Reconstruindo vidas em Maricá: do acolhimento à autonomia

Uma nova chance: história de superação mostra o poder da acolhida em MaricáCom apoio da rede de assistência social, homem em situação de rua retoma a dignidade e reescreve o próprio destino Antônio Pinheiro Barros, hoje com 50 anos, é o retrato de uma transformação que vai além do simples retorno a uma casa. Ele é um exemplo vivo de que, com apoio, escuta e oportunidade, é possível sair das ruas e reconstruir uma vida inteira. A virada começou em 2022, quando foi acolhido pela equipe do Centro Especializado para Pessoas em Situação de Rua (CENTROPOP), em Maricá, e passou a ser acompanhado de forma constante. Natural de Niterói, Antônio chegou ao município em meio a um cenário de vulnerabilidade extrema. Sem moradia, sem documentos e com vínculos sociais enfraquecidos, ele encontrou no acolhimento da rede de assistência social não apenas um suporte emergencial, mas um ponto de partida para recomeçar. Um acolhimento que faz diferença Desde o primeiro atendimento, a equipe do CENTROPOP passou a monitorar de perto sua situação. De acordo com a coordenadora do serviço, Sely Cristina, o trabalho foi pautado por um acompanhamento intensivo. “Levamos o Antônio para atendimentos especializados no Caps-AD e também no Consultório na Rua, garantindo a ele os cuidados de saúde necessários para seguir em frente”, relembra. Mas o apoio não parou por aí. Com orientação dos assistentes sociais, Antônio conseguiu recuperar sua documentação civil, um passo fundamental para acessar políticas públicas e benefícios sociais. Recebeu ainda auxílio na elaboração de um currículo profissional, o que possibilitou seu ingresso no mercado de trabalho formal — onde permanece até hoje, com carteira assinada e autonomia financeira. Da rua ao recomeço A jornada de Antônio também passou pela Casa Abrigo, em Araçatiba, um espaço que ofereceu mais do que abrigo: ofereceu estabilidade, segurança e um ambiente acolhedor. Foi nesse período que ele deu os passos mais firmes na retomada de sua vida, incluindo o enfrentamento ao uso de substâncias psicoativas e a reconstrução de vínculos sociais. Atualizado no Cadastro Único, ele passou a acessar benefícios que lhe garantiram um mínimo de segurança para seguir adiante. A coordenadora do CENTROPOP destaca o papel crucial da rede de apoio institucional em toda essa trajetória. “Sozinho é difícil, mas com uma equipe integrada, conseguimos apoiar de verdade quem precisa”, reforça Sely. Mais que números, histórias A história de Antônio é uma entre tantas que demonstram o impacto real das políticas públicas de assistência social quando bem articuladas. Em Maricá, a atuação da Secretaria de Assistência Social e Cidadania tem buscado não apenas oferecer abrigo temporário, mas criar condições para que cada pessoa em situação de rua possa, de fato, sair dessa realidade. Hoje, Antônio vive com dignidade. Tem um teto, um emprego e, acima de tudo, retomou o controle da própria vida. Seu caso é um lembrete de que ninguém deve ser reduzido à condição de rua — e de que todo ser humano, independentemente de onde esteja, merece a chance de recomeçar.

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Flávio Venturini emociona público em noite memorável no Festival de Blues, Jazz e Rock de Maricá

Foto: Anselmo Mourão Terceira noite do evento reúne multidão no Parque Nanci com shows de alto nível e valorização de artistas locais Sábado (12/07) em Maricá foi marcado por uma atmosfera de encantamento musical à beira da lagoa. A terceira noite do 2º Festival de Blues, Jazz e Rock levou milhares de pessoas à orla do Parque Nanci para prestigiar uma programação que uniu nomes consagrados da música brasileira a talentos da cena local. O frio não afastou o público, que viveu momentos de emoção, nostalgia e celebração. A grande atração da noite foi o cantor e compositor Flávio Venturini. Ícone da MPB, ele arrebatou corações com interpretações tocantes de sucessos como “Nascente” e “Espanhola”, que ganharam coros espontâneos da plateia. Com sua voz inconfundível e presença carismática, Venturini fechou a noite sob aplausos calorosos, provando que sua música continua atravessando gerações. Antes dele, a lendária banda Blues Etílicos incendiou o palco com sua mistura inconfundível de blues e rock. Com décadas de estrada e uma sonoridade marcada pela autenticidade, os músicos conquistaram o público com uma performance vibrante, que transformou a orla em uma verdadeira pista de dança ao ar livre. O festival também reservou espaço de destaque para os artistas da cidade. Walas, Vizinhos de Marte e Izabel Salles encantaram com repertórios autorais e interpretações cheias de identidade, mostrando a força e diversidade da produção cultural maricaense. Suas apresentações foram recebidas com entusiasmo e provaram que o talento local tem espaço e brilho próprio. Promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, o festival segue consolidando a cidade como um polo importante de expressão cultural. Mais que um evento musical, a iniciativa reforça o compromisso do município com a democratização da arte, o estímulo à economia criativa e o fortalecimento da identidade cultural local. Fotos: Anselmo Mourão

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Barão Vermelho encerra festival em Maricá com noite inesquecível de celebração ao rock nacional

Foto: Anselmo Mourão Com show eletrizante no Dia Mundial do Rock, banda consagrada atrai multidão e consagra Maricá como referência em festivais culturais No último domingo, 13 de julho, o céu de Maricá se iluminou com a energia contagiante do rock brasileiro. Celebrando o Dia Mundial do Rock, a cidade recebeu o encerramento do 2º Festival de Blues, Jazz e Rock com um show memorável da lendária banda Barão Vermelho. O evento, realizado na orla do Parque Nanci, reuniu milhares de pessoas e marcou a cidade como um dos grandes palcos culturais do estado do Rio. O clima era de pura celebração. Quando os primeiros acordes de “Maior Abandonado” ecoaram pelo local, o público respondeu com emoção e entusiasmo. Na sequência, sucessos como “O Tempo Não Para” e “Bete Balanço” embalaram uma plateia que cantava cada verso em uníssono, revivendo décadas de história do rock nacional com uma das bandas mais emblemáticas do país. Além da atração principal, o domingo foi recheado de talento com apresentações das bandas Paul Rock, OnVecna e Roller Coasters. Com repertórios que mesclaram releituras vibrantes e composições próprias, os grupos garantiram uma jornada musical intensa desde o início da noite. Para a secretária de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin, o festival superou as expectativas. “Foram quatro dias de intensa troca cultural, com arte, diversidade e muita emoção. Maricá mostra que cultura é ferramenta de transformação, de fortalecimento da economia e da construção da nossa identidade”, destacou. O sucesso do festival foi resultado de um esforço conjunto entre várias pastas da Prefeitura, como as secretarias de Comunicação Social, Promoção de Eventos, Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno. Além dos shows, o público aproveitou a feira Maricá Mostra Cultura, o Polo Cervejeiro e a Rota Maricá de Gastronomia e Hotelaria, iniciativas que movimentaram a economia criativa e aqueceram o turismo local durante todo o fim de semana. Com um evento que aliou música de qualidade, diversidade cultural e participação popular, Maricá encerra o festival com chave de ouro — e já deixa no ar a expectativa de um próximo encontro ainda mais grandioso. Fotos: Anselmo Mourão

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