2ª Bienal da UMES em Maricá encerra com show de L7NNON e celebra a força da juventude

Foto: Clarildo Menezes Evento reuniu milhares de estudantes em uma semana de arte, cultura e participação ativa nas escolas e nas ruas da cidade A cidade de Maricá viveu uma semana intensa de arte, cultura e protagonismo juvenil durante a 2ª Bienal da União Maricaense dos Estudantes (UMES). Entre os dias 4 e 10 de agosto, mais de 25 escolas públicas se transformaram em verdadeiros centros culturais, recebendo oficinas, debates, apresentações artísticas, rodas de conversa e intervenções criativas que mobilizaram estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. O encerramento, neste domingo (10), foi marcado por um show eletrizante do rapper L7NNON, na Arena da Barra, reunindo milhares de jovens e famílias. A apresentação, que havia sido adiada da sexta-feira (8) por conta da chuva, levou ao palco sucessos como “Ai, Preto”, “Abre a Porta” e “Gratidão”, embalados por mensagens de autoestima e incentivo à perseverança. Maricá de todas as vozes Com o tema “Maricá de todas as vozes”, a bienal deu espaço para que os estudantes mostrassem seu talento, suas opiniões e sua criatividade. Para a secretária de Juventude e Participação Popular, Andressa Santos, o evento foi muito mais que um calendário de atividades.“A Bienal foi mais do que um evento — foi uma convocação. Os jovens ocuparam as escolas e a cidade com suas ideias, suas criações e suas lutas. É isso que queremos: uma juventude ativa, visível e potente”, afirmou. Vozes que transformam Além de assistir às apresentações, muitos alunos participaram ativamente das oficinas. Yasmin Oliveira, de 15 anos, destacou a experiência de se expressar através da poesia e da arte urbana. “A gente aprendeu a se expressar com palavras e com cor. Foi muito diferente do dia a dia da escola. Me senti importante”, contou.Já Lucas Mendes, de 18 anos, ressaltou o sentimento de união. “Ver tanta gente reunida, debatendo, criando, curtindo… deu vontade de fazer parte de tudo isso sempre. A gente saiu transformado”, disse. Uma cidade que respira cultura A 2ª Bienal da UMES reafirmou o papel de Maricá como um polo de incentivo à cultura, educação e participação popular. Mais do que shows e atividades, o evento mostrou que quando a juventude encontra espaço para se expressar, a cidade inteira se transforma. Fotos: Clarildo Menezes

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Gabriel O Pensador e Kandu Puri unem culturas em noite histórica na Festa da Aldeia Indígena Mata Verde Bonita

Reprodução internet A segunda noite da Festa da Aldeia Indígena Mata Verde Bonita, neste sábado passado, em São José de Imbassaí, Maricá, entrou para a memória dos participantes como um encontro marcante entre dois grandes nomes da música: o consagrado cantor e compositor Gabriel O Pensador e o multiartista indígena Kandu Puri. A apresentação de Gabriel O Pensador, a atração mais aguardada do evento, foi um espetáculo impecável que promoveu a união das culturas em prol da arte e do entretenimento. Para os indígenas, o momento representou a realização de um sonho: assistir, no mesmo dia, ao rap de raízes ancestrais de Kandu Puri e ao trabalho de um dos ícones da música brasileira contemporânea. Kandu Puri, compositor de rap e trap, subiu ao palco para emocionar o público com músicas em tupi-guarani e português. Suas letras falam de ancestralidade, luta por reconhecimento, preservação cultural e questões sociais, denunciando a perda de territórios e valorizando a importância histórica dos povos originários para o Brasil. O evento é uma realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, do Ministério da Cultura, do PINAB (Programa de Integração e Apoio às Comunidades Indígenas Brasileiras) e do Instituto Terra do Saber, com apoio da Secretaria de Cultura e das Utopias de Maricá. Fotos: Anselmo Mourão e reprodução internet

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Maricá celebra cultura indígena na Aldeia Mata Verde Bonita com shows, oficinas e tradições

