Passaporte Universitário transforma sonhos em realidade e certifica novos estudantes de Medicina em Maricá

Foto: Thamyris Mello Prefeitura celebra conquista de alunos aprovados no programa que garante bolsas integrais e amplia o acesso ao ensino superior no município A noite desta segunda-feira (28/02) foi marcada por emoção, orgulho e esperança no Cine Henfil, no Centro de Maricá. Em uma cerimônia que reuniu familiares, amigos e autoridades, a Prefeitura de Maricá entregou os certificados aos novos alunos de Medicina contemplados pelo Programa Passaporte Universitário. Os estudantes foram aprovados pelo Edital nº 014/2026 e agora iniciam uma nova etapa em suas trajetórias acadêmicas e pessoais. Mais do que um ato formal, a solenidade simbolizou a concretização de sonhos que, para muitos, pareciam distantes. O programa, coordenado pela Secretaria de Educação, oferece bolsas de estudo totalmente custeadas pelo município, reforçando o compromisso de Maricá com a educação como ferramenta de transformação social. Educação como caminho para a inclusão em MaricáO Passaporte Universitário é um dos principais programas educacionais do município e tem como base a ampliação do acesso ao ensino superior. Do total de vagas ofertadas, 60% são destinadas a estudantes que concluíram o Ensino Médio em escolas públicas de Maricá, fortalecendo a igualdade de oportunidades. Além disso, o projeto garante 100% de gratuidade em instituições particulares para alunos com renda bruta familiar de até oito salários mínimos. Como forma de promover a diversidade e a justiça social, 30% das vagas são reservadas para pessoas negras, pardas ou indígenas, assegurando representatividade dentro do ensino superior. Durante o evento, o secretário de Educação, professor Rodrigo Moura, destacou a importância desse momento para os estudantes e para a cidade. Segundo ele, cada certificado entregue representa uma longa caminhada de esforço, dedicação e superação, que agora se transforma em realização e novas perspectivas de futuro. Histórias que inspiram e refletem o impacto do programaEntre os novos alunos, a emoção foi visível. Morador de Ponta Negra, Matheus Enrich compartilhou uma história que resume o alcance social do Passaporte Universitário. Primeiro estudante de Medicina de sua família, ele destacou que a conquista vai além do sonho individual, representando também a vitória de sua mãe e de toda a sua trajetória de vida marcada por desafios. Ao longo de mais de seis anos de existência, o programa já concedeu cerca de 12 mil bolsas integrais em universidades privadas. Desse total, mais de 3 mil alunos já concluíram a graduação, levando formação acadêmica, qualificação profissional e novas oportunidades para diversas regiões de Maricá. Ampliação do Passaporte Universitário fortalece o futuro da saúdeDando continuidade à política de investimento em educação e saúde, a Prefeitura de Maricá anunciou a abertura de 60 novas vagas para o curso de Medicina. Conforme previsto no Edital nº 015/2026, o programa garante o custeio integral das mensalidades e taxas acadêmicas, além de benefícios como auxílio-transporte ou passe livre, de acordo com os critérios estabelecidos. Com iniciativas como essa, Maricá reafirma seu compromisso com o desenvolvimento humano, a inclusão social e a formação de profissionais que, no futuro, contribuirão diretamente para o bem-estar da população. Fotos: Thamyris Mello

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Bienal da UMES leva reflexão sobre bullying e inclusão à escola de Inoã

