Foto: Bernardo Gomes
Prefeito Washington Quaquá promete criar grupamento especial e reforçar integração com as forças de segurança
A segurança pública em Maricá deu um passo importante nesta terça-feira (09/09). A Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que autoriza o armamento da Guarda Municipal. Com o aval dos 19 parlamentares presentes, a proposta segue agora para sanção do prefeito Washington Quaquá, que já anunciou a criação de um grupamento especializado para atuar em áreas estratégicas do município.
Durante a sessão, Quaquá destacou que a medida será acompanhada de protocolos rígidos de capacitação. “Nossa Guarda Municipal está autorizada a portar armas, mas isso acontecerá de forma responsável. Todos os agentes serão treinados pelo BOPE e trabalharemos em conjunto com as demais forças de segurança para transformar Maricá em uma cidade ainda mais segura”, afirmou o prefeito.
Treinamento e novo grupamento armado
Segundo o secretário de Segurança Cidadã, coronel Julio Veras, os guardas municipais passarão por um processo de formação em parceria com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Além do efetivo regular, será criado o Grupamento de Ocupação Democrática Armada do Território (GODAT), que deve reunir cerca de 150 agentes.
A utilização de câmeras corporais será obrigatória para todos os guardas armados, garantindo transparência nas operações. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Corregedoria Interna da corporação e do Ministério Público.
Para o coronel Veras, a aprovação marca um divisor de águas na segurança do município. “É um dia histórico. Estamos estruturando uma guarda armada, capacitada e comprometida em proteger a população com disciplina, preparo e respeito aos direitos fundamentais”, disse.
Estrutura e referência em segurança
Atualmente, Maricá possui aproximadamente 420 guardas municipais em atividade. Todos passam por capacitações contínuas no Centro de Estudos da corporação, que inclui cursos sobre Direitos Humanos e parcerias com o Instituto Marielle Franco, abordando temas como desigualdade, racismo e direito à cidade.
Os números já colocam Maricá em posição de destaque no cenário estadual: são 19 meses sem registro de latrocínio, a menor taxa de mortes violentas desde 2003, nenhuma ocorrência de roubo de carga em 2025, 77 veículos recuperados e mais de 280 encaminhamentos à delegacia somente neste ano.
Parte desse resultado vem da integração entre Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil, com apoio do Centro Integrado de Observação e Segurança Pública (Ciosp). O sistema monitora a cidade com mais de 3 mil câmeras — 700 delas operadas pela Prefeitura, equipadas com reconhecimento facial e leitura de placas de veículos.
O plano do município é ampliar a rede para mais de 7 mil câmeras, cobrindo todos os distritos. A expectativa é de que o investimento fortaleça ainda mais as políticas de segurança e consolide Maricá como referência em prevenção e monitoramento no estado.