Foto: Anselmo Mourão Maricá viveu, na última sexta-feira (08/08), um dia de imersão na cultura e nas tradições indígenas durante a Festa na Aldeia Mata Verde Bonita. O evento, que contou com o apoio da Prefeitura — por meio da Secretaria de Cultura e das Utopias, Secretaria de Segurança Cidadã, Secretaria de Trânsito e da Empresa Pública de Transporte (EPT) — reuniu atividades ao ar livre, apresentações artísticas e encontros que celebraram a diversidade. Durante o dia, o público pôde acompanhar apresentações do coral da aldeia, participar do plantio de mudas e prestigiar a mostra de cinema infantil indígena. A programação incluiu ainda feira de artesanato, exposições fotográficas e oficinas sobre ervas medicinais e culinária tradicional. O espírito esportivo também esteve presente com o torneio de futebol indígena, oficinas de arco e flecha, pintura corporal e o encontro de dança das aldeias. Ao cair da noite, o palco foi dominado por grandes nomes: a cantora Sandra de Sá encerrou a sexta-feira com um show vibrante, acompanhada pelas apresentações da Banda Dive, Banda Dinucci e Rozelaine Souza. Autoridades marcaram presença, como a secretária de Cultura do Estado do Rio, Danielle Barros; o coordenador do Ministério da Cultura, Eduardo Nascimento; a diretora de Promoção da Diversidade Cultural, Karina Gama; e o secretário municipal de Cultura e das Utopias, Sady Bianchin, que destacou a importância do evento: “A Festa na Aldeia Mata Verde Bonita é mais do que um evento, é um encontro de saberes e afetos. É a reafirmação do nosso compromisso com a valorização da cultura indígena e com a diversidade que forma a identidade de Maricá”, declarou. As atividades continuam neste fim de semana, com destaque para o show de Gabriel O Pensador neste sábado (09), às 21h, e para o tradicional Rito de Batismo Indígena no domingo (10). Confira a programação: 📅 Sábado – 09/08 | 10h às 23h 📅 Domingo – 10/08 | 9h às 16h Fotos: Anselmo Mourão

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Bienal da UMES leva reflexão sobre bullying e inclusão à escola de Inoã

Foto: Clarildo Menezes Ontem, quarta-feira dia 07, foi diferente na Escola Municipalizada de Inoã, em Maricá. Ao invés da rotina tradicional de aulas, os corredores foram tomados por debates, reflexões e expressões culturais. A instituição recebeu a 2ª Bienal da União Maricaense dos Estudantes (UMES), que reuniu alunos, educadores e convidados para discutir um tema urgente e atual: o bullying nas escolas. Sob o lema “Bullying não é brincadeira: onde está o limite entre bullying e brincadeira?”, o evento propôs uma conversa aberta e honesta com os jovens sobre respeito, inclusão e os desafios da convivência escolar. A roda de conversa foi o ponto alto da programação. Participaram nomes importantes da cidade, como Daniel Rangel, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão; Adrian Aguiar, coordenador da Juventude e dirigente da UMES; Rosiane Kelly, gerente de apoio pedagógico da Secretaria de Educação; além da presidente do grêmio estudantil da escola. Durante o bate-papo, surgiram relatos marcantes. Estudantes compartilharam vivências de superação frente ao preconceito e à violência verbal, trazendo à tona temas como racismo, homofobia, capacitismo e saúde mental — questões ainda sensíveis no ambiente escolar, mas que precisam ser enfrentadas com coragem e empatia. Para Adrian Aguiar, a bienal representa um avanço necessário na formação cidadã dos jovens: “Essas discussões não faziam parte da minha realidade quando eu era estudante da rede pública. Hoje, ver os jovens participando ativamente desse diálogo é sinal de que estamos evoluindo.” Daniel Rangel, por sua vez, reforçou o impacto social de eventos como esse: “A escola precisa ser um lugar seguro e acolhedor para todos. Incentivar o respeito à diversidade desde cedo é essencial para construirmos uma sociedade mais justa.” Ao final da programação, a reflexão cedeu espaço à cultura. O grupo ABC Capoeira – Arte Brasileira Cultural comandou uma roda animada de capoeira, encerrando a bienal com energia e alegria. O momento também serviu para reforçar a importância da arte como ferramenta de resistência, identidade e valorização das raízes brasileiras. A 2ª Bienal da UMES nas Escolas mostrou que, quando escutados e estimulados, os estudantes são capazes de promover mudanças reais em seu entorno. E, mais do que isso, revelou que o diálogo ainda é o caminho mais potente para construir pontes dentro e fora da sala de aula. Fotos: Clarido Menezes

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