Setembro Amarelo em Maricá: roda de conversa abre programação voltada à saúde mental da terceira idade

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Foto: Clarildo Menezes

Setembro Amarelo em Maricá: roda de conversa abre programação voltada à saúde mental da terceira idade

Ação de abertura reuniu idosos das cinco unidades da Casa da Terceira Idade e trouxe reflexões sobre prevenção ao suicídio e valorização da vida

Maricá iniciou, nesta quarta-feira (3), as atividades do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. A abertura aconteceu na Casa da Terceira Idade, no Centro, com a roda de conversa “Depressão na melhor idade: o que fazer?”, reunindo frequentadores das cinco unidades do município.

O encontro foi marcado por momentos de escuta e acolhimento, além de informações essenciais para o bem-estar dos idosos. Entre os convidados, o psicólogo Alexandro Flores explicou como reconhecer os sinais da depressão na terceira idade e reforçou a importância de fortalecer vínculos afetivos e redes de apoio.

“A depressão pode surgir em qualquer fase da vida. Na terceira idade, ela costuma estar ligada a mudanças como a aposentadoria, perdas cognitivas ou a diminuição dos laços sociais. O maior risco é o suicídio, por isso precisamos abordar esse tema com cuidado e responsabilidade”, destacou o profissional.

A programação também contou com a participação da assistente social Érika Bizzo, que apresentou o calendário de atividades planejadas para setembro. Segundo ela, o objetivo é ampliar o debate em todas as unidades do município.

“Hoje damos início a uma série de ações que vão se estender por todo o mês. Teremos rodas de conversa, palestras, dinâmicas, momentos de cuidado pessoal e atividades culturais, sempre reforçando a autoestima e a valorização da vida”, explicou.

Para os frequentadores, o encontro representou mais que uma palestra: foi um espaço de afeto e troca de experiências. A moradora de São José do Imbassaí, Arlinda Pereira, de 81 anos, destacou a importância de falar sobre o tema:

“Antigamente não se conversava sobre essas questões. Hoje entendo como é importante respeitar os sentimentos e buscar apoio. Aqui me sinto acolhida e aprendo cada dia mais”, contou.

A abertura foi encerrada com a apresentação do coral da Casa da Terceira Idade, formado pelos próprios alunos, sob orientação de professores de canto.

Durante todo o mês, novas atividades serão realizadas nas demais unidades, reforçando o compromisso de Maricá com a saúde mental da população idosa e com a valorização da vida.

Fotos: Clarildo Menezes

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