técnico e o afeto. E se um dia alguém disser que lavar as mãos é só um detalhe, basta mostrar essa história que começou em Maricá e agora inspira o mundo.

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Maricá avança no empreendedorismo e se destaca como uma das cidades mais ágeis para abrir empresas no RJ

Com processos 100% digitais e foco no atendimento, município ocupa a 5ª posição no Estado e entra no top-200 nacional em rapidez para legalização de novos negócios Para quem sonha em empreender, encontrar um lugar que facilite a abertura de empresas pode fazer toda a diferença. E Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, vem se consolidando como uma dessas cidades amigas do empreendedor. Hoje, o município figura como a quinta cidade mais rápida do Estado do Rio para legalizar novos negócios, com um tempo médio de apenas 7,3 horas para abertura de empresas. No cenário nacional, Maricá também se destaca. Está entre os 3% de municípios mais ágeis do Brasil, ocupando a 156ª posição entre as 5.571 cidades do país — dado divulgado por fontes oficiais como o Mapa de Empresas do Governo Federal e o Centro de Liderança Pública (CLP). Tecnologia e desburocratização: o segredo da agilidade O que mais chama atenção é que todo o processo em Maricá é feito de forma digital, o que acelera significativamente o tempo de resposta. Alvarás para atividades de baixo e médio risco são emitidos automaticamente, sem necessidade de análise presencial, por meio das unidades da Casa do Empreendedor e da Central de Serviços da Secretaria de Gestão Tributária e Fiscal, presentes nos bairros de Inoã, Centro, São José e Itaipuaçu. “O sistema foi desenhado para ser ágil e sem interferência humana desnecessária. Além disso, contamos com a integração dos órgãos responsáveis, como a Vigilância Sanitária, o Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros, cujas liberações também são digitais”, explica Guilherme Porto, responsável pelo setor empresarial da Secretaria. Compromisso com quem quer crescer Esse avanço não acontece por acaso. É fruto de uma política pública clara: estimular o empreendedorismo local. Segundo o prefeito Washington Quaquá, o objetivo é gerar mais empregos e renda, facilitando a vida de quem quer começar seu próprio negócio. A secretária da pasta, Lawrice Souza, reforça esse compromisso. “Automatizamos todos os alvarás de legalização de empresas. Hoje, o empreendedor tem muito mais segurança e agilidade para iniciar suas atividades, e conseguimos isso sem elevar os custos operacionais”, afirma. Ela ainda destaca que, só em 2024, houve um aumento de 16% na emissão de Alvarás de Localização, em comparação com 2023. Atenção nos detalhes faz a diferença Um ponto essencial para garantir a agilidade no processo é o preenchimento correto dos dados logo na primeira etapa, conhecida como viabilidade. É nesse momento que o empreendedor informa detalhes como endereço, tipo de atividade e se o local é de referência. “Quando essas informações são preenchidas corretamente, o sistema consegue liberar o alvará com mais rapidez. Mas se houver algum erro ou omissão, o pedido pode cair em exigência, o que naturalmente atrasa tudo”, alerta Lawrice. Mais do que agilidade, qualidade no atendimento Além da tecnologia, Maricá também tem investido na qualidade do atendimento ao cidadão. As equipes das centrais de serviços passam por capacitações constantes, visando sempre oferecer um suporte mais eficiente e humanizado para quem busca orientação ou precisa resolver pendências. “O contribuinte é nossa prioridade. Recebemos muitos elogios, mas buscamos melhorar continuamente. Entender a experiência de quem usa os nossos serviços é o caminho para evoluir”, afirma a secretária. Endereços das unidadesCENTRO – Rua Álvares de Castro, 272INOÃ – Avenida Gilberto Carvalho, 1120 no Loteamento Vivendas de ItaipuaçuITAIPUAÇU – Rua Van Lerbergue, 6766 (antiga Rua 34)SÃO JOSÉ – Rodovia Ernani do Amaral Peixoto, km 21, esquina com a Avenida Elomir Gonçalves da Silva