Foto: Clarildo Menezes Ontem, quarta-feira dia 07, foi diferente na Escola Municipalizada de Inoã, em Maricá. Ao invés da rotina tradicional de aulas, os corredores foram tomados por debates, reflexões e expressões culturais. A instituição recebeu a 2ª Bienal da União Maricaense dos Estudantes (UMES), que reuniu alunos, educadores e convidados para discutir um tema urgente e atual: o bullying nas escolas. Sob o lema “Bullying não é brincadeira: onde está o limite entre bullying e brincadeira?”, o evento propôs uma conversa aberta e honesta com os jovens sobre respeito, inclusão e os desafios da convivência escolar. A roda de conversa foi o ponto alto da programação. Participaram nomes importantes da cidade, como Daniel Rangel, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão; Adrian Aguiar, coordenador da Juventude e dirigente da UMES; Rosiane Kelly, gerente de apoio pedagógico da Secretaria de Educação; além da presidente do grêmio estudantil da escola. Durante o bate-papo, surgiram relatos marcantes. Estudantes compartilharam vivências de superação frente ao preconceito e à violência verbal, trazendo à tona temas como racismo, homofobia, capacitismo e saúde mental — questões ainda sensíveis no ambiente escolar, mas que precisam ser enfrentadas com coragem e empatia. Para Adrian Aguiar, a bienal representa um avanço necessário na formação cidadã dos jovens: “Essas discussões não faziam parte da minha realidade quando eu era estudante da rede pública. Hoje, ver os jovens participando ativamente desse diálogo é sinal de que estamos evoluindo.” Daniel Rangel, por sua vez, reforçou o impacto social de eventos como esse: “A escola precisa ser um lugar seguro e acolhedor para todos. Incentivar o respeito à diversidade desde cedo é essencial para construirmos uma sociedade mais justa.” Ao final da programação, a reflexão cedeu espaço à cultura. O grupo ABC Capoeira – Arte Brasileira Cultural comandou uma roda animada de capoeira, encerrando a bienal com energia e alegria. O momento também serviu para reforçar a importância da arte como ferramenta de resistência, identidade e valorização das raízes brasileiras. A 2ª Bienal da UMES nas Escolas mostrou que, quando escutados e estimulados, os estudantes são capazes de promover mudanças reais em seu entorno. E, mais do que isso, revelou que o diálogo ainda é o caminho mais potente para construir pontes dentro e fora da sala de aula. Fotos: Clarido Menezes

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História e devoção: Renata Gama lança obra sobre igreja de Niterói na Bienal 2025 no RJ

Livro resgata a história da Igreja Nossa Senhora da Conceição, marco religioso e cultural de Niterói A arquiteta urbanista, escritora e pesquisadora Renata Aymoré Gama é um dos destaques da Bienal do Livro 2025, com o lançamento do livro Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição — 350 anos de fé e bênçãos. A publicação narra a trajetória da histórica igreja localizada no Centro de Niterói, um dos mais antigos templos religiosos do Estado do Rio de Janeiro. A obra está disponível no estande do Grupo Gaia, no Pavilhão 4, Q48, no Riocentro. O livro foi oficialmente lançado em 8 de dezembro de 2024, durante missa solene comemorativa dos 350 anos da Arquiconfraria, celebrada por Dom Paulo Alves Romão, bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói. A edição conta com prefácio de Dom Alano Maria Pena, arcebispo emérito da cidade, e apresentação de Bruno Gramigna, arquiteto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), especialista em igrejas históricas brasileiras. Renata Aymoré Gama é formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em Meio Ambiente pela Universidade Candido Mendes e pós-graduação em Educação Patrimonial em andamento, pelo IPN. Atua como servidora pública concursada na Prefeitura de Maricá desde 2011, e é a atual presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Ambiental de Maricá (IHGAM). Com uma trajetória dedicada à valorização do patrimônio histórico e ambiental do Leste Fluminense, Renata se destaca também como fotógrafa premiada, palestrante e professora de Arte Sacra. Foi responsável por importantes exposições, como “Maricá Natural”, na APA das Serras de Maricá, e “Caminhos de Darwin”, realizada na Fazenda Itaocaia em parceria com o biólogo Marcus Lacerda. É cofundadora de diversos institutos históricos regionais, como o de Itaboraí, Rio Bonito e São Gonçalo, e desde 2021 integra o Conselho Estadual de Tombamento do INEPAC como membro de notório saber. Em 2023, fundou o IHGAM, primeiro instituto histórico do Brasil a incluir uma categoria mirim, presidida por Miguel Ângelo Padilha Marques, então com apenas 11 anos. Ambos foram agraciados em 2024 com a Medalha Ennio Candotti de Divulgação Científica, concedida pelo LABACIENCIAS da UFF e pela FAPERJ. Renata também é coautora de diversas publicações acadêmicas e obras coletivas, como Itaboraí e a Independência do Brasil, Jardim Botânico de Niterói: um século de história e meio ambiente, Atlas Escolar de Maricá, Ciência para Ouvir (e Ler) e Maricá Cidade da Gente volumes 1 e 2. Sua produção inclui ainda artigos sobre memória, arquitetura e meio ambiente, publicados em revistas científicas e colunas fixas nos veículos Revista Maricá Já e Portal Aconteceu Maricá, ambos em parceria com outros pesquisadores e historiadores locais. Ativa nas redes sociais, especialmente no Instagram, Renata compartilha registros fotográficos e vídeos de seu trabalho, promovendo o conhecimento histórico de forma acessível e envolvente. Seu engajamento a posiciona como uma importante voz na difusão da cultura e da preservação patrimonial no estado do Rio de Janeiro.

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