Foto: Clarildo Menezes
Ontem, quarta-feira dia 07, foi diferente na Escola Municipalizada de Inoã, em Maricá. Ao invés da rotina tradicional de aulas, os corredores foram tomados por debates, reflexões e expressões culturais. A instituição recebeu a 2ª Bienal da União Maricaense dos Estudantes (UMES), que reuniu alunos, educadores e convidados para discutir um tema urgente e atual: o bullying nas escolas.
Sob o lema “Bullying não é brincadeira: onde está o limite entre bullying e brincadeira?”, o evento propôs uma conversa aberta e honesta com os jovens sobre respeito, inclusão e os desafios da convivência escolar.
A roda de conversa foi o ponto alto da programação. Participaram nomes importantes da cidade, como Daniel Rangel, da Secretaria da Pessoa com Deficiência e Inclusão; Adrian Aguiar, coordenador da Juventude e dirigente da UMES; Rosiane Kelly, gerente de apoio pedagógico da Secretaria de Educação; além da presidente do grêmio estudantil da escola.
Durante o bate-papo, surgiram relatos marcantes. Estudantes compartilharam vivências de superação frente ao preconceito e à violência verbal, trazendo à tona temas como racismo, homofobia, capacitismo e saúde mental — questões ainda sensíveis no ambiente escolar, mas que precisam ser enfrentadas com coragem e empatia.
Para Adrian Aguiar, a bienal representa um avanço necessário na formação cidadã dos jovens:
“Essas discussões não faziam parte da minha realidade quando eu era estudante da rede pública. Hoje, ver os jovens participando ativamente desse diálogo é sinal de que estamos evoluindo.”
Daniel Rangel, por sua vez, reforçou o impacto social de eventos como esse:
“A escola precisa ser um lugar seguro e acolhedor para todos. Incentivar o respeito à diversidade desde cedo é essencial para construirmos uma sociedade mais justa.”
Ao final da programação, a reflexão cedeu espaço à cultura. O grupo ABC Capoeira – Arte Brasileira Cultural comandou uma roda animada de capoeira, encerrando a bienal com energia e alegria. O momento também serviu para reforçar a importância da arte como ferramenta de resistência, identidade e valorização das raízes brasileiras.
A 2ª Bienal da UMES nas Escolas mostrou que, quando escutados e estimulados, os estudantes são capazes de promover mudanças reais em seu entorno. E, mais do que isso, revelou que o diálogo ainda é o caminho mais potente para construir pontes dentro e fora da sala de aula.
Fotos: Clarido Menezes








