LUIZ MANOEL FERREIRA O ÚNICO MARICAENSE QUE “TOMBOU” NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Por: Miguel Ângelo Padilha Marques – Pesquisador de História e Presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá Mirim (IHGAM Mirim). Monumento aos Mortos da Segunda Guerra por Fernando Dall’Acqua A Segunda Guerra Mundial teve início no dia 1º de setembro de 1939, com a invasão alemã à Polônia, que pedia a devolução da zona denominada “Corredor Polonês”, conquistada durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). No dia 15 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu suas relações com as potências de eixo (Alemanha e Itália). E no dia 22 de agosto do referido ano, após o afundamento de navios mercantes brasileiros, o Brasil declarou guerra contra a Alemanha nazista e a Itália fascista. Neste mesmo ano, o Brasil enviou muitos militares, efetivos e reservistas, além de mulheres que passaram a trabalhar nos hospitais de campanha e nas escolas. No dia 13 de novembro de 1943, por meio da Portaria Ministerial nº 4.744, foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Cerca de 25.334 homens e mulheres foram enviados para a guerra. O primeiro escalão embarcou na noite de 30 de junho de 1944, o segundo e o terceiro escalões embarcaram no dia 22 de setembro, o quarto escalão embarcou no dia 23 de novembro e o quinto escalão, no dia 8 de fevereiro de 1945.De Maricá foram convocados para a Segunda Guerra Mundial 13 “pracinhas”, todos eles incorporados à FEB. Dentre os treze, destacamos, neste artigo, o Expedicionário Luiz Manoel Ferreira, o único maricaense que não voltou vivo pra casa, pois faleceu numa das batalhas da Segunda Guerra Mundial.Luiz Manoel Ferreira nasceu na localidade de Pedregulho, bairro do Espraiado, no dia 9 de setembro de 1920. Era filho de Antônio Ferreira e Leonor Rosa de Jesus, ambos humildes lavradores. Já na adolescência, se mudou para o bairro do Flamengo, mais próximo do Centro de Maricá. Estudou somente o ensino primário, não prosseguindo seus estudos pela necessidade de ajudar aos seus pais na lavoura, visto que a falta de dinheiro era grande.Figura 1 – Expedicionário Luis Manoel Ferreira – Acervo Museu Histórico de Maricá.Figura 2 – Monumento aos Mortos da Segunda Guerra por Fernando Dall’AcquaAos 18 anos de idade, alistou-se no Exército Brasileiro, temendo ser nomeado para o corpo de cavalaria. No ano de 1944, recebeu a notícia de sua convocação para a Segunda Guerra Mundial, e recebeu nove dias de folga para ficar com a sua família. Incorporado ao 1º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro, embarcou no 2º escalão, em 22 de setembro, a bordo do navio General Meyghs. No dia 12 de dezembro de 1944, durante o segundo ataque ao Monte Castelo, na Itália, o Expedicionário Luiz Manoel Ferreira foi atingido por estilhaços de uma granada, o que tirou a vida do heroico filho maricaense, que com bravura e seriedade representou o município de Maricá e o Brasil nesta batalha.Luiz Manoel Ferreira foi sepultado no dia 14 de dezembro de 1944, no Cemitério Militar de Pistóia, na Itália. Em 1959, com a criação da Comissão de Repatriamento dos Mortos do Cemitério de Pistóia, por ordem do Exmo. Sr. Presidente da República Dr.Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961), o Tenente-Coronel Valliki Erishen enviou uma carta à família de Manoel Ferreira, manifestando o desejo de trasladar seus restos mortais para o Rio de Janeiro. Autorizado pela família, o corpo do militar foi trazido para o Brasil e sepultado no Monumento aos Heróis da Segunda Guerra, localizado no Aterro do Flamengo.Por conta dos seus méritos e serviços prestados ao Brasil na Segunda Guerra Mundial, recebeu as medalhas da Campanha “Sangue do Brasil’ e “Cruz do Combate“ de 2ª Classe. Em 1971, por meio da deliberação nº 416 de 28 de junho de 1971, o Prefeito de Maricá, Wilson dos Santos Mendes, deu a um dos logradouros centrais da cidade o nome “Expedicionário Luiz Manoel Ferreira”, a partir da indicação legislativa do Vereador Nilton Renato Marins de Oliveira. Já no século XXI, em 2011, foi inaugurado um busto do expedicionário, na Praça Mirene Bittencourt, no bairro Boa Vista. Tal obra foi feita com recursos financeiros do sobrinho de Luiz Manoel.Fontes bibliográficas:LAMBRAKI, Alexandra. Personalidades Ilustres. In: LAMBRAKI, Alexandra. Compêndios da História de Maricá. Rio de Janeiro: Cop Editora e Gráfica Ltda, 2005.Revista Maricá já, nº 21 // ano 11, 2012.https://museuvirtualdafeb.eb.mil.br/linha-do-tempo/. Acesso em: 13 out. 2025

