Flávio Venturini emociona público em noite memorável no Festival de Blues, Jazz e Rock de Maricá

Foto: Anselmo Mourão Terceira noite do evento reúne multidão no Parque Nanci com shows de alto nível e valorização de artistas locais Sábado (12/07) em Maricá foi marcado por uma atmosfera de encantamento musical à beira da lagoa. A terceira noite do 2º Festival de Blues, Jazz e Rock levou milhares de pessoas à orla do Parque Nanci para prestigiar uma programação que uniu nomes consagrados da música brasileira a talentos da cena local. O frio não afastou o público, que viveu momentos de emoção, nostalgia e celebração. A grande atração da noite foi o cantor e compositor Flávio Venturini. Ícone da MPB, ele arrebatou corações com interpretações tocantes de sucessos como “Nascente” e “Espanhola”, que ganharam coros espontâneos da plateia. Com sua voz inconfundível e presença carismática, Venturini fechou a noite sob aplausos calorosos, provando que sua música continua atravessando gerações. Antes dele, a lendária banda Blues Etílicos incendiou o palco com sua mistura inconfundível de blues e rock. Com décadas de estrada e uma sonoridade marcada pela autenticidade, os músicos conquistaram o público com uma performance vibrante, que transformou a orla em uma verdadeira pista de dança ao ar livre. O festival também reservou espaço de destaque para os artistas da cidade. Walas, Vizinhos de Marte e Izabel Salles encantaram com repertórios autorais e interpretações cheias de identidade, mostrando a força e diversidade da produção cultural maricaense. Suas apresentações foram recebidas com entusiasmo e provaram que o talento local tem espaço e brilho próprio. Promovido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, o festival segue consolidando a cidade como um polo importante de expressão cultural. Mais que um evento musical, a iniciativa reforça o compromisso do município com a democratização da arte, o estímulo à economia criativa e o fortalecimento da identidade cultural local. Fotos: Anselmo Mourão

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Barão Vermelho encerra festival em Maricá com noite inesquecível de celebração ao rock nacional

Foto: Anselmo Mourão Com show eletrizante no Dia Mundial do Rock, banda consagrada atrai multidão e consagra Maricá como referência em festivais culturais No último domingo, 13 de julho, o céu de Maricá se iluminou com a energia contagiante do rock brasileiro. Celebrando o Dia Mundial do Rock, a cidade recebeu o encerramento do 2º Festival de Blues, Jazz e Rock com um show memorável da lendária banda Barão Vermelho. O evento, realizado na orla do Parque Nanci, reuniu milhares de pessoas e marcou a cidade como um dos grandes palcos culturais do estado do Rio. O clima era de pura celebração. Quando os primeiros acordes de “Maior Abandonado” ecoaram pelo local, o público respondeu com emoção e entusiasmo. Na sequência, sucessos como “O Tempo Não Para” e “Bete Balanço” embalaram uma plateia que cantava cada verso em uníssono, revivendo décadas de história do rock nacional com uma das bandas mais emblemáticas do país. Além da atração principal, o domingo foi recheado de talento com apresentações das bandas Paul Rock, OnVecna e Roller Coasters. Com repertórios que mesclaram releituras vibrantes e composições próprias, os grupos garantiram uma jornada musical intensa desde o início da noite. Para a secretária de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin, o festival superou as expectativas. “Foram quatro dias de intensa troca cultural, com arte, diversidade e muita emoção. Maricá mostra que cultura é ferramenta de transformação, de fortalecimento da economia e da construção da nossa identidade”, destacou. O sucesso do festival foi resultado de um esforço conjunto entre várias pastas da Prefeitura, como as secretarias de Comunicação Social, Promoção de Eventos, Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno. Além dos shows, o público aproveitou a feira Maricá Mostra Cultura, o Polo Cervejeiro e a Rota Maricá de Gastronomia e Hotelaria, iniciativas que movimentaram a economia criativa e aqueceram o turismo local durante todo o fim de semana. Com um evento que aliou música de qualidade, diversidade cultural e participação popular, Maricá encerra o festival com chave de ouro — e já deixa no ar a expectativa de um próximo encontro ainda mais grandioso. Fotos: Anselmo Mourão

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Zacarias: a vila centenária que resiste entre o mar e a lagoa