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Navio negreiro naufragado em Maricá pode virar documentário e resgatar história esquecida

Foto: Thamy Mello Projeto busca revelar ao mundo os vestígios da diáspora africana no litoral de Itaipuaçu e reforçar o valor histórico da cidade Uma descoberta histórica em Maricá, região litorânea do estado do Rio de Janeiro, está prestes a ganhar as telas — e o reconhecimento que merece. Trata-se dos vestígios do navio negreiro Sumaca Malteza, que naufragou em 1850 nas imediações das Ilhas Maricás, em Itaipuaçu. Agora, o achado pode se tornar tema de um documentário com potencial para projetar a cidade internacionalmente e preservar uma parte dolorosa, porém essencial, da história da diáspora africana no Brasil. Na última sexta-feira (9), representantes da Prefeitura de Maricá se reuniram com integrantes do Instituto Afrorigens e do Slave Wrecks Project. O encontro serviu como ponto de partida para uma parceria promissora: transformar o achado em um estudo aprofundado, aliado à produção de um documentário que possa ecoar essa história pelo mundo. Representando o município, participaram o secretário de Relações Internacionais, Jorge Castor, e a secretária de Comunicação Social, Danielle Ferreira. Já o Afrorigens apresentou detalhes do projeto, citando inclusive a repercussão que a descoberta já vem ganhando na mídia nacional e internacional. Um legado submerso que quer emergir A descoberta dos destroços do Sumaca Malteza não foi por acaso. Pesquisadores que atuavam em Angra dos Reis, também na Costa Verde fluminense, chegaram até a embarcação no fim de 2023. A localização da embarcação foi possível graças a cruzamentos entre relatos históricos e mapeamentos da região — revelando que as Ilhas Maricás eram uma rota frequente, e por vezes trágica, dos navios que transportavam pessoas escravizadas da África para o Brasil. “Queremos contar essa história para o mundo. As Ilhas Maricás ficam em uma área que era passagem direta dos navios negreiros. Sem a tecnologia que temos hoje, muitos capitães acabavam colidindo com as pedras da costa. E foi isso que aconteceu com o Sumaca Malteza”, relatou Jorge Castor, natural de Maricá e conhecedor das narrativas da cidade, especialmente sobre a rota negreira e o desembarque clandestino em Ponta Negra, após a proibição no Cais do Valongo, no Rio. Mais que um documentário: uma missão de memória Para a secretária Danielle Ferreira, o projeto representa mais que uma produção audiovisual — é uma ação de memória e identidade. “Estamos falando da criação de um legado. Contribuir com essa reconstrução histórica é uma forma de posicionar Maricá no cenário internacional e valorizar nossa trajetória enquanto sociedade. Isso é mais que comunicação, é uma responsabilidade histórica”, destacou. O documentário que está sendo proposto pelo Instituto Afrorigens, em parceria com a produtora Aventura Produções, deve ter como foco não apenas os achados arqueológicos, mas também as histórias vivas da região: relatos de quilombolas, indígenas, pescadores e descendentes que mantêm viva a memória do Sumaca Malteza. “De todos os cerca de 12 mil navios negreiros que cruzaram o Atlântico durante mais de três séculos, apenas seis foram identificados e estudados. E um deles está aqui, em Maricá. É uma história que ficou escondida por muito tempo e que agora pode finalmente ser contada”, enfatizou Yuri Sanada, vice-presidente do Afrorigens. Patrimônio da humanidade? O potencial da descoberta é tão grande que já se discute a possibilidade de tombamento do Sumaca Malteza pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mais do que isso: há também expectativa de que, futuramente, o local possa ser reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Para Vera Regina Sanada, diretora do Afrorigens, a linguagem do documentário é o caminho ideal para alcançar um público mais amplo. “O audiovisual tem o poder de simplificar temas complexos e aproximar as pessoas da sua própria história. Esse projeto vai trazer à tona a força da memória dos povos originários, quilombolas e comunidades tradicionais que mantêm vivas essas raízes”, concluiu.

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