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Maricá celebra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com experiências interativas e foco em sustentabilidade

Foto: Katito Carvalho Evento reuniu alunos, professores e moradores com oficinas, jogos e atividades voltadas à inovação e ao meio ambiente A Prefeitura de Maricá promoveu, nos dias 23 e 24 de outubro, uma edição especial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, levando conhecimento e diversão ao Território do Futuro, no bairro do Flamengo. A ação, organizada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia, reuniu cerca de 300 participantes apenas no primeiro dia, entre estudantes, professores e moradores, em uma programação repleta de oficinas, experimentos e atividades lúdicas. De acordo com a secretária de Ciência e Tecnologia, Sabrina Alves, o evento reforça o compromisso da cidade com o aprendizado e o desenvolvimento sustentável. “Maricá não poderia ficar de fora desse movimento nacional. Nossa programação está alinhada aos temas debatidos na COP 30, como sustentabilidade, energia e mudanças climáticas — assuntos fundamentais para o mundo e para o nosso município”, destacou. Entre as atrações, o público pôde participar de oficinas de pintura botânica, agroecologia, reciclagem de eletrônicos e jogos de neurociência, além de painéis artísticos, atividades de escavação de fósseis e demonstrações no Observatório Móvel do Planetário de Maricá e no Laboratório Móvel da Incubadora de Robótica. Também houve espaço para jogos digitais, experiências com inteligência artificial e dinâmicas sobre preservação ambiental. Para muitos professores e alunos, o evento representou uma oportunidade única de aprendizado fora da sala de aula. O professor Humberto Martins, da Escola Municipal Vereador João da Silva Bezerra, acompanhou os alunos do 6º ano e elogiou a iniciativa. “Fiquei impressionado com a diversidade de materiais. Trabalhei o sistema nervoso em sala, e aqui os alunos puderam vivenciar o conteúdo de forma divertida. Eles estão brincando, aprendendo e percebendo que também é possível fazer ciência em Maricá”, afirmou. As estudantes Isabela Vieira, Manoella Galvão e Sophie Carvalho, de 11 anos, também se encantaram com as experiências. “O evento está sendo tão legal que dá vontade de morar aqui! A gente aprende sobre várias coisas, como sedimentos e astronomia, de um jeito bem interessante”, contaram, animadas. A programação contou ainda com estandes de diversas secretarias e projetos parceiros, como a Farmacopeia Mari’ká, Secretaria de Agricultura e Pecuária, Projeto Lagoa Viva, Secretaria de Recursos Hídricos e Minerais, Codemar, Secretaria de Juventude e Participação Popular e Secretaria de Transição Climática e Resiliência Ambiental. Cada espaço apresentou produtos, maquetes, experimentos e tecnologias sustentáveis desenvolvidas no município. Moradora do Centro, Francine Quaresma visitou o evento com a família e elogiou a iniciativa. “Foi uma experiência incrível! Conhecemos o Observatório Móvel e aprendemos sobre os projetos da cidade, como a Fazenda Nossa Senhora do Amparo. As crianças adoraram”, contou. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Maricá mostrou, mais uma vez, que educação, inovação e sustentabilidade podem andar juntas — despertando a curiosidade científica e o senso de responsabilidade ambiental nas novas gerações. Fotos: katito Carvalho