Série fotográfica revela o cotidiano de uma comunidade tradicional ameaçada pelo avanço urbano em Maricá No coração da restinga de Maricá, entre a vastidão da lagoa e o oceano Atlântico, vive uma comunidade que carrega séculos de histórias em suas redes e tradições. A Vila de Pescadores de Zacarias, registrada em mapas desde 1790, segue firme em sua existência, apesar dos muitos desafios que a cercam. A nova série fotográfica “A Centenária Vila de Pescadores de Zacarias – Maricá”, da fotógrafa Ana Paula Monsores, nos convida a mergulhar nesse universo resiliente. São imagens em grande formato (40×60 cm) que capturam com sensibilidade o dia a dia dos pescadores, suas rotinas simples, porém cheias de significado, e o vínculo profundo que têm com a terra, a água e as raízes culturais herdadas de gerações anteriores. Zacarias é muito mais do que um ponto no mapa. É um espaço de vida e memória onde cada caminho de areia entre as casas tem seu propósito — conectar os moradores à lagoa e ao mar, onde o sustento de muitas famílias é tirado diariamente. A paisagem é única, com uma biodiversidade rica e delicada, que coexiste com o modo de vida tradicional da vila. Contudo, essa comunidade histórica vive sob constante ameaça. Há décadas, grandes empreendimentos imobiliários tentam se instalar na região, colocando em risco não apenas os lares de quem ali vive há mais de 200 anos, mas também todo o ecossistema que se equilibra ao redor da vila. As fotografias de Ana Paula revelam, além da beleza e da identidade local, uma luta silenciosa. A resistência das famílias de Zacarias não é apenas pela permanência física, mas pela continuidade de um modo de viver em harmonia com a natureza. É uma batalha pela preservação da memória, da cultura e da vida simples, que se vê pressionada por interesses que não dialogam com sua realidade. Mais do que um registro visual, a série é um manifesto em defesa da permanência e da dignidade dessa população. Ao observar cada imagem, somos convidados a refletir: até quando lugares como Zacarias conseguirão resistir?

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Exposição celebra os 100 anos de O GLOBO com imagens históricas na Casa Roberto Marinho

Foto: Roberto Teixeira/Destinos do Rio Mostra reúne 213 fotografias marcantes e relembra momentos decisivos da história do Brasil registrados pelo jornal carioca Um mergulho emocionante na história do Brasil e do jornalismo. Assim pode ser definida a exposição “Um Século de Histórias”, aberta ao público a partir desta sexta-feira (11/07), na Casa Roberto Marinho, no bairro do Cosme Velho, Rio de Janeiro. A mostra é parte das comemorações pelos 100 anos do jornal O GLOBO, fundado em 29 de julho de 1925, e convida o visitante a reviver momentos cruciais da trajetória brasileira sob o olhar atento da imprensa. São 213 fotografias expostas, muitas delas inéditas para o grande público, selecionadas a partir de um vasto acervo histórico. As imagens revelam desde registros da Revolução de 1930, como a saída do então presidente Washington Luís do Palácio Guanabara, até encontros inusitados, como Bob Marley jogando bola com Chico Buarque e Toquinho no Rio, em 1980. Além das fotos, o público poderá apreciar capas emblemáticas, charges de grandes nomes como Henfil e Chico Caruso, documentos históricos e até ouvir, em nova versão, o foxtrote “O GLOBO”, lançado no ano de estreia do jornal. História, memória e emoção em cada detalhe Durante a inauguração da exposição, personalidades do cenário político e do Grupo Globo marcaram presença. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, fez questão de destacar a conexão profunda entre a cidade e o jornal: “O GLOBO é uma marca que se confunde com a própria história do Rio. Um jornal que, mesmo diante de tantos desafios, sempre se manteve atuante e relevante”, afirmou. Já o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, falou com emoção sobre a vivência pessoal e familiar com o jornal: “Reviver esses momentos nos faz enxergar ainda mais claramente o impacto do jornalismo bem-feito. Tenho orgulho de fazer parte dessa história há 50 anos”, declarou. Um olhar curatorial sobre um século de jornalismo O trabalho de curadoria durou cerca de três meses e envolveu nomes importantes da redação atual do jornal, como o diretor Alan Gripp, o editor visual Alessandro Alvim e o editor executivo André Miranda. A ideia foi valorizar não apenas os grandes fatos, mas a forma como eles foram retratados pelo jornal ao longo de décadas. Segundo Gripp, “a exposição não é só sobre a história de O GLOBO, mas sobre como o Brasil foi contado ao longo do último século. É um tributo a todas as gerações de jornalistas que passaram por essa redação”. Dentre as 213 imagens, 126 foram impressas em fine art – padrão de obras artísticas – e as demais são exibidas em telas digitais e projeções. A exposição ainda apresenta dois filmes: o inédito “Um Século de Redação” e “A Casa”, documentário de Antonio Carlos da Fontoura que integra a programação permanente do espaço. Um espaço que respira cultura Para o diretor da Casa Roberto Marinho, Lauro Cavalcanti, receber essa exposição é dar continuidade ao legado da residência: “Esta casa sempre foi pensada como um espaço de encontro cultural e institucional. Celebrar os 100 anos de O GLOBO aqui é simbólico e poderoso. É como se fechássemos um ciclo com beleza e significado”, disse. Serviço – Exposição “Um Século de Histórias” Essa é uma oportunidade rara de observar, através de imagens e documentos autênticos, como a imprensa acompanhou e registrou as transformações de um país em constante movimento. A exposição é um convite à reflexão sobre o poder da informação e a força da memória coletiva Fotos: Reprodução internet/Jornal o Globo

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