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O jornalismo de Maricá perdeu, nesta quinta-feira (2), um de seus nomes mais respeitados. O jornalista Fernando Uchôa faleceu após sofrer um infarto, deixando um legado construído ao longo de décadas de atuação na imprensa, na literatura e no fortalecimento das instituições culturais do município. A notícia de sua morte gerou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão, escritores e representantes da cena cultural maricaense.
De acordo com informações da família, Fernando Uchôa passou mal no fim da tarde e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Inoã. Apesar dos esforços da equipe médica e dos procedimentos realizados durante o atendimento, ele não resistiu às complicações provocadas pelo infarto.
Ao longo de sua carreira, Fernando Uchôa consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso com a informação e pela valorização das pautas de interesse público. Atuou em importantes veículos de comunicação do Estado do Rio de Janeiro e foi idealizador do Jornal Rural, publicação voltada à cobertura de temas relacionados à agricultura, ao desenvolvimento regional e às demandas das comunidades do campo, contribuindo para ampliar a visibilidade desses assuntos.
Além da atuação na imprensa, o jornalista também integrou a equipe da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maricá, onde participou da produção de conteúdo e da divulgação de ações e acontecimentos relevantes para o município, colaborando na construção da comunicação institucional.
Mesmo após a aposentadoria, Fernando Uchôa manteve sua ligação com o jornalismo e a literatura. A paixão pela escrita permaneceu presente até seus últimos dias. Na véspera de seu falecimento, foi publicado, a seu pedido, o artigo intitulado “Ainda sobre ‘Guerreiros do Sol'”, texto que acabou se tornando sua última contribuição pública. A publicação ganhou um significado especial ao representar o encerramento de uma vida dedicada às palavras, ao pensamento crítico e à produção intelectual.
Sua atuação também foi marcante na Academia de Ciências e Letras de Maricá, onde desempenhou papel fundamental no processo de reorganização da instituição e na retomada de suas atividades. Em conversa com a reportagem, o presidente da Academia, Rogerio Brum, lamentou profundamente a perda do colega e destacou a importância de Fernando Uchôa para o fortalecimento da entidade.
Segundo Brum, o jornalista esteve entre os principais responsáveis pela reconstrução da Academia, colocando sua experiência, conhecimento e dedicação a serviço da valorização da produção literária e cultural de Maricá. Sua participação foi decisiva para devolver protagonismo à instituição e incentivar novos projetos voltados à preservação da memória e da identidade cultural do município.
Fernando Uchôa também foi um dos fundadores da Associação de Imprensa de Maricá (AIM), entidade criada com o objetivo de fortalecer a categoria, defender a liberdade de imprensa e promover a valorização dos profissionais da comunicação. Sua contribuição ajudou a consolidar o jornalismo local e a ampliar o reconhecimento da atividade no município.
A morte de Fernando Uchôa representa uma perda significativa não apenas para os profissionais da imprensa, mas também para a cultura, a literatura e a história de Maricá. Seu legado permanece presente nas reportagens que produziu, nos projetos que ajudou a construir e na dedicação demonstrada ao longo de sua vida em favor da informação, da cultura e do desenvolvimento da cidade.
Os detalhes sobre o velório e o sepultamento ainda estão sendo definidos pela família. A expectativa é de que a cerimônia de despedida ocorra no Cemitério Municipal de Maricá. Os horários e demais informações serão divulgados oficialmente assim que forem confirmados.
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