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Caminhada do Outubro Rosa mobiliza idosos em Maricá e reforça o autocuidado e a prevenção

Foto: Clarildo Menezes Evento na Orla de Itaipuaçu reuniu centenas de participantes em uma manhã de saúde, conscientização e alegria A manhã desta quinta-feira (24/10) foi marcada por energia e emoção na Orla de Itaipuaçu. A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Políticas para a Terceira Idade, promoveu a Caminhada do Outubro Rosa da Terceira Idade, reunindo cerca de 600 idosos dos diversos núcleos e casas do programa. A atividade destacou a importância da prevenção ao câncer de mama, do autocuidado e do envelhecimento ativo, transformando a praia em um cenário de solidariedade e movimento. A concentração teve início em frente ao restaurante Pê Vinte e Três, com o percurso seguindo até a altura da Avenida Zumbi dos Palmares. Durante todo o trajeto, os participantes contaram com pontos de hidratação, distribuição de frutas e barras de proteína, além do suporte de equipes de saúde para aferição de pressão arterial e atendimento emergencial. A segurança foi reforçada pela Guarda Municipal, guarda-vidas e ambulâncias, garantindo tranquilidade durante o evento. Mais do que uma simples atividade física, a caminhada simbolizou o engajamento da terceira idade na luta contra o câncer de mama e a valorização do cuidado com o corpo e a mente. A proposta da ação foi incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce, além de reafirmar o protagonismo das mulheres idosas na construção de uma vida saudável e plena. “A caminhada do Outubro Rosa é um momento de conscientização e também de promoção da qualidade de vida para os nossos idosos”, destacou Telma Mattos, coordenadora da Casa da Terceira Idade de Itaipuaçu. A coordenadora geral de Políticas para a Terceira Idade, Pamella Curvelo, reforçou que o trabalho desenvolvido pela secretaria busca levar bem-estar a todos os distritos. “Mostramos aqui um pouco do que fazemos todos os dias: cuidar da saúde e promover qualidade de vida. Esse é o nosso compromisso diário”, afirmou. O secretário de Políticas para a Terceira Idade, Amarildo Ribeiro da Silva, ressaltou que o evento representa mais do que conscientização — é também uma demonstração de carinho e respeito pelos idosos. “A caminhada simboliza o amor, o cuidado e o compromisso com o envelhecimento ativo e saudável”, disse. Entre os participantes, o entusiasmo era visível. Selma Carvalho, de 61 anos, frequentadora da Casa da Terceira Idade do Centro, resumiu o sentimento coletivo: “Eu amo caminhar, estar em contato com a natureza e cuidar da saúde. Hoje foi um dia maravilhoso para celebrar a vida e lembrar que somos importantes em todas as idades.” A iniciativa contou com o apoio da Secretaria de Trânsito (Sectran), Sanemar, Secretaria de Saúde, Secretaria de Segurança Cidadã, Defesa Civil e Empresa Pública de Transportes (EPT), mostrando o trabalho integrado das pastas municipais em prol do bem-estar da população idosa. Fotos de: Clarildo Menezes

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Prefeitura de Maricá promove visita cultural de idosos à Casa Darcy Ribeiro

