Foto: Clarildo Menezes
Projeto “Entre Altos e Baixos, Tamo Junto” leva diálogo e acolhimento a estudantes durante a programação do Setembro Amarelo
Falar sobre o que se sente nem sempre é fácil, principalmente durante a adolescência. Por isso, criar espaços onde os jovens possam conversar, ouvir e ser ouvidos pode fazer diferença. Em Maricá, essa proposta ganhou mais uma edição nesta terça-feira (15/9), com atividades do projeto “Entre Altos e Baixos, Tamo Junto”.
A ação foi realizada na Escola Municipal Lúcio Thomé Guerra, em Cordeirinho, e também na Casa da Juventude de Ponta Negra. Estudantes participaram de rodas de conversa e dinâmicas que trataram de assuntos presentes na rotina escolar e na vida dos adolescentes, como ansiedade, bullying, preconceito, consentimento e convivência.
Diálogo como forma de acolhimento
Integrada à programação do Setembro Amarelo, a iniciativa busca aproximar os jovens de uma conversa aberta sobre saúde emocional. Mais do que apresentar informações, as atividades procuram criar um ambiente em que os estudantes possam refletir sobre situações que vivenciam e compreender a importância de procurar apoio quando enfrentam dificuldades.
Durante os encontros, situações do cotidiano são utilizadas para estimular a participação dos alunos. A proposta é mostrar que sentimentos e conflitos podem ser compartilhados e que pedir ajuda é uma atitude importante diante de momentos de sofrimento emocional.
Para Ingrid Camargo, coordenadora do Polo Ponta Negra, o acolhimento tem um papel fundamental nesse processo.
“Foi um momento importante para conversar sobre saúde mental e mostrar aos jovens que eles podem falar sobre o que estão sentindo.”
Segundo a coordenadora, a Casa da Juventude também dispõe de uma equipe psicossocial preparada para acolher os jovens, orientar cada situação e, quando necessário, realizar o encaminhamento para os serviços da rede de atendimento.
Uma conversa que continua além da sala de aula
O projeto “Entre Altos e Baixos, Tamo Junto” reúne profissionais das áreas de educação e saúde para abordar questões relacionadas à juventude e aos desafios que fazem parte dessa fase da vida.
A proposta não fica restrita a uma única atividade. O trabalho é desenvolvido de forma contínua em escolas municipais e estaduais e também nas unidades da Casa da Juventude. Para isso, especialistas convidados participam das ações e contribuem para ampliar o debate com os estudantes.
Em Maricá, a iniciativa reforça a importância de tratar a saúde mental com informação, escuta e acolhimento. Afinal, muitas vezes, uma conversa pode ser o primeiro passo para que um jovem perceba que não precisa enfrentar sozinho uma situação difícil.
Fotos: Clarildo Menezes