Foto: Elsson Campos Atividade proporcionou um dia de aprendizado, lazer e conexão com a história de um dos maiores pensadores do Brasil A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, realizou nesta quarta-feira (23/10) mais uma edição do passeio cultural à Casa Darcy Ribeiro, em Cordeirinho. A iniciativa, voltada a pessoas idosas atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Inoã, São José do Imbassaí e Centro, reuniu 40 participantes em um dia repleto de descobertas e emoção. Promovida dentro da programação do Mês da Pessoa Idosa, a atividade faz parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e teve como objetivo ampliar o acesso dos idosos à cultura e à história brasileira. Durante a visita, o grupo conheceu de perto o acervo e a trajetória do antropólogo, educador e escritor Darcy Ribeiro, além de desfrutar de um momento de lazer com lanche coletivo e apresentação musical do violoncelista Pedro Szigethy, que encantou o público com clássicos de Milton Nascimento e Alceu Valença. A coordenadora pedagógica do SCFV, Lunah Lima, destacou a importância de promover atividades que estimulem o convívio social e a valorização cultural entre os participantes. “Eles mesmos nos pedem passeios culturais, e é muito gratificante poder atender a esse desejo. Neste mês dedicado à pessoa idosa, conseguimos oferecer uma experiência especial, que traz alegria, aprendizado e descontração”, afirmou. Entre os participantes, a emoção era evidente. Nazaré Silva, de 58 anos, moradora de São José do Imbassaí, visitou a Casa Darcy Ribeiro pela primeira vez e se disse encantada com o espaço. “Saber que Darcy Ribeiro viveu aqui é algo que mexe com a gente. Foi um passeio maravilhoso, uma oportunidade única de aprender e se sentir parte dessa história”, contou. Já Helenice Batista, de 78 anos, destacou a experiência de conhecer mais sobre as obras de Darcy e também os projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer, amigo e colaborador do antropólogo. “Foi um dia incrível! Ver de perto tantas obras e projetos me deixou encantada. Uma experiência que vou guardar com muito carinho”, concluiu. Com ações como essa, a Prefeitura de Maricá reforça seu compromisso com o bem-estar e a inclusão social das pessoas idosas, incentivando o contato com a arte, a cultura e a memória de grandes nomes da história brasileira. Deseja que eu inclua título SEO otimizado e meta descrição para publicação no site (seguindo práticas do Google AdSense)? Isso ajuda a aumentar o alcance e melhorar o ranqueamento no Google. Fotos de: Elsson Campos

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Academia de Ciências e Letras de Maricá: 50 anos tecendo a história cultural e política da cidade

Texto: Fernando Uchôa Em um percurso de meio século, a Academia de Ciências e Letras de Maricá (ACLM) consolidou-se como uma das instituições mais respeitadas e atuantes na vida pública do município. Sua história, no entanto, é marcada pela resiliência e por uma busca constante pelo reconhecimento que sua missão merece. Uma caminhada que pode ser medida pelas idas e vindas às diversas secretarias municipais, sempre com um objetivo claro: garantir à Academia o lugar de notoriedade que lhe é de direito como guardiã da memória e propulsora da cultura local. Desde a sua fundação, há cinquenta anos, a ACLM não se limitou a ser um clube de literatos. Ela nasceu inserida no contexto da construção política de Maricá, oferecendo um espaço de reflexão, crítica e produção intelectual que dialogava diretamente com os rumos da cidade. Seus membros, nomes de destaque em diversas áreas, sempre estiveram na vanguarda dos debates que moldaram o caráter socioeconômico e cultural do município. A persistência em buscar o diálogo com diferentes gestões e secretarias – seja de Cultura, Educação ou Governo – nunca foi um fim em si mesma, mas um meio necessário para amplificar sua voz. Era a luta para que a produção acadêmica, científica e literária de seus integrantes e demais escritores não ficasse restrita a um círculo fechado, mas se transformasse em patrimônio público, acessível a todos os maricaenses. Hoje, ao celebrar seu Jubileu de Ouro, a Academia colhe os frutos dessa trajetória obstinada. Mais do que nunca, ela se mantém como um farol no cenário cultural, gerando conteúdo de qualidade e fomentando espaços de debate que são essenciais para uma sociedade dinâmica e crítica. Eventos, publicações e encontros são meras comemorações do passado, mas são, acima de tudo, ferramentas vivas para a construção do presente e do futuro. Nestes 50 anos, a ACLM prova que a verdadeira notoriedade não se concede; conquista-se. Conquista-se com a solidez de meio século de trabalho, com a participação na história política e, sobretudo, com a geração incessante de um capital cultural que enriquece a todos. A Academia de Ciências e Letras de Maricá segue, portanto, não apenas como uma testemunha da história, mas como uma ativa construtora da Maricá que somos e da que almejamos ser. Diretoria ExecutivaAcademia de Ciências e Letras de Maricá50 anos a serviço da cultura e do intelecto de Maricá.

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Maricá celebra o legado de Darcy Ribeiro com mostra cultural no Cine Henfil

Foto: Evelyn Gouvêa Evento reúne debates, exibições e lançamento de livro em homenagem ao pensador e antropólogo brasileiro A cidade de Maricá se prepara para celebrar a vida e o pensamento de um dos maiores intelectuais do Brasil. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, realiza nesta sexta-feira (24) e no domingo (26) a mostra cultural “Darcy, Intérprete das Utopias”, em tributo ao antropólogo, educador e político Darcy Ribeiro, que completaria 103 anos neste domingo (26/10). A programação será no Cine Henfil, a partir das 17h, e promete uma imersão no universo de ideias e ideais que marcaram a trajetória do pensador. O público poderá acompanhar ciclos de debates, exibição de vídeos, rodas de conversa e o lançamento do livro “Darcy Ribeiro: um coração indígena”, de autoria da professora Rita Rosa. Reflexões sobre educação e utopia Na sexta-feira (24), o destaque será o vídeo “Darcy Ribeiro e a Defesa da Educação Integral”, no qual o professor Márcio Farias (USP) analisa a proposta educacional defendida por Darcy — base que inspirou a criação dos Centros Integrados de Educação Pública Transformadora (CEPT) em Maricá. O debate do dia, mediado por Sady Bianchin, secretário de Cultura e das Utopias, abordará o tema “Darcy & Educação” e contará com a participação dos professores Francisco Teixeira e Anibal Júnior, além de Gabriela Lopes (primeira-dama do município) e da própria Rita Rosa. Política, antropologia e o olhar sobre o Brasil No domingo (26), as atenções se voltam para o pensamento político e antropológico de Darcy Ribeiro. O painel “Darcy & Política e Antropologia”, mediado por Rita Rosa, reunirá nomes como Carlos Lupi (presidente nacional do PDT e ex-ministro do Trabalho), Julio Carolino (vereador), Dr. Carolino Santos (presidente do diretório municipal do PDT) e Diego Zeidan (presidente estadual do Partido dos Trabalhadores). A programação inclui ainda a exibição de trechos do documentário “Darcy Ribeiro – Guerreiro Sonhador”, que revisita momentos marcantes da vida e da obra do intelectual, reconhecido por sua defesa incansável da educação pública, da cultura e dos povos originários. Serviço Mostra Cultural: Darcy, Intérprete das UtopiasDias: 24 e 26 de outubroLocal: Cine Henfil – Rua Alferes Gomes, 390, Centro, MaricáHorário: 17h

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Café Delas promove acolhimento e fortalecimento feminino em Maricá durante o Outubro Rosa

Foto: Thamyris Mello Evento na Casa da Mulher reúne moradoras para manhã de escuta, autocuidado e empoderamento A manhã desta quarta-feira (22/10) foi marcada por emoção, partilha e união feminina em Maricá. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, promoveu o evento “Café Delas: Mulheres e Meninas – Onde Elas se Encontram”, realizado na Casa da Mulher, no Centro. A iniciativa fez parte da programação do Outubro Rosa, reunindo dezenas de participantes em um encontro voltado para o autocuidado, o acolhimento e o fortalecimento das mulheres maricaenses. Entre cafés, abraços e depoimentos inspiradores, o evento reforçou a importância da prevenção ao câncer de mama e do colo do útero, além de destacar o valor das redes de apoio no enfrentamento da doença. Um testemunho de superação e esperança A primeira-dama Gabriela Lopes, que enfrentou um tratamento contra o câncer do colo do útero neste ano, emocionou o público ao compartilhar sua história de superação. “É muito emocionante ver essa casa cheia. Precisamos valorizar as mulheres do nosso município, lutar contra a violência, empoderar e dar oportunidades às mulheres reais. Este encontro é uma celebração à vida e à importância da prevenção. O apoio faz toda a diferença. Há vida após o diagnóstico do câncer”, declarou Gabriela, sob aplausos. Escuta ativa e cuidado coletivo A secretária Ingrid Caldas, à frente da pasta de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, reforçou o papel da Casa da Mulher como espaço de acolhimento e proteção. “Queremos que cada mulher saiba que não está sozinha. A secretaria está aqui por elas e para elas, em todos os momentos”, destacou. A roda de conversa contou ainda com a participação da médica Danielle Figueiredo, formada pelo programa Passaporte Universitário, e da farmacêutica bioquímica Jorcilene Barbosa (Jo Mary Kay), que enfrenta o câncer de mama. Ambas falaram sobre o autocuidado e a importância de olhar para si com amor e atenção. “Se cuidem, se toquem, se olhem. O acolhimento salva vidas”, orientou a médica.“Descobri que minha missão é fazer com que cada mulher se priorize e reconheça seu próprio valor”, completou Jorcilene. Histórias de vida e gratidão Moradoras de diferentes bairros também compartilharam experiências e destacaram a transformação que a Casa da Mulher proporcionou em suas trajetórias. “Aqui eu me encontrei. A Casa da Mulher foi minha porta de entrada e me ajudou muito nessa cidade”, contou Joseli Sacramento, de Guaratiba. “É um prazer participar de um evento que traz temas como empreendedorismo, amor próprio e autocuidado — assuntos que muitas mulheres ainda não têm acesso”, afirmou Letícia Araújo, do Caxito. De Itaipuaçu, Cássia Christina destacou o papel da rede de apoio feminina: “Aqui temos proteção, informação e a chance de falar sobre o que vivemos. É um espaço de força e aprendizado.” Serviços, cultura e novas oportunidades A programação do Café Delas incluiu uma série de serviços gratuitos, como auriculoterapia, manicure, cabeleireira, aferição de pressão arterial, orientação nutricional, psicológica, jurídica e assistencial. Houve ainda adoção de animais, em parceria com a Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal. O café da manhã foi oferecido pelo projeto Cozinha Criativa, e a manhã contou com apresentações culturais: o espetáculo teatral das alunas do projeto Viver Bem, além das performances musicais de Dalva Alves e Ronaldo Valentim e da Orquestra Delas. Durante o evento, foi anunciada uma parceria com o Instituto Jacintho Luiz Caetano, que oferecerá cursos profissionalizantes para mulheres atendidas pela secretaria. Ao final, um sorteio de brindes reuniu empreendedoras locais e contou com o apoio de projetos municipais como a Companhia Maricá Alimentos (AMAR) e a Farmacopeia Marik’á. Um Outubro Rosa de afeto e conscientização Mais do que um evento, o “Café Delas” reafirmou o compromisso de Maricá com a valorização da mulher. Em cada depoimento e gesto de acolhimento, ficou evidente que o cuidado com a saúde vai além da prevenção — é também sobre amor, empatia e pertencimento. Fotos de: Thamyris Mello

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🌟 Maricá celebra a magia do ‘Natal Brasilidade 2025’ com espetáculo de cores, cultura e emoção

Sob a direção de Milton Cunha, evento transforma a cidade em um grande palco de arte, fé e identidade brasileira, fortalecendo o turismo e a economia local A Prefeitura de Maricá anunciou oficialmente a chegada do “Natal Brasilidade 2025”, uma das maiores celebrações natalinas do estado do Rio de Janeiro. Entre os dias 22 de novembro e 6 de janeiro, a cidade se prepara para viver um espetáculo de luzes, cores e sensações, com desfiles, atrações culturais e experiências imersivas que unem o encanto do Natal à diversidade da cultura brasileira. O projeto, que reforça o compromisso do município com o turismo, a economia criativa e a valorização da cultura popular, é coordenado por Antônio Grassi, presidente da MARÉ (Maricá, Arte, Roteiro e Experiências), e tem direção artística e criativa de Milton Cunha — conhecido por transformar cenários em experiências poéticas e simbólicas. Segundo Grassi, a proposta vai muito além de uma festividade: “Pensar o Natal como um grande evento é reconhecer nele uma oportunidade de transformação para a cidade. Ele celebra o espírito de união e alegria, movimenta a economia local, gera empregos e atrai visitantes. Maricá mostra que é possível promover um Natal vivo, com identidade própria, que reforça a fé, a esperança e a solidariedade entre as pessoas”, afirma. 🌺 Cidades iluminadas, temas encantadores Durante o evento, Maricá se transforma em um imenso cenário natalino, dividido em seis polos temáticos, cada um com experiências únicas que celebram a brasilidade e o espírito natalino. 🎭 Grande Parada de Natal e Presépio Artístico Entre os momentos mais esperados está a Grande Parada de Natal, que promete emocionar o público com alegorias, figurinos e performances inspiradas na cultura brasileira. Outro destaque será o presépio artístico de Araçatiba, ambos criados por Milton Cunha. Para o diretor artístico, o projeto é um convite a redescobrir o Brasil com os olhos da esperança: “O ‘Natal Brasilidade’ nasce para celebrar a beleza do nosso povo e das nossas raízes. É uma revolução estética e afetiva, onde o Natal ganha ritmos, cores e narrativas tipicamente brasileiras. A Parada Iluminada celebra a utopia de uma sociedade justa e democrática, transformando o Natal em uma experiência sensorial e educativa que valoriza a arte e o orgulho de ser brasileiro”, explica Milton. 🌎 Cultura, economia e pertencimento O presidente da Codemar (Companhia de Desenvolvimento de Maricá), Celso Pansera, destaca que o evento traduz o propósito da gestão municipal: “O Natal Brasilidade representa a essência do nosso governo — valorizar as pessoas, a cultura e os espaços públicos. Cuidar da cidade também é cuidar das emoções e das tradições que nos unem. É um projeto que impulsiona o turismo, gera renda e reforça o sentimento de pertencimento da nossa população.” 🎠 Programação e Inclusão Os desfiles acontecem de 22 de novembro a 28 de dezembro, de quinta a domingo, sempre das 20h às 21h, na Orla de Araçatiba, com apresentações extras em outros bairros. As atrações e brinquedos funcionam de 22 de novembro a 6 de janeiro, também de quinta a domingo, das 14h às 20h, com acesso mediante agendamento via QR Code. Como ação especial de inclusão, todas as quintas-feiras, das 9h às 12h, os brinquedos serão de uso exclusivo das crianças das escolas municipais de Maricá. 📅 Serviço Desfiles: 22/11 a 28/12 – das 20h às 21hBrinquedos e atrações: 22/11 a 06/01 – (quintas a domingos, das 14h às 20h)Ação especial: quintas-feiras (9h às 12h) – exclusivo para alunos da rede municipal Natal Brasilidade 2025 é mais do que uma festa: é um tributo à diversidade, à fé e à alegria do povo brasileiro. Em Maricá, o Natal se reinventa como um convite à esperança e à celebração da vida — com o brilho e a emoção que só o Brasil é capaz de transmitir. Fotos: Thamyris Mello

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Maricá é destaque na Câmara dos Deputados ao apresentar modelo de Tarifa Zero, em vigor há mais de uma década

Foto: Adriano Marçal Município fluminense compartilha resultados de sua experiência pioneira e mostra como o transporte gratuito impulsiona o desenvolvimento social e econômico A experiência de Maricá com o transporte público gratuito ganhou destaque nacional nesta terça-feira (21/10), durante audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro discutiu a Tarifa Zero como um direito do cidadão e reuniu representantes de municípios, especialistas e parlamentares interessados em ampliar o debate sobre mobilidade urbana no país. Referência nacional no tema, Maricá levou ao plenário um exemplo concreto de que é possível garantir o direito à mobilidade sem custo para a população. O presidente da Empresa Pública de Transportes (EPT), Celso Haddad, apresentou os resultados dos 11 anos de funcionamento do programa, que transformou a realidade do transporte no município. “Fomos convidados por sermos uma cidade símbolo da Tarifa Zero. Mostrei como essa política trouxe benefícios para diversas áreas — saúde, educação, cultura, lazer e até para o empreendedorismo. Acreditamos que este será um dos principais debates sobre direitos em 2026, e Maricá entra nessa discussão como exemplo de sucesso. Aqui, o transporte gratuito já é um direito consolidado há mais de uma década”, afirmou Haddad. Atualmente, a cidade opera uma frota de 158 ônibus climatizados, que atendem 49 linhas e conectam todos os bairros do município. Diariamente, são realizados cerca de 115 mil embarques nos famosos “Vermelhinhos”.Entre janeiro e agosto de 2025, a economia gerada aos moradores — considerando a média de R$ 5,21 por passagem cobrada em cidades vizinhas — chegou a R$ 127,4 milhões. A secretária municipal de Representação e Articulação Institucional, Ivana Moura, também participou do encontro e destacou o compromisso da gestão com a inclusão social. “Garantir transporte gratuito e de qualidade é mais do que uma política de mobilidade. É uma escolha por justiça social e dignidade para a população maricaense”, disse. Além dos representantes de Maricá, participaram da audiência Maria Luiza Côrtes (Movimento Tarifa Zero RJ), Sebastião Melo (prefeito de Porto Alegre e vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos), Matteus de Paula Freitas (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano – NTU) e Thiago Trindade (Instituto de Ciência Política da UnB). O debate foi solicitado pelo deputado Jilmar Tatto (PT-SP). Caminho para um sistema nacional O deputado Jilmar Tatto, que coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, adiantou que o tema deve ganhar espaço permanente no Congresso. Segundo ele, será criada uma Comissão Especial para discutir a proposta de implantação de um Sistema Único de Transportes, nos moldes do SUS. “Essa é uma agenda que veio para ficar. Nosso objetivo é construir um programa nacional de transporte gratuito, garantindo que todos os brasileiros tenham acesso à mobilidade”, afirmou Tatto. Sustentabilidade e qualidade de vida Para Celso Haddad, os impactos da Tarifa Zero vão além da economia e do acesso. O modelo também representa um avanço ambiental importante. “De segunda a sexta-feira, cerca de 65% da população utiliza ônibus para se deslocar. Menos de 20% usam carro, o que é o oposto da média nacional. Isso mostra que a gratuidade também estimula o uso de transporte coletivo e reduz a emissão de poluentes”, destacou. Mobilidade que gera desenvolvimento Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) analisou 57 cidades que adotaram a Tarifa Zero e constatou resultados expressivos: 3,2% mais empregos e 7,5% de crescimento no número de empresas em comparação a municípios com transporte pago.Os dados reforçam o impacto positivo da livre circulação de pessoas na economia local. Com 11 anos de prática e resultados comprovados, Maricá se consolida como referência nacional de política pública voltada para a mobilidade urbana, mostrando que o transporte gratuito é um investimento que se traduz em oportunidades, sustentabilidade e qualidade de vida para toda a população. Fotos: Pátricia